Leah Hankis é rodeada de pessoas que querem ser como ela e fazem tudo por ela. Acostumada a ter tudo isso, desde berço, ser desafiada mexeu com seu ego. Foi assim que se sentiu quando Jeon Jungkook a rejeitou.
O sorriso sacana, o ar soberano, com a...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
O intervalo acabou e Jungkook ainda não saiu daquela sala. Temo o que possa ser, não consigo nem imaginar o assunto. Mas o que meu pai teria pra falar com o garoto? Se for sobre a gente, eu quero esganar Leonel Hankis, ele não tem esse direito de se intrometer nisso. Não pode, não pode.
Estou ansiosa e nervosa pra saber. A última aula já estava quase começando e ele não voltou ainda. E por que não me chamou também? Eu não posso saber? Papai é cheio de mistério, vai ver nem minha mãe está sabendo que ele está aqui. Estou cheia de perguntas, que precisam urgentemente de respostas, e espero muito que Jungkook abra aquela boca pra falar.
Ou eu arranco do meu pai.
Tá, não é assunto meu, não é da minha conta, mas meu temor é que seja algo relacionado ao meu relacionamento com Jungkook. Meu pai anda muito curioso e tem muita cara pra chegar diretamente no garoto. Não sei se grito socorro, se invado a sala do Lewis, ou se espero.
Quando o sinal toca, eu fecho o caderno de uma vez e recolho minhas coisas. Tento parecer normal, mas estou apressada, até mesmo me atrapalho pra guardar meus materiais. Pego o livro de geografia, vigiando o final do corredor, na espera que Jungkook aparece por ali. Mas nada ainda...
Bufo, ficando irritada. Por que demora tanto naquela sala? Que conversa é essa? Aaaaaaah...
Bebel aparece sorrindo, mas logo fecha o sorriso ao ver minha aflição estampada. Não respondo sua pergunta, porque nem eu sei o que está acontecendo. Entrando na sala do senhor Christian, vejo Jungkook sentado na mesa, perto de Noah e Tyler. Ele me encontra e sorri, um sorrisão, extremamente lindo. Suas bochechas criam linhas quando o faz e os olhos diminuem, ele é lindo, muito lindo.
Estou curiosa, mas ele joga beijo rápido, fazendo biquinho com os lábios, e volta a falar animadamente com os meninos. Agora eu fiquei muito mais curiosa. Alguém adianta a hora, por favor, faço questão de dar minha mesada inteira para o bendito que conseguir.
Minutos. Minutos. Minutos. Minutos.
Que demora pra passar a hora. O professor Christian falava e falava, mas eu não entendia nada. Já vi que vou ter que estudar o dobro em casa, culpa do meu pai e sua visita misteriosa, e o incrível bom humor de Jungkook depois da conversa. Só eu que parece está aflita nesse lugar, sinceramente...
Nunca foi tão bom ouvir o congo do sinal apitar no meu ouvido. Se eu estava com pressa de sair, Jungkook acabou com tudo aquilo, porque continuou sentado enquanto seus amigos tocavam sua mão em despedida. E eu fiz o mesmo, enrolando pra fechar o livro e terminar uns destaques com os marcadores.
Por que esse povo não sai correndo daqui?
Jungkook se levantou e saltou as cadeiras até chegar em mim. Quando abri a boca pra começar a falar, ele me puxou e me calou rapidamente. Não foi selinho, foi beijão. Eu tive que me segurar nele pra não cair e ainda firmar o quadril na mesa, quando fui empurrada. O beijo agressivo e lento.