Capítulo 10

1K 88 39
                                        

Pov Arizona.

Acordei na manhã seguinte com a Carina em meu quarto. A mesma alisava a minha mão levemente e me observava dormir.

- Você quase me matou do coração, bambina.- ela disse baixo, assim que eu abri os olhos.

- Eu estou bem, prometo.- eu disse dando um leve sorriso.

Senti ela dar um beijo em minha testa, o que me fez sorrir.

- April disse que foi dar um beijo da Harriet antes dela ir pra creche, mas volta assim que der.- ela avisou.

- É.. bom dia!- Callie disse aparecendo no meu quarto.

- Bom dia, dr Torres.- Carina disse, e logo se sentou na cadeira ao meu lado.

- Bom dia, Callie.- eu disse, e a mesma entrou em meu quarto.- Quando vou poder ver a Sofia?

- Assim que a Amélia te liberar.- falou, parando ao meu lado na cama.- Como está se sentindo?

- Melhor, eu acho.- falei e vi ela observar os monitores.- Acho também que está na hora dos meus pais saberem que eu estou doente.

- Seus pais sabem desde que eu voltei pra NY.- contou.- Eu sabia que você não falaria, e como eu sei que eles não me perdoariam se acontecesse algo, eu resolvi contar.

- Isso não deveria ter sido uma decisão sua, Dr Torres.- Carina disse.

- Depois que se é mãe, você passa a ter decisões que antes não teria, Dr Delucca.- callie respondeu.- Tenho certeza que, se fosse o contrário, Arizona não pensaria duas vezes em ligar para os meus pais.

Acho que a Bailey sentiu que aquilo daria em outra discussão, pois a mesma chegou junto com a Amélia para eu poder fazer mais exames.

Carina disse que teria um consulta agora, mas que em breve voltaria, nos deixando sozinha alí.

- Eu quero que ela fique mais dois dias em observação.- Amélia disse.- E temos que ver também se a oncologista dela vai dizer.

- Eu posso ver a minha filha?- perguntei.

- Pode.- ela e Bailey responderam juntas.

- Vou ligar pros seus pais e pedirem para eles trazerem ela.- Callie disse.- E espero que saiba que você vai ouvir um belo de um sermão deles dois. 

- Eu imagino.

Meus pais chegaram com a Sofia cerca se 2h depois, e eu não soltei mais a minha pequena latina.

Eu ainda achei que fosse ouvir um sermão de 2h por ter sido irresponsável de não contar, mas acho que o trauma que eles tiveram fizeram eles desistirem.

Dois dias haviam se passado e eu estava ganhando alta do hospital.

Eu sabia que isso estava acontecendo só pelo simples fato de estar, meus pais, Callie e Carina em cima de mim, se não eu ainda estaria no hospital por tempo indeterminado.

Quem me levaria para a casa hoje seria a Carina, meus pais estavam em casa preparando tudo para a minha chegada e Callie estava de plantão.

- Eu vou mandar todas as recomendações para Callie a por mensagem.- Amélia disse, e a Carina a olhou.

- É.. eu acho que não vou mais ficar na casa da Arizona.- Callie disse, aparecendo atrás da gente.

- Por que não?- Amélia perguntou.- Eu só liberei porque sabia que você estava morando lá. 

- A casa vai ficar cheia, eu vou pra um hotel ou pra Meredith.- falou.- Mas os pais dela vão estar lá e a Carina também.

- É só você ficar no quarto da Sofia, meus pais no de hóspedes e a Sofia comigo.- Falei.- Não tem necessidade, Callie.

- Quando eu sair do plantão a gente conversa, Arizona.- ela disse.- Eu só vim ver como estava.

Eu não entendia o porque daquilo, mas eu respeitei o espaço dela.

Assim que cheguei em casa eu senti o cheiro maravilhoso da comida da minha mãe, o cheirinho da minha casa também, eu estava com saudades.

Sofia fez um cartaz lindo para mim, e eu acabei me emocionando.

Passei a tarde com Carina, Sofia e meus pais, estava bom, estava aconchegante, mas estava faltando alguma coisa, ou melhor, alguém. 


Pov Callie.

- Ei, por que não quer ficar na Robbins? Você está a 3 meses lá.- Amélia me perguntou.

- Carina não se alegra muito com a minha presença e eu não quero que elas briguem por minha causa.

- Impossível não se alegrar com a sua presença, Callie.- Amy disse, dando um sorriso.- Mas também é impossível ela não sentir ciúmes em relação a você.

- Quem? Carina?- Mer perguntou quando chegou perto da gente.- O dela é nítido.

- Ninguém mandou ser a ex gostosa, Torres.- Amélia riu.

- Deixa a Robbins saber disso, Amélia.- Grey riu também.

- Vou fingir que não entendi o que você quis dizer com isso.- acabei rindo também.

- Mas, Callie, sério, eu só liberei ela por sua causa, cheguei a falar com a Bailey sobre diminuir seus plantões. - a morena disse.

No final daquele dia eu cheguei na casa da loira exausta, eu precisa de banho e cama, e foi o que eu fiz, tomei um banho, jantei, me certifiquei de que a Arizona estava bem e dormi.

Acordei na manhã seguinte sentindo cheiro de café forte, e foi ai que eu lembrei que, a Arizona tinha que tomar o remédio da madrugada.

Quando eu cheguei ao quarto dela, a mesma não estava mais na cama, mas a porta do banheiro estava entreaberta, o que fez ter a certeza de que ela estava alí.

Esperei ela sair, ela iria precisar de ajudar para descer para o andar debaixo.

Assim que a porta se abriu eu vi o sorriso da loira morrer, acho que por não esperar que eu estivesse alí e a visse do jeito que ela estava.

Quase sem cabelo.

- A Quimio me deixou assim.- ela disse, sem jeito.

- Continua linda, pode ter certeza.- eu falei.- Acabei de lembrar que eu não acordei para o seu remédio da noite e vim ver como você estava.

- Acordou sim, eu e meus pais, você deu um grito tão alto, que eu não sei como a Sofia não acordou.- ela riu.

- Desculpa, eu estava cansada.

- Tudo bem!- ela pegou um lenço e tampou a cabeça.- Precisamos conversar.

- Ari, olha, eu não quero criar problemas entre você e sua namorada, então eu prefiro sair.

- Callie, você não é nenhum problema, e também, vai ser só enquanto eu não puder voltar a usar a prótese.

- Eu só fico se ela disser que não vê problema nisso.

- Mas a casa é minha.- ela deu de ombros.- Eu decido quem fica e quem não.

- Prometo pensar sobre.

Ajudei a mesma a descer e fomos direto para a cozinha tomar café.

Estava tudo bem, até ela dizer aos pais que eu queria ir para um hotel e a discussão toda começar.

- Eu ainda acho melhor você dormir no quarto com ela.- Daniel disse, e nós três o olhamos.- Ficaria menos cansativo para a Callie ter que levantar todas as noites.

- Daniel!- Barbara chamou a atenção dele.- O assunto é sério.

- Mas eu não estou rindo, nem nada.- ele disse, e eu vi a Arizona se segurando para não rir.

- Eu já disse que vou pensar, amanhã eu dou uma resposta.

Hold back the river Onde histórias criam vida. Descubra agora