Capítulo 11

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Christian

Anastasia estava apavorada. Eu não precisava conhecê-la muito para ver cada reflexo de medo refletido em seus olhos. Olhei para a estrada.
A única coisa que quebrava o silêncio era o som do ar frio zumbindo através das aberturas enquanto eu nos dirigia mais longe fora de Austin.

Tinha sido uma emboscada. Câmeras. Questões. Estávamos encurralados e me senti como um maldito leão aprisionado enquanto os flashes começaram a disparar.

Toda vez que o telefone de Anastasia tocava ela batia de lado para silenciá-lo. Eu podia dizer que os telefonemas a deixavam ansiosa. Eu a peguei percorrendo algum tipo de feed de notícias, mas eu não podia lê-lo enquanto eu dirigia.

Eu cliquei no botão do caminhão para abrir os portões duplos quando chegamos ao rancho. Eu ouvi Anastasia suspirar,mas talvez fosse um gemido. Eu balancei a cabeça.

—Ninguém nos seguiu.— anunciei. Eu tinha visto o espelho retrovisor. A imprensa estava a pé. Ninguém se importou em nos sair quando eu saí da garagem do hospital.

Ela me lançou um sorriso nervoso. —Isso é bom.

Certifiquei-me de que os portões se trancassem com segurança atrás de nós antes de entrar na garagem.Os níveis de segurança eram exatamente o que precisávamos. Camadas que mantinham Anastasia a salvo.

Saltei do meu lado do caminhão e caminhei até o lado do passageiro para ajudá-la a descer. Era um grande passo para seu pequeno quadro.

—Obrigado.

—Sem problemas.

Eu não sabia o que dizer. Eu não estava destinado a esse tipo de situações. Eu não oferecia conforto. Eu nunca fui um ombro para alguém. Inferno, eu nunca me preocupava com isso.

Eu a levei para dentro e fui direto para o bar. Se havia uma coisa que eu sabia, era que tipo de uísque ajudava quando tudo estava empilhado contra você.Eu derramei dois copos de uísque cheios e entreguei um para a menina trêmula.

—Aqui. Isto colocá-lo-á na perspectiva.— Eu empurrei-o em sua mão.

—Estamos no meio do dia.— Os olhos dela estavam misturados.

—Confie em mim.

Eu não sabia merda sobre ser um amigo, mas eu era o amigo de beber de todos. Ficar bêbado, eu poderia fazer. Eu joguei o meu para trás e senti o revestimento bem-vindo queimar o interior da minha garganta.

Ana tomou um gole enquanto fazia caretas. Ela se inclinou para a frente para depositar o copo na mesa de centro. Ainda havia um tiro que ela deixou para trás.

—Você precisa terminar isso.— Eu acenei para ela. —Continue.

Ela respirou fundo e bebeu. Seus olhos se fixaram no fundo do copo.

—Boa garota.— Eu peguei o copo vazio dela. —Como você se sente agora?

—Como se eu precisasse de almoçar primeiro.

Merda. Eu fiz tudo errado.

—Eu tenho comida.— Eu arrastei para a cozinha para encontrar algo para alimentá-la.

Procurei a despensa. Eu tinha batatas fritas, salsa, e mais proteína em pó de misturar do que poderia encher uma loja de vitamina. Droga. Havia ovos no frigorífico e um par de carnes.

—Como é que uma omelete soa?— Eu chamei da cozinha.

Anastasia apareceu na porta. —Está bem. Você não precisa passar por tantos problemas por minha causa.

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