06 - Obsessa Ludus

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Notas: Oi, gente, e aí? Belezinha? Atualização pra vocês.

Pov do Sasuke.


Um mês havia se passado desde a boa ameaça que fiz à desgraçada.

Em todas as horas disponíveis que eu tinha, procurei algo para fazer em todos os lugares possíveis que não fossem o apartamento de Itachi. Meu tio tinha me dado um prazo para conseguir alguma moradia longe do meu irmão, e mesmo sendo um inferno, era uma ordem que eu precisava seguir.

Perambulei entre umas ruas esquisitas de Conway em busca de alguns rachas independentes, roubei algumas comidinhas feitas na casa da tia de Karin, gazeei muitas aulas e tomei vários bicos na oficina de Juugo. Tudo para gastar tempo.

Karin aparentava estar ainda mais determinada em arranjar qualquer tipo de informação sobre Sakura, logo depois daquela alfinetada das duas na escola. Suigetsu, apesar disso, ainda era visto batendo um papo com a demônio de cabelo rosa pelos corredores do colégio, como se nada tivesse acontecido.

É claro que ele faz isso de propósito, principalmente quando Karin está no seu radar. E ela não se controla, seu rosto todo deixa muito óbvio o quanto odeia toda aquela aproximação dos dois.

Ainda que eu acredite em qualquer sujeira vindo de Sakura, não posso pensar nos dois realmente ficando. Conheço muito bem o perfil de pessoas que se divertem jogando com outras, e a graça pode se esvair no exato momento em que algo acontece.

Também considero a possibilidade de Suigetsu não estar tão interessado assim. Não que ele não se enfiasse em Sakura caso pudesse, ele não nega nenhum tipo de foda, mas seu sono continuaria normal com a negação de algo a mais entre a garota.

Então, eu não penso tanto assim sobre essa situação em que não parece dar em nada. Neste exato momento, estou indo visitar o apartamento que Obito compartilhou fotos com Itachi há um tempo atrás. Eu havia frisado que não queria envolver o imbecil do meu irmão, mas o outro Uchiha conseguia ser ainda mais burro do que Itachi.

Obito não me ouviu e preferiu me ignorar.

E quem paga a merda desse pato sou eu.

— Próxima à esquerda... e... ótimo, um sinal.

Itachi resmunga para si mesmo — considerando que eu não falo nada desde que sentei minha bunda desinteressada nesse banco — e respeita o vermelho, indicativo de que vamos ter que gastar mais tempo nessa porra juntos. Não controlo os meus olhos e os reviro, impaciente dos pés à cabeça.

Pela grande do destino, se eu estivesse na porra do banco do motorista, pouco me importaria em acelerar a lata velha desse carro. E se algum acidente acontecesse, não seria problema meu.

A única real situação de merda que é realmente minha é essa: lidar com Itachi Uchiha.

Não tivemos tantas interações nesse meio tempo. Repetindo, eu estava longe, e ele gastava muito mais da sua atenção em papeladas da faculdade. Eu percebia que meu irmão tentava conseguir uma brecha, mas eu não tenho a mínima vontade de fingir boa convivência com ele.

Primeiro de tudo, a decisão de vir morar com ele não foi minha. Se eu for expulso em algum momento, com certeza será um grande livramento. Eu estou pouco me fodendo para qualquer climinha ou política de boa vizinhança, ninguém aqui paga os meus boletos. Também não ando gozando o mínimo possível para ter, pelo menos, a atitude de me fingir de invisível, já que minhas decisões ultimamente se baseiam em fazer uma cara bem feia e soltar alguns absurdos pela boca. Assim, as pessoas se tocam.

Mas eu não posso sair andando de onde eu estou, porque também não tenho paciência para lidar com um suicidio mal sucedido após me atirar do carro de Itachi.

A Melhor Amiga Do Meu IrmãoOnde histórias criam vida. Descubra agora