Antônio Carlos Junior,mais conhecido como Cara de Sapato.Dono da máfia de uma das regiões mais nobre do Rio de Janeiro, conhecido por seu porte atletico, serio e de poucas palavras, mas de muitas atitudes.
Se tornou o dono da mafia ao 33 anos após s...
Acordei hoje mais indisposta do que o normal. Talvez seja porque hoje é o dia do meu noivado.
Sim, aquele noivado que eu não queria. Que, aliás, me foi empurrado goela abaixo por um acordo de paz entre máfias — um acordo que me obriga a me casar com um homem que nunca vi na vida. Um completo estranho. E pior: da máfia rival à da minha família.
Arrastei meu corpo até o banheiro, tomei um banho demorado, na esperança de lavar junto o nó que estava no meu estômago. Não funcionou. Saí de lá com roupas largas, bem maiores do que costumo usar. Queria esconder até minha alma hoje.
Desci as escadas lentamente. Mas parei no meio do caminho ao ouvir vozes altas vindo da sala. Olhei para o relógio. Eram apenas 10h da manhã.
Estranho... Meus pais só esperavam os convidados às 19h, para o jantar.
Fui até a cozinha, e então vi: Daniele. Minha prima. Ela mora em outro estado... O que ela tá fazendo aqui? Ah, claro. O maldito noivado.
Suspirei fundo e rezei para que ela não me visse. Fracasso total.
— Amanda, minha querida! Como está, minha linda? — ela falou com aquela voz exageradamente doce que só usava quando queria parecer gentil. Ou falsa.
— Estou bem, prima — respondi seca.
Ela me olhou dos pés à cabeça, franzindo o nariz com aquele ar superior que sempre teve.
— Que roupas são essas, Amanda?
— São minhas roupas. Me sinto confortável com elas — dei de ombros, tentando ignorar.
— Seu futuro marido não vai gostar desse seu "estilo". Mas também, você nunca ligou muito pra moda, né? Devia se vestir mais como eu. Só uso alta costura. Seda pura.
Inspirei fundo. Eu já estava cansada das comparações entre nós. Sempre fui chamada de "cheinha" perto da figura esguia e magra da Daniele. Sempre me disseram como ela era o padrão. Eu? Apenas a filha da máfia que precisava se casar para selar um tratado.
— Prima — disse com um sorriso forçado — se vestir pra chamar atenção de todos os homens pode ser o seu estilo, mas o meu não. Eu não preciso me mostrar pra ser notada.
Ela riu, ajeitou o cabelo e tentou consertar:
— Tudo bem, querida. Eu só quis ajudar. Afinal, você vai casar com o homem mais elegante, fino e rico da região.
— Se você diz...
Me sentei à mesa, o mais longe possível dela. Não queria papo. E pior: comecei a duvidar de mim mesma. Será que tem algo errado no meu estilo?
Respirei fundo. Não, Amanda. Você sempre foi assim. Não vai mudar agora por causa de homem nenhum. Já basta estar sendo obrigada a casar.
Depois do café, fugi para a biblioteca. Era meu refúgio, meu ponto de paz. Me perdi entre as páginas dos livros por horas, até perceber que já passava das 17h30.
Subi devagar. Parte de mim queria fugir, me esconder entre as estantes e nunca mais sair. Mas o mundo real me chamava. E o jantar também.
Ao entrar no quarto, vi algo estendido sobre a cama.
— Eu nunca vou conseguir entrar nisso... — murmurei. Era um vestido justo, provavelmente obra da minha prima.
Entrei no banheiro bufando. Fiquei lá por meia hora, tentando me acalmar. Quando saí, fiquei encarando a roupa como se ela fosse um inimigo. Mas vesti.
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Coloquei o mínimo de maquiagem e desci.No meio da escada, ouvi a campainha tocar.Alex abriu a porta.E foi então que o vi entrar. Alto. Postura firme. Olhar frio.Aquele era o homem com quem eu ia me casar?As pessoas não estavam mentindo...Ele era absurdamente lindo.
Querem que eu continue? 😏Me diga o que estão achando... 💓