Leah Hankis é rodeada de pessoas que querem ser como ela e fazem tudo por ela. Acostumada a ter tudo isso, desde berço, ser desafiada mexeu com seu ego. Foi assim que se sentiu quando Jeon Jungkook a rejeitou.
O sorriso sacana, o ar soberano, com a...
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Meu coração estava quase parando. Tive um mini-infarto. Jungkook cobria o nariz com a mão e resmungava baixo, enquanto eu me recuperava e a garota ria esganiçado.
- Você ficou louca, Bebel?
- Desculpa, não foi minha intenção atrapalhar. — Fala, sem parar de rir. — Não sabia que você tava... Ocupada.
- Podia ter batido na porta.
- Eu sempre chego te assustando.
- Leah? — Mamãe. — Tudo bem?
Minha reação foi empurrar Jungkook até o closet e fechar a porta rapidamente. Então, Samantha apareceu e encarou nós duas desconfiada.
- Foi mal, tia, eu dei um susto na Leah.
- Uhm. Vão estudar?
- Sim.
- Ótimo, vou mandar trazer algo pra vocês comerem.
- Obrigada.
Pude respirar normalmente quando minha mãe sumiu e a porta do quarto foi fechada por Bebel. Me sinto aliviada que seja ela, se fosse outra pessoa, agora estaria muito ferrada. Belly mantém um sorriso maroto e caminha pelo quarto feito criança que apronta.
- Então, vocês...
- Vocês nada, Bebel. — Suspiro frustrada.
Abro a porta do closet e Jungkook me olha sério, o nariz irritado e vermelho pelo belo tapa que dei nele. O que predomina é sua cara emburrada, como eu também estou. Sempre tem alguém...
- Tudo bem? Desculpa.
- Já passou. — Jungkook segura minha mão que tenta tocar nele. — Quase perdi o nariz, mas tá tudo certo.
- Eu me assustei, foi uma reação.
- Vocês dois são muito burros, se eu tivesse subido com a mãe dela?
- Oi, Belly.
- E aí, Jungkook.
- Tchau, Belly.
- Você vai embora? — Pergunto rápido.
- A gente se ver outro dia.
Seu tom é de frustração, desânimo e cansaço. Não peço para ficar, o clima foi cortado totalmente e não poderíamos fazer mais nada. Ótima hora para alguém aparecer, é sempre assim.
- Tchau, loira.
Ele aperta minha cintura com uma mão e beija o canto da minha boca, então se afasta e some pela janela. Cruzo os braços e encaro Bebel, que está sentada em minha cama e sorri ladino, achando graça ainda.