Capítulo 40 - A morte.

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Igor Volkov...

Afinal, o que é a morte?

Para alguns, a morte é um processo natural da vida humana, algo inevitável, que todos os seres humanos irão experimentar dela um dia...

Para outros, é um escape de uma vida amarga e sofrida, que apenas a morte pode livrar dessa dor...

Outros apenas odeiam a morte, por conta dela estragar a felicidade e o trabalho de uma vida de planejamentos e conquistas...

Há algo sombrio na morte, mas também há algo poético.

O lado poético, é ter a noção que aquele corpo e aquela alma vão descansar em paz. Claro, para quem acredita...

E o lado sombrio, é deixar esse plano, com alguma pendência, ou sem saber para se vai, fora que deixamos os nosso entequeridos, quando vamos embora. Aquela saudade permanece dolorosa alí, e não tem remédio que trate os sintomas dela.

O dia estava chuvoso, embora fosse normal, o clima parecia estar diferente...

O céu chorava por mais um perda, e essa perda era uma mulher incrível, que jamais seria esquecida...

Não convivi muito com Cássia, mas ao ouvir Malu, falar dela com tanto carinho, me fez ter um certo sentimento de perda. Talvez nem fosse tanto pela Cássia, sim, quando uma pessoa morre, ficamos tristes pelas morte dela.

Mas a minha tristeza maior, era ver a Malu, ajoelhada ao túmulo de sua segunda mãe, desabando em lágrimas.

Eu estava longe, olhando Malu. Roger, estava ao lado da filha, tentando dar consolo.

Eu queria arrancar o meu coração do meu peito e dar para Malu...

Ver ela daquele jeito, me destruía em vários pedaços.

Eu só queria abraçá-la e dizer que ficaria tudo bem.

Mas Roger, desconfiaria de tanto contato.

Não aguento mais essa situação.

Preciso contar para o meu amigo, que amo a filha dele, e que eu seria capaz de tudo para que ela fosse feliz...

Me aproximei deles, e recebi o olhar de Marina, que se perguntava o que eu faria...

Me abaixei ao lado de Malu, enquanto Roger, me encarava confuso.

Malu, me olhou, e eu pude ver a dor nos seus olhos...

"Eu queria poder abraçar o seu coração".

Coloquei a mão no ombro de Malu, e ela pulou nos meus braços, chorando dolorosamente...

Seu soluço me fez, deixar cair lágrimas, e à apertei em meus braços, que poderia facilmente se fundir ao seu corpo...

Olhei para Roger, que me encarava desconfiado, mas deixei isso para lá, depois eu me resolvia com ele...

Fechei os meus olhos e dei um beijo no tipo da cabeça de Malu, que tremia por conta do seu choro...

- Vai ficar tudo bem, amor...vai ficar tudo bem!_Sussurrei, e continuei abraçado a ela...

Depois de um longo tempo, no túmulo de Cássia, resolvemos ir embora...

Roger, havia ido resolver algumas coisas sobre o enterro, e eu puxei Malu, para uma capela vazia...

Seus olhos estavam inchados e vermelhos por conta das lágrimas.

Seu rosto estava triste, e aquilo acabava comigo.

- Como você está?

- Triste, difícil aceitar isso!

Puxei ela para os meus braços, e ela me abraçou, encostando a cabeça no meu peito.

Apoiei o meu quixo no topo de sua cabeça, e nós dois ficamos abraçados...

- Vai ficar tudo bem, amor, estou aqui pra quando você quiser chorar!

- Eu sei, mas doe tanto!_Malu, voltou a chorar e eu afaguei os seus cabelos...

- Detesto ver você assim, se eu pudesse, faria de tudo para não ver você chorar!

Malu, olhou para mim com os olhos inundados e sorriu fraco...

- Não se preocupe, você disse que iria ficar tudo bem, e eu acredito em você!

Sorri ao ver a força da minha garota, e ela ficou na ponta dos pés para me beijar...

Beijei a sua boca com delicadeza, e pude sentir o gosto salgado das suas lágrimas...

Encerrei o beijo e descansei encostando nossas testas...

- Há Malu, como eu te amo!

Malu, sorriu e afagou o meu rosto...

- Eu também te amo!

Beijei os seus lábios novamente e a cobri com o meu corpo...

- QUE PORRA É ESSA?

Malu, e eu nos assustamos com o grito, e quando olhamos tivemos a visão do próprio demônio encarnado...

- Papai!

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