CAPÍTULO 5: Medos

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Mahine estava dormindo quando sentiu pequenas mãos mexendo em seu rosto. Abriu os olhos devagar, para se acostumar com a luz, depois de abri-los viu sua irmã sendo segurada por sua mãe na frente de seu rosto.

- Bom dia, Pania! - Toca a bochecha da bebê que soltou uma risada com o ato.

Honore se afasta da filha para fazer a mesma coisa com o outro gêmeo. Quando o garoto acordou começou a fazer cosquinhas na mais nova e a pegou no colo brincando com ela, a albina sorri vendo os irmãos brincando e com os sons fofos que o bebê fazia.

- Olhem quem acordou! - Toa entra no Marui com uma bandeja em cada mão. Tinha preparado o café favorito dos seus filhos. - Feliz aniversário meus peixinhos - coloca a bandeja no chão.

As crianças se levantam animadas para abraçar o pai, os três acabam caindo Já que o mais velho foi pego de surpresa pelos filhos.

- Crianças deixem o pai de vocês em paz, vão comer que hoje o dia vai ser cheio.

Assim os aniversariantes vão tomar o seu café da manhã.

Os gêmeos sempre se animavam no dia de seu aniversário, mas por algum motivo, Whetu parecia estar pensativo. Honore começa a fazer carinho na cabeça do filho, como se estivesse perguntando silenciosamente se estava tudo bem, ele responde com um sorriso reconfortante.

A mais velha se levanta para pegar dois pacotes.

- Fizemos algumas coisas para vocês - entrega um embrulho para cada gêmeo.

As crianças começam a abrir os embrulhos animadamente. No de Mahine tinha uma tiara simples com uma pedra no meio e um coudre para guardar sua faca. No de Whetu também tinha um novo coldre e um bracelete que tinha o dente de algum animal como pingente.

- Deixa eu te ajudar a colocar.

Honore pega a tiara e ajeita na cabeça de Mahine.

A família ficou o dia inteiro comemorando o aniversário dos gêmeos com direito a visita da Tsahik e do Olo'eyktan junto aos seus filhos. Ronal tem muito carinho pelos gêmeos, é amiga de infância de Honore e fez o parto das crianças, acompanhou o desespero da amiga quando percebeu que sua filha não tinha nascido com vida, mas, felizmente, Ewya deu uma segunda chance à menina e uma beleza extraordinária, pele e cabelos brancos. Para os nativos, quem nasce com essa característica, sem ser um Na'vi do gelo, tinha sido abençoado por Eywa.

A filha mais nova dos líderes, Tsireya, se dava super bem com Mahine e isso aquecia o coração das mães.

Depois de um tempo, pouco antes do eclipse, os gêmeos foram liberados para aproveitarem a ilha.

- Mahine, onde você tá indo? - O garoto pergunta preocupado para a irmã que tinha acabado de subir em um ilu.

- Vou além dos recifes.

- O que? Você tá louca? - Diz com tom de surpresa e preocupação. - Somos muito novos, além dos recifes é perigoso, mamãe e papai vivem dizendo isso.

- Eu vou voltar logo. Olha, você pode vir comigo, assim não fica preocupado.

- Mahine.

- Whetu.

Depois de pensar muito, o garoto chama seu ilu e acompanha a irmã.

Branco É Minha Cor Favorita | AonungOnde histórias criam vida. Descubra agora