Capítulo 11

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Seokjin acordou assim que Namjoon saíra, ele o ouviu fechar a porta do quarto e descer as escadas. Tentou voltar a dormir, mas não conseguiu mais, sentindo algo estranho.

Ele não sabia que horas eram e nem se importava com isso. Sentia dores no corpo por conta do cio e precisava descansar por mais um dia para enfim voltar a rotina. Se espreguiçou e levantou da cama devagar, por causa da dor, e seguiu para o banheiro do mesmo modo lento.

Se viu no espelho e concluiu de que estava uma bagunça total, parecia ter sido atacado por algum animal selvagem, precisava dar um jeito em si mesmo com urgência. Encheu a banheira de água quente e entrou. Relaxou ali por uns quarenta minutos, se lembrando de alguns momentos do cio e antes dele, conferiu diversas vezes se a tatuagem era real, pois parecia ter sido um sonho muito distante.

Por que minha memória ficou uma merda depois do cio? — Ele se perguntou.

Saiu do banheiro e pegou roupas de Namjoon para vestir. Logo mais, ele desceu até a cozinha, estranhou não encontrar Lina pela casa, mas isso não era problema seu. Encontrou coisas na geladeira que dava para montar um sanduíche e assim fez.

Praticamente devorou o sanduíche, fazia dias que não comia nada e era óbvio que isso aconteceria. De repente ouviu uma voz grossa e desconhecida.

— Já terminou? — A pessoa, um homem, perguntou bem atrás dele. Seokjin se arrepiou e gelou no mesmo instante. — Vamos, ômega!

Seu rosto foi coberto por um saco preto e ele foi levado a força, se debatia e gritava, mas o homem não o soltava por nada.

Ele não viu, mas sentiu que foi jogado em um veículo, pois o sentiu se movendo. Além de seus gritos, reconheceu os gritos de Lina. Ela também havia sido raptada. E ambos torciam para que Namjoon chegasse logo para salvá-los.

(...)

Duas horas se passaram desde que Seokjin estava amarrado em uma cadeira bem no meio de uma sala, que mais parecia um laboratório clandestino de vilões de filme. Haviam alguns alfas fazendo a guarda da porta. Lina estava com os braços e pernas amarrados e jogada no chão no canto da sala, ouviram um dos alfas dizerem uma vez que "ela não era importante, o chefe queria apenas o ômega".

A cadeira que Seokjin estava era de laboratório que servia para prender a cobaia. O ômega sabia que alguma atrocidade seria feita consigo, mas tinha fé e rezava para um certo vampiro aparecer logo.

Ao invés disso, outro vampiro entrou na sala, atrás dele vinha o que devia ser um doutor, pois usava um jaleco como tal.

— Olha só essa belezinha — O vampiro disse para o doutor, respirou fundo, captando o aroma de baunilha de Seokjin, que no momento só exalava medo. Chan Woo pareceu satisfeito com isso. — Nem precisa fazer os testes, quero apenas o combinado.

— Sim, senhor — O doutor respondeu.

— Espero que tenha sido feliz nesta vida, pois ela chegará ao final em breve — Cham Woo disse para Seokjin.

O ômega engoliu em seco e começou a chorar, gritar e se debater na cadeira, entrando em pânico. Os dois começaram a gritar para ele parar, até que o vampiro perdeu a paciência e lhe deu um tapa no rosto.

— Se comporte, ômega — Ele cuspiu em Seokjin e saiu da sala em um ápice de estresse.

Seokjin olhou para Lina, que também estava aterrorizada e chorava tanto quanto ele. O doutor se aproximou com uma seringa, aquelas mãos enluvadas seriam a morte de Seokjin.

Sentiu ele segurar seu braço com a mão livre, mas de repente a porta foi aberta com um estrondo, Namjoon entrou e tirou o doutor de perto de Seokjin aos socos. Ele deu uma surra no doutor até o mesmo estar abatido a ponto de não conseguir se levantar.

O Ômega de Sangue Puro [Namjin|ABO]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora