Iríamos passar algumas semanas nesse hotel
Se arrumamos e descemos para o bar que tinha dentro do hotel
— vão querer beber algo?
— quero uma ice, pra começar.
— você vai querer algo? -O homem pergunta olhando diretamente para mim.
— Não, obrigado!
— Ah ela quer sim, pode ser o mesmo pra ela.
— Você sabe que eu não tenho estômago pra isso
— hoje você vai ter. aliás será que o gabi tá aqui?
— Não faço a mínima ideia, Vai lá procurar ele
— Vamos juntas
Pegamos nossas bebidas e eu apenas seguir a bruna.
Fomos até a mesa dos meninos e a maioria estava lá. meu pai estava em uma outra mesa conversando com alguns patrocinadores
— Apareceram hein -Gabriel faz um gesto para a nos duas se sentar.
— vou chamar o gabi pra ir tomar alguma coisa comigo -ela sussurrar.
— Muito sonsa você né -dou um tapinha de leve em seu ombro.
Eu fiquei sozinha, não literalmente sozinha os meninos estavam lá. De vez em quando o arrascaeta me encarava
— Muito bom ver você por aqui
Meu coração gelou ao ouvir essa voz.
— Ricardo? que você está fazendo aqui- meu coração agora estava mais acelerado que o normal.
— Esqueceu que meu pai é um dos patrocinadores?
Lembrei desse detalhe
— VOCÊ VAI FICAR ESTRANHA COMIGO A FESTA TODA? - pergunta meu namorado quando já estamos no grande e luxuoso salão de festa e muitos dos jogadores e comissão técnica estão espalhados pelo ambiente.
— Eu não podia falar algo com você na frente da minha família e muito menos posso surtar aqui com tanta gente nos cercando, incluindo a imprensa - digo a ele com minha voz ríspida e os braços cruzados. Então o máximo que posso ficar é irritada.
— Gata, eu 'tô aqui agora.- ele fica na minha frente, erguendo meu queixo com dois de seus dedos e olhando no fundo dos meus olhos. Sou obrigada a morder a língua pra não mandá-lo pra casa do caralho. — Isso não basta pra você?
— Você falou um monte de merda, esqueceu?
— Eu só estava desconfiado por não ter me respondido, esquece isso.
— Esquecer? Você surtou, porra. Pediu minha localização Tá ficando maluco?
– Você é minha namorada, Luísa— ele diz o óbvio, como se eu já não soubesse. - Deve me mandar a localização quando eu pedir.
— Aí você acordou pra vida e viu que está ficando bem louco das ideias.
Ricardo afasta a mão de mim, colocando-as no bolso de sua calça e dá um passo para trás, mantendo uma distância boa de mim. Ele sabe que a gente vai brigar e sua chantagem emocional não vai funcionar.
— Tem alguma coisa pra me contar? — ele pergunta, com uma das sobrancelhas arqueadas em desconfiança.
Reviro os olhos. Ótimo.Vai começar a palhaçada.
