08 - Do Red Flammae Hirundo Nigrae?

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Notas da Autora:

duas atualizações de AMADMI no mês HAHAHAHA boa leitura!

pov do Sasuke!


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Odeio toda a intimidade que Suigetsu, Karin e Juugo acham que têm comigo.

O meu apartamento está infestado por esses três desocupados, e eu não sei por que caralhos continuo aceitando as suas presenças por aqui antes do meio-dia. Puta que pariu, é quase um crime ter que compartilhar qualquer espaço com esses imbecis.

Eu ainda não me mudei, porque preciso finalizar alguns detalhes chatos e cansativos — que os deleguei para Karin, mesmo com as suas reclamações —, mas acabei precisando dormir aqui na noite passada. Algumas encomendas estavam para chegar, e o porteiro não parece ser tão competente para o meu gosto. Então, para evitar dor de cabeça em relação à mudança desorganizada e insuportável, resolvi dirigir a situação da minha forma.

O problema é que eu acabei arrastando uma mula risonha, um guarda-roupa de três metros sem noção de espaço e força, e uma maluca obcecada em listas e ordens de funcionamento, comigo. Suigetsu, Juugo e Karin, todos nessa sequência.

Não pensei em negar ajuda no primeiro momento, Suigetsu apareceu tão manso e observador com os outros dois que eu não imaginei a canseira que iriam me dar. Foram levando as primeiras caixas até a primeira suíte, e eu cuidei dos meus próprios objetos importados de Liverpool. Estavam pesados e cheios de proteção, o que justifica a sua demora.

Por três horas seguidas, eles estavam quietos e focados, uma grande surpresa para qualquer um que conhecesse a forma caótica que os três funcionam juntos. Porém, com a sugestão de pedir por uma pizza e emendar uma dormida por aqui, os idiotas se sentiram bem à vontade.

Voltaram a ser os ridículos de sempre, acabando com a minha paciência.

E por um breve momento, eu me senti grato por não terminar essa mudança tão rápido. É como se o universo me desse um toque sobre como essas visitas vão ser frequentes ao meu apartamento.

Apesar do ambiente ser confortável, não dormi bem. Minhas costas doem para caralho, quase me forçando a andar em C. Me revirei à noite toda naquele colchão de ar, que ainda não sendo o mais caro de todos, era bem tranquilo. Eu já apaguei em cantos piores, não sou fresco a esse ponto.

Entretanto, nada me deixava pregar os olhos com meio segundo de paz e tranquilidade.

O dia se repetia em minha cabeça várias e várias vezes. Eu havia ameaçado Sakura para a polícia e para Conway. Não era uma merdinha de nada, era uma aposta grande e catastrófica. É como se eu tivesse pegado todo o morde-e-assopra que construímos e mandado para a casa do caralho.

Não que eu tenha me arrependido, longe disso. A minha intenção, desde o começo, era matar Sakura com as minhas próprias mãos, mas não antes de colocá-la no seu lugar. Eu gostaria de provar a merda do meu ponto e realizar esse processo ao meu gosto, não ao de outra pessoa.

Seria muito fácil afundar uma bala em sua cabeça e acabar com essa palhaçada, mas sempre que eu me decidia dar um basta à essa bosta, a Haruno aparecia com milhares de reações opostas ao que eu pensei, me dando ultimatos naquele joguinho ridículo. Sakura me fazia provar um ponto que eu não deveria nem mesmo me importar.

Até mesmo a minha parte racional queria ir até o final daquilo, como se houvesse um sentido que eu não consigo enxergar agora.

Mas ela estava entrando numa zona confortável e perigosa, assumindo riscos e não abaixando a cabeça, como se nada fosse capaz de arrancá-la de si. Esse foi o seu erro, porque Sakura ainda não faz ideia do quão maluco eu sou. O poder que eu tenho em minhas mãos é o suficiente para queimar essa cidadezinha de merda com ela dentro, é uma vantagem que eu possuo.

A Melhor Amiga Do Meu IrmãoOnde histórias criam vida. Descubra agora