Boa noite minhas luazinhas, tudo bem? Bom, esse capítulo é um capítulo transitório,mas curtinho,pra vocês começarem a entender o que vem ao longo da fic
Não corrigi os erros, então me perdoem se tiver algum. Outra coisa. Os capítulos podem demorar mais porque eu demoro um pouco pra elaborar e deixar do jeito que eu quero. Nada muito confuso e fácil de entender. Bom é isso.
Boa leitura...
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JULIETTE POV
:- Er... quem é você e o que faz na porta da minha casa? - juro que tentei sei o mais sutil possível, mas ao encarar os olhos verdes com uma pitada de medo, percebi que tinha soado grossa o suficiente. Respirei fundo. Eu já não sabia mais como ser cordial com as pessoas, até porque eu não precisava, eu não mantinha uma conversa com ninguém por mais que 5 minutos,mas tinha uma mulher parada na porta da minha casa e eu precisava pelo menos saber o que ela queria - Você quer dinheiro? É isso? - perguntei quando não recebi nenhuma resposta e vi no fundo dos seus olhos a forma que ela ficou ofendida. Olhei para as 4 crianças que ainda estavam agarradas ela, todas com roupas demais, cobrindo a cabeça, o pescoço e todo o resto de parte do corpo, inclusive o rosto. Achei estranho, o tempo de Sallen nem estava nos seus piores dias. Percebi que tinham diferentes idades, mas não passavam dos 8 anos. Tinha 2 meninas e 2 meninos, dois muito pequenos e frágeis - Você não vai falar nada? - por algum motivo aquele silêncio da mulher e as quatro pessoinhas agarradas a ela estavam me deixando agoniada. Eu só não sabia se de um jeito bom ou ruim
:- Só queremos um lugar pra passar a noite - Assim que ia questionar ela novamente, finalmente sua voz soou rouca e forte. Ela se levantou e pegou o corpo menor entre todos e deu a mão para outro.
:- E acharam que iam conseguir aqui? - Na real, qual era a das pessoas? Ela jurava que eu ia deixar uma estranha entrar na minha casa, no meio de uma pandemia de um vírus desconhecido e com mais 4 combos junto a ela? Será que ela achava que aquilo iria funcionar com alguém? Definitivamente ela não era da cidade, não sabia o quanto as pessoas podiam ser antipáticas e maldosas, ainda mais na situação atual que a cidade se encontrava.
:- Eu não achei nada, só vim pedir ajuda, se não pode ajudar, já vamos indo - ela nem esperou mais nenhuma palavra minha e já foi caminhando pra longe, junto com os pequenos no seu encalço. Alguma coisa dentro de mim revirou. Porra. Era só o que me faltava.
: Ei, vocês podem ficar - não fui eu que disse aquilo, mas foi a minha voz que emitiu o som. Percebi que seu corpo virou e ela me olhou vendo se era realmente verdade. Seus passos lentos caminharam até mim e abri a porta de casa, percebendo que ela estava me seguindo. Assim que entramos, seus olhos varreram por todo o lugar, eu não sabia julgar o que eles diziam, mas seus passos eram tão cauteloso, como se tivesse procurando qualquer coisa que oferecesse perigo pra ela e as crianças. Me questionei se todas eram filhos dela, pelo o jeito que ela parecia uma leoa segurando todos perto do seu corpo e me lembrei que era exatamente assim com Luna.
Senti um frio percorrendo todo o meu corpo e indo direto pro meu peito. Fazia tempo que eu não ficava tão perto de crianças, a cidade não tinham muitas, mas porque o meu momento de maternidade tinha durado pouco tempo. Eu não havia aproveitado o suficiente, meu direito de ser mão tinha sido arrancado de mim da forma mais cruel possível. Eu já não sabia se tinha sido uma boa ideia colocar eles ali dentro, era um puta gatilho, multiplicado por quatro.
:- Está tudo bem? - Me virei pra ela perguntando se meus pensamentos tinham me levado pra longe demais por muito tempo. Apenas me certifiquei de que sim, estava tudo bem.
:- Olha, eu vou ser bem sincera com você. Eu não sei porque te deixei entrar, afinal não te conheço e nunca te vi,mas por algum motivo eu fiz isso - motivos ainda desconhecidos por mim, mas isso não vinha ao caso nesse momento - Vocês vão passar apenas essa noite e logo pela manhã irão embora - eu sei o quanto minha voz estava saindo cortante e fria,mas eu estava fazendo um favor, certo? Aquela era minha casa e aquelas eram pessoas desconhecidas
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Our Destiny
FanficSinopse Quando Juliette perde a coisa mais preciosa que tinha na vida e se vê prestes a desistir de tudo, uma quarentena forçada com hóspedes não planejados muda o rumo de sua história. O diferente nem sempre é ruim, e Juliette vai aprender que po...
