Capítulo 3 - Explicando a verdade

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Oii minhas luas, tudo bem com vocês? Espero que sim. Vamos a mais um capítulo. Não vou falar muito,apenas boa leitura...

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NARRADOR POV 

Juliette e Sarah estavam sentadas na sala de estar já faziam um bom tempo, sem nenhuma das duas ter coragem de quebrar o silêncio que havia se instalado. Depois do choque inicial, a cabeça de Juliette não parava de pensar no que tinha visto no quarto. Ela queria encher Sarah de perguntas, estava cheia de dúvidas, mas por onde começar? As crianças também estavam assustadas. Elas sabiam e eram orientadas pra se esconderem de todo mundo a todo tempo

Ninguém poderia descobrir sobre eles se quisessem se manter vivos. Eles eram muito pequenos, mas Sarah era dura nas palavras. Elas precisavam sentir medo para que ficassem bem. Agora a morena dos olhos verdes observava enquanto eles brincavam do lado de fora da casa, junto com o pequeno cachorro peludo, aonde Juliette tinha revelado uma grande piscina e uma área verde enorme. Samantha era a única que dormia no sofá ao lado delas. 

Sarah respirou fundou e voltou seus olhos pra morena que estava sentada há uma distância considerável no grande sofá. Ela sabia que tinha que falar alguma coisa, afinal estavam de baixo do teto dela. Mas era sempre difícil explicar as coisas para as pessoas que não queriam entender, ou simplesmente não faziam questão nenhuma disso. Como ela iria falar pra Juliette que aquelas crianças que estavam correndo felizes no seu quintal, eram as ameaças que os jornais tinham pintado? Como faze-la olhar com outros olhos, sem preconceito e sem o medo de serem denunciadas?

:- Ok, já esperei tempo demais - Juliette se ajeitou no sofá e decidiu que ela que começaria a far, porque se fosse depender de Sarah, aquele silêncio ainda iria durar por um bom tempo - Quer começar a explicar? - soltando mais um suspiro, Sarah assentiu e esfregou as mãos na calça que vestia antes de começar a falar 

:- Eles são híbridos, todas aquelas crianças que estavam lá fora são o motivo de toda essa quarentena desnecessária - Sarah começou, gesticulando e com a voz brava ao falar as últimas palavras - Elas não matam e nem transmitem nada de ruim pra ninguém, muito pelo contrário, a gente que pode matar qualquer uma delas com o nosso julgamento e preconceito - Sarah finalizou e Juliette tentava acompanhar todas as informações novas que chegavam no seu cérebro 

:- Então está me dizendo que os cientistas estão certos? - a voz de Juliette soou calma e ela apontou para a televisão desligada, para onde tinha visto a noticia - Você só pode esta de brincadeira comigo. Essas aberrações existem mesmo? - a palavra proferida fez o corpo de Sarah quase explodir de raiva

:- ELAS NÃO SÃO ABERRAÇÕES! - Juliette arqueou a sobrancelha com a audácia da mulher de gritar com ela de baixo do seu próprio teto e viu como o peito de Sarah subia e descia numa respiração acelerada. Talvez, não tivesse escolhido bem as palavras - É por esses motivos e pensamentos como os seus, que essas crianças estão sendo mortas. Você tem noção? Consegue imaginar uma criança dessa fazendo mal a alguém? - Sua pergunta veio acompanhada do movimento do seu braço, que apontava pra fora, aonde agora os 3 pequenos estavam sentados na grama, rindo, como se nada importasse mais. A inocência e pureza de uma criança era de se invejar. Eles não tinham noção do cenário caótico que ainda teriam que enfrentar 

:- Desculpa - Juliette disse sentindo necessidade depois de vê a reação da mais alta. Ela não gostava de julgar o que não conhecia, por um momento se sentiu uma idiota. Sarah dei um sorriso curto e seco

:- Tudo bem. Eu vou te explicar tudo desde o inicio - Sarah então contou que os híbridos, como eram chamados, era resultado de uma mutação entre humanos e animais, antes mesmo deles nascerem. Mulheres que não conseguiam engravidar, se submetiam a carregar os pequenos e assim terem o sonho de formarem uma família. Mas não foi isso que aconteceu. Depois do grande colapso que se espalhou em algumas pequenas cidades, tinha dado certo e eles tentaram acobertar os novos seres. Muitos pais abandonaram seus próprios filhos ao descobrir como eles nasceram, não aguentando o próprio preconceito, e outros decidiram criar os mesmo, como crianças normais, mas longe de todos. Até a noticia se espalhar e eles serem considerados como perigosos e contaminados. 

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