Leah Hankis é rodeada de pessoas que querem ser como ela e fazem tudo por ela. Acostumada a ter tudo isso, desde berço, ser desafiada mexeu com seu ego. Foi assim que se sentiu quando Jeon Jungkook a rejeitou.
O sorriso sacana, o ar soberano, com a...
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Belly Johnson
Então eu finalmente encontrei.
Jeon Jungkook. Meu irmão. Agora é meu irmão. Antes, namorado da minha melhor amiga, melhor amigo do meu namorado e um amigo meu. Agora oficialmente irmãos.
Estou tão surpresa que todos os meus pelos se arrepiam, é tão bruto que faz meus olhos lacrimejarem. Minha barriga dá leves ondas frias. Sinto meu coração acelerado. Meus ombros pesam e minha cabeça dói. Dói muito. Não consigo manter as pálpebras erguidas pois tudo dói. Minha garganta arde quando engulo qualquer coisa. Meu peito maceta quando respiro.
Meu corpo todo pesa. Não consigo me erguer, nem mexer. Eu soluço, fungando algumas vezes. Não choro mais, mas meus cílios estão molhados ainda e as lágrimas secas no meu rosto. Mamãe ainda acaricia meu cabelo, jogando todo para um lado só, me mantendo em seu colo.
Selena me tirou daquele banheiro com muito custo. Eu estava horrível, mas não era isso que me impedia de sair. Não queria ver ele.Olhar pra Jungkook agora parece assustador. E a senhorita Wolf me ajudou, tomou minhas mãos para si e guiou-me até a sala do senhor Lewis.
Fui liberada e meus pais me buscaram. Estou em casa, no quartos dos dois, a cabeça apoiada numa almofada sobre as coxas de mamãe e tenho meu pai sentado no chão, a minha frente, segurando minha mão pra fazer carícias nela. Não disseram nada ainda.
Os dois sabem o quanto procurei por alguém da minha família. Me ajudaram sempre, nunca esconderam de mim a adoção e foram atrás por mim. Inúmeras vezes estiveram de volta à Coréia, no mesmo orfanato e receberam a mesma resposta. "Infelizmente não temos nada ainda." Nenhum paradeiro, ninguém voltou lá pra saber de mim.
Eu fui deixada naquele lugar sem uma identificação. Me mantive ligada nisso por muito tempo. Não foi um problema ser adotada, bem pelo contrário, eu não tenho o que reclamar e nunca passou pela minha cabeça fazer isso. Minha educação é excelente, meus pais me ensinaram muito, eu jamais optaria por deixar eles pela minha família biológica.
Se fosse realmente importante, eu receberia algo deles. Entretanto, também penso se poderiam estar me procurando, por isso não tinha desistido. Até o final do ano passado, quando meus pais voltaram à Coréia e tiveram a mesma informação. Como não havia ninguém?Realmente esqueceram de mim? Foi então que eu não quis mais procurar.
Resolvi deixar pra lá e ficar com quem se importou comigo desde que me viu. Meus pais contam essa história sempre, fazemos muitos programas de família e conversamos as mesmas coisas.
Minha mãe, Alissa Johnson, é uma mulher estéril, não pode ter filhos. Ela conta que quando soube disso entrou numa depressão profunda e quase acabou com o próprio casamento. Meu pai lutou por meses, quase um ano pra convencer mamãe de que tudo ficaria bem. Ela demorou muito pra acreditar e recomeçar a vida.