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"Desculpa, é só minha culpa
Eu não penso em dar desculpas, mas apenas uma última vez
Vamos voltar para aquela época, me diga que você me ama
Amor, eu te imploro
Vamos voltar para o dia que nós amamos"

Collision, Stray Kids

05 de fevereiro de 2022, Seul

O céu da cidade grande não tinha gaivotas, apenas uma enorme manta de poluição que se disfarçava nas nuvens de chuva. O inverno estava caminhando para o fim, mas parecia longe de acabar, e o vento gelado que adentrava pela janela aberta do quarto, metade arrumado e metade bagunçado, reforçava ainda mais a constatação.

Dias chuvosos eram um saco para Han Jisung, ao menos em Seul, quando era obrigado a sair para o trabalho.

— Hyunjin, já falei sobre a toalha molhada em cima da minha cama, por favor, deixa do seu lado da cortina — resmungou alto enquanto jogava a peça na cabeceira alheia, antes de atravessar a bolsa de alça única pelos ombros, caminhando a passos apressados até a sala.

A Hwang, de bruços no sofá enquanto maratonava algum desenho infantil, murmurou desatenta, com a cara amassada sobre a almofada felpuda, esquecendo-se da maquiagem borrada que enfeitava sua face recém acordada.

— Eu tô saindo, ok? Deixei o almoço separado na geladeira, é só esquentar, então vê se come, tá bom? — advertiu, sem realmente estar bravo com alguma coisa.

Estava preocupado com a amiga e colega de apartamento, que vivia sua experiência decadente de fim de namoro. Jisung sabia que ela não estava tão afetada, apesar da relação ter sido bonita, e que aquele buraco que Hyunjin insistia em cavar para preencher de vazio era passageiro. Apesar de toda essa consciência sobre o que se passava na cabeça da amiga, não deixava de se preocupar com ela.

Fazia um tempo desde que ele passou a querer ser o protetor supremo dos sentimentos das pessoas que amava.

— Uhum… Traz ursinhos de gelatina quando voltar! — murmurou lentamente, balançando no ar os pés calçados por um par de meias coloridas.

Jisung deu uma última olhada no espelho de corpo inteiro.

Estava se sentindo bonito, apesar das roupas desleixadas de inverno.

— Certo, majestade. Mais alguma coisa? — riu soprado, apanhando as chaves no suporte pendurado na parede.

— Pede pros novos vizinhos fazerem menos barulho, isso me lembra que agora eu tô solteira!

Ela revirou os olhos, sentindo de forma instantânea uma pontada nas têmporas.

— Ah, ok…? Vou lembrar de reclamar do barulho.

Jogou um beijo apressado para a moça de cabelos loiros e curtos, atrapalhando-se na hora de fechar a porta, subir o zíper do casaco e ajeitar a bolsa no ombro, tudo ao mesmo tempo, escutando por alto o barulho fora de casa. O corredor dos andares era aberto, então não precisou de meio segundo para o vento gelado atingir suas bochechas, levando de brinde os fios descoloridos para longe da testa.

Talvez devesse ter pego um boné ou uma touca.

— Me liga!

A voz masculina desconhecida lhe chamou a atenção, virando o rosto a tempo de enxergar as costas largas e postura robusta indo em direção às escadas, numa pressa considerável de quem provavelmente tinha algum compromisso marcado. Pensou que talvez aquele fosse o novo vizinho da parede esquerda, bem ao lado de seu apartamento.

Mas não.

De forma bem clichê, com todo aquele papo sonhador de destino e fios vermelhos, a vida de Han Jisung parecia à vontade em lhe pregar uma peça.

Se estivesse em um drama romântico, aqueles de dezesseis episódios e osts próprias, a cena aconteceria em câmera lenta e a música soaria baixa ao fundo: o Han, no ritmo de seu coração descompassado por uma ansiedade repentina, encarou a porta aberta da casa ao lado, travando a respiração no peito e fixando os olhos arregalados na feição neutra do rapaz à sua frente.

Era um rosto tão conhecido, que em nenhum momento de suas noites conturbadas deixou de habitar seus sonhos. Estava ali, como se os anos não houvessem passado e ainda fizessem parte da cidade pequena e do mar gigante que por vezes foi seu canto de conforto. Seus cabelos escuros e bagunçados caindo sobre os olhos, o tronco desnudo com uma pequena tatuagem na costela direita (ela não existia antes), calça moletom e pés descalços, ignorando o frio que parecia sempre estar presente quando se encontravam.

Quando sua mente finalmente entendeu que não era mais um de seus delírios, que não tratava-se de uma novela ou filme, mas sim do mais puro golpe do destino, seu coração voltou a tocar bateria dentro do peito, trazendo cor às bochechas fartas e um pânico inexplicável aos olhos.

Era como se o apego de seus sentimentos e de seu corpo, tão afeiçoado àquela pessoa em específico, tivesse sido jogado em seu colo outra vez. 

Oi — o Han sussurrou trêmulo, sem saber o que dizer ou como agir. Seu cérebro, por mais que já houvesse recriado aquele cenário inúmeras vezes, não fazia a mínima ideia do que pensar no exato instante. E, céus, Jisung se praguejou tanto por parecer um bobão na frente dele depois de meses, depois de ter partido daquela forma (ambos: partido para longe e partido um coração apaixonado).

Foi o máximo que conseguiu dizer.

E ele? O que ele estava pensando? Jisung não conseguia imaginar. Dois anos pareceram uma eternidade.

Lee Minho havia mudado ainda mais, apesar de ser o amor de Han Jisung de forma igual.

Eu definitivamente não aguento deixar minhas histórias terem finais tristes, coça o dedo deixar meus personagens magoados aaarg 😔😔 (vou melhorar nesse quesito e fazer finais catastróficos algum dia, eu juro!!

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Eu definitivamente não aguento deixar minhas histórias terem finais tristes, coça o dedo deixar meus personagens magoados aaarg 😔😔 (vou melhorar nesse quesito e fazer finais catastróficos algum dia, eu juro!!

esse extra ent é a introdução pra outra parte skksk em Seul (não deixarei a vibe praiana morrer, no entanto!!!

vou postar por aqui msm, ok? serão no máximo cinco capítulos e acho que até mês que vem eu solto o primeiro

obrigada por todo mundo que me respondeu no epílogo 😭😭 eu fiquei com um leve medo de ficar no vácuo, e me senti muito feliz que vcs quiseram uma continuação 🫶🫶

até!!

Aρᥱgo ; minsungOnde histórias criam vida. Descubra agora