Eu fiquei muito assustada com aquela situação toda e chocada também. Não dava para imaginar que John fosse capaz de fazer aquilo com Ana, ainda mais com ela grávida dele.
Logo os homens responsáveis pela segurança da fazenda tiraram John do banheiro e o levaram para um dos galpões enquanto aguardavam a chegada da polícia.
Liguei para o hospital particular da cidade e solicitei uma ambulância. A atendente falou que mandaria urgente , mas a fazenda era afastada da cidade , então a ambulância demoraria cerca de uma hora para chegar.
Ana estava sentindo muita dor por causa das agressões e por estar entrando em trabalho de parto.
__ Fica calma, Ana. __ pediu Simone , cobrindo a barriga e as pernas dela. __ Sua filha vai nascer, e eu preciso da sua ajuda. Abra bem as pernas e faça força.
__ Eu não consigo... __ chorou Ana. __ Está doendo muito!
__ Você consegue , querida. __ insistiu Simone. __ Vamos começar devagar, respire e faça força.
__ Ahhhh!
__ Você foi muito bem. __ falou Simone olhando para o meio das pernas dela. __ Vamos tentar mais uma vez. Sua menininha está vindo!
Tentei ver como ia o andamento do parto , mas Simone não deixou. Apenas Carmem e outra funcionária puderam ajudar mais de perto.
Tinha muito sangue na cama , o que deixou todas preocupadas. Ofereci minha mão para que Ana apertasse , e confesso que me arrependi na hora. A folgada apertou tanto que gritei junto com ela de dor.
__ O que foi , Soraya? ___ perguntou Simone nervosa.
__ Minha mão... __ respondi com os olhos cheios de lágrimas. __ Ela vai quebrar.
__ Era só o que faltava... __ fez negativo com a cabeça. __ Se quebrar a mão da minha mulher, você vai botar esse bebê pra fora sozinha, mocinha!
Até Carmem riu nessa hora, e Ana trocou minha mão por um dos travesseiros. Respirei aliviada e fiquei dando apoio para ela secando seu rosto e dando beijinhos na sua cabeça. A coitadinha não merecia aquela situação e eu queria que ela pelo menos se sentisse amada.
Depois de alguns minutos ouvimos o choro da bebê e respiramos aliviadas.
__ Nasceu! __ exclamou Carmem feliz.
__ Parabéns, mamãe! Você foi ótima! __ falou Simone segurando a mais nova integrante da família Castro. __ Sua menininha é linda!
Gente... A criaturinha estava toda suja de sangue e de gosma branca , mesmo assim era a coisinha mais linda do mundo.
__ Soraya, vem cá. __ me chamou Simone. __ Você vai cortar o cordão umbilical da sua sobrinha.
Eu??? Gelei assustada.
__ Vem logo que tem que ser rápido. __ disse Carmem.
__ Mas eu nunca fiz isso antes. __ protestei. __ Corta você, Carmem.
__ Você é a tia , Soraya. __ falou Simone. __ É sua obrigação cortar.
Já que não tive escolha, me aproximei e cortei o cordão umbilical da bebê e amarrei com um cadarço.
__ Oi, princesa da titia! __ falei toda boba .
__ Sua sobrinha é a coisinha mais linda, veio até de olho azul!
Simone limpou a bebê rapidamente e a enrolou com uma toalha limpa. Em seguida a entregou para Ana que chorava aliviada.
__ Seja bem vinda, minha Úrsula! Sua chegada não foi como planejei , mas estou muito feliz em ter você aqui comigo. Eu te amo e vou cuidar de você com a minha vida. __ disse Ana colocando a filha para mamar.
Ver aquela cena depois de todo aquele caos me deixou tão emocionada. As duas estavam bem e tudo havia dado certo.
Quando a ambulância chegou, os enfermeiros colocaram Ana e Úrsula numa maca e as levaram para dentro da ambulância. Simone foi como acompanhante e eu segui em outro carro com o motorista do meu pai. Eu tinha que passar numa loja para comprar roupas e fraudas para Úrsula , já que não tinha nada do enxoval na fazenda. A parteira Simone fez questão de pagar tudo , então aproveitei e comprei quase a loja inteira.
O dia foi cansativo, enquanto Ana e Úrsula recebiam os cuidados médicos, eu e Simone prestamos depoimento à polícia.
Meus pais e resto da família não demoraram a chegar no hospital querendo saber como as meninas estavam . Felizmente as duas estavam bem apesar de tudo.
Já era noite quase noite quando consegui praticamente arrastar Simone para fora do hospital. Ela estava exausta e precisando de comida e banho , mas não queria deixar Ana mesmo tendo uma fila disputando para ver quem entraria no quarto para cuidar da mais nova mamãe Castro e sua cria loira de olhos azuis.
...
Voltamos para a fazenda de táxi e o motorista nos ajudou com as sacolas. Colocamos todas no quarto da Ana que já estava limpo e pedimos que uma das funcionárias arrumasse tudo.
Não comentei nada, mas Simone estava com cheiro de sangue e parto e a cara dela estava péssima. A infeliz ainda queria jantar antes de tomar banho, o que não deixei.
___ Mas eu estou morrendo de fome, Coelhinha! __ reclamou.
__ Come um biscoito e entre já nesse banheiro! __ falei um pouco autoritária.
___ Ei , não me trate assim! Eu salvei sua irmã e sua sobrinha, e você não me deu nem um beijo sequer.
__ Depois do banho a gente conversa.
Entramos no banheiro e tomamos banho juntas. Agora minha Lobinha estava cheirosa de novo , e eu não perdi tempo. Antes de descermos para jantar , agarrei ela e lhe dei alguns beijinhos.
__ Não sabia que a madame sabia fazer parto. __ comentei enquanto desciamos as escadas.
__ Aprendi muita coisa com os abortos que sofri . __ ela falou baixando a cabeça.
__ Desculpe. __ acariciei o rosto dela.
__ Não precisa se desculpar, querida. __ respondeu ela ainda triste. __ Eu só lembrei dos bebês que perdi , em todos os cinco já dava para ver o sexo.
__ Eu sinto muito, querida.
__ Quando vi aquele covarde fazendo aquilo com Ana lembrei do Omar. Ele foi o culpado por eu ter perdido meus bebês...
Os olhos dela se encheram de lágrimas e apesar de ela ter tentado controlar , não conseguiu e chorou abraçada em mim.
__ Já passou , Lobinha. Está tudo bem agora. __ repeti isso várias vezes tentando acalma-la.
Quando ela se recompôs fomos para a sala de jantar. Enquanto jantávamos, ouvíamos as funcionárias falando sobre como Simone estava famosa na fazenda por ter dado uma surra em John e ainda ter quebrado a perna dele.
Assim que terminamos de jantar voltamos para o quarto e nos preparamos para dormir. Coloquei um pijama qualquer e Simone uma camisola preta.
__ Boa noite, Lobinha . __ dei um selinho nela e me virei de costas para ela na cama.
__ Você já está com sono? __ ela perguntou me abraçando por trás.
__ E você não está? __ questionei.
__ Estou , mas quero aproveitar minha mulher um pouquinho...
__ Como quer aproveitar, Lobinha?
__ Enfiando minha cara no meio das suas pernas. __ sussurrou no meu ouvido.
NOTAS DA AUTORA :
Oi, amores❤️❤️❤️
Mais um capítulo feito com muito carinho para vocês.
Não esqueçam de votar, comentar, me seguir e compartilhar a fic.
Abraços ❤️❤️
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Coelhinha ( Simoraya)
FanfictionSimone Saad é uma das pessoas mais ricas e importantes de River City. Dona de um império , a poderosa divide seu tempo entre cuidar dos negócios e dos seus dois filhos. Sempre reservada , evita relacionamentos e se mostra fechada para o amor, até...
