Leah Hankis é rodeada de pessoas que querem ser como ela e fazem tudo por ela. Acostumada a ter tudo isso, desde berço, ser desafiada mexeu com seu ego. Foi assim que se sentiu quando Jeon Jungkook a rejeitou.
O sorriso sacana, o ar soberano, com a...
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Eu só falei, não pensei. A gente ficou se encarando, mas por incrível que pareça, a loirinha sustentou um sorrisinho fechado, como uma criança sapeca. Não sei o que isso significa, também não perguntei, não era momento. Agi pelo impulso, abrindo a boca pra falar demais numa hora em que a vi feliz.
Porém, Leah conseguiu calar minha mente quando, praticamente, pulou em cima de mim e me beijou. Eu retribuí com o coração batendo forte, sentindo seu toque mais vívido. As carícias em meu cabelo me fizeram revirar os olhos e pegá-la com gosto, abraçando sua cintura e sugando os lábios sensíveis.
Foi um beijo lento e forte, empurrando sua cabeça para trás ao devorar o lábio inferior. A loirinha me parou com um resmungo e saltou da cama rapidamente. Do nada ela se trancou no banheiro. Eu não entendi nada, ainda estava inerte ao seu beijo.
Quando voltei, me acheguei a porta do banheiro e a chamei.
- Tá tudo bem?
- Não.
Me preocupei quando ela choramingou, parecia sério.
- O que foi? Foi o que eu falei? — Ela não respondeu. — Loirinha, a gente tava brincando, certo? Relaxa, não precisa ficar-
- Não é isso.
Suspirei em alívio, mas ainda preocupado com ela.
- Me fala.
- Não posso.
- Por que, loira?
- É constrangedor.
Rio soprado, mesmo sem humor.
- Já passamos dessa fase, eu acho, loirinha.
- Jungkook...
- Confia em mim, eu tô aqui. Pode me contar e contar comigo.
Ouvi ela choramingar e resmungar de novo.
- É a cólica?
- Não.
- Tem a ver com isso?
- É.
- Uhmm, eu não faço ideia do que seja.
Queria saber, mas estava com medo também. Para ela não falar sobre isso, deve ser alguma coisa demais. Coisa de mulher.
- Pode pegar minha bolsa, por favor?
- Tá, eu pego.
Vou e volto, batendo na porta e vendo que ela abre apenas uma fresta para passar a mochila. Então, deixo a loira na sua privacidade, me afastando e ficando sentado na cama. Ainda estou preocupado com ela, mas ainda mais aliviado por não ter sido o que falamos.
Foi euforia de momento.
Quando ela sai do recinto, seu rosto está avermelhado e há vergonha estampada. Não falo nada, apenas retribuo sua olhada inexpressiva. Eu não quero ser invasivo, perguntando sobre isso e me metendo. Se ela não quis falar, é porque o assunto é apenas dela.