acesso proibido

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                Manuella Manella

O som estridente pode ser escutado a quarteirões de distância, as batidas da música faz os meus tímpanos vibrarem, não consigo entender uma palavra do que é dito na música, provavelmente é alguns dos hits brasileiros que todos começaram a ouvir.

—A gente ao menos sabe de quem é essa casa?—pergunto, olho para as poucas pessoas que ainda estão fora de casa.

Não passam das nove da noite e já tem gente vomitando em um arbusto no gramado.

—Ouvir dizer que era de alguns universitários — Letícia  diz, ela puxa o meu braço e o de Isabela—Vamos entrar logo, antes que não haja mais espaço para gente aí dentro.

A casa é de andar, diria que é uma costumeira casa americana se não fosse pelo enorme gramado e a piscina gigante na lateral. Seja lá quem mora aqui ganha muito mais que eu já ganhei.

Assim que adentramos a casa, somos esmagadas pelo barulho e a quantidade enorme de pessoas. Essa festa, com certeza, é a prova de que há sim formas de duas pessoas ocuparem o mesmo espaço ao mesmo tempo, jovens universitários desafiam a física.

—Vou pegar bebidas pra gente! Temos que começar aproveitando! — Isa grita, tentando soar mais alto do que o barulho da música.

A loira se afasta de nós e caminha pelo meio das pessoas. Mesmo tentando tenho certeza que não vou conseguir reconhecer nenhum rosto, tudo que consigo ver são borrões de rostos e corpos suados em movimento.

Os maiores móveis foram afastados para os cantos da casa, mas o restante que não foi, como a mesa da cozinha, estão sendo usados para o divertimento. Quatro pessoas estão jogando beer pong na mesa, três estão pulando de um sofá para outro e há ainda uma garota vomitando em um vaso de plantas na sala, o restante das pessoas estão bêbadas ou dançando.

- Vamos ficar sentadas, beber e falar da roupa dos outros ou vamos dançar e beber? Você escolhe - Letícia  diz próximo ao meu ouvido.

Paro para analisar a festa. Todos estão dançando, bebendo e aproveitando.

Sorrio.

—Vamos aproveitar o máximo possível!— grito— nunca amei tanto bebidas grátis!

—É isso aí garota! - Letícia concorda. Ela me arrasta para a área com o espaço necessário para dançarmos e me lança seu olhar conspiratório — Vamos balançar nossas rabas! Porque foi pra isso que eu vim!

Inferno sim!

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