Todos acham que somos perfeitos
Por favor, não deixe eles olharem através das cortinas
Dollhouse – Melanie Martínez
BELLA CARTER
Los Angeles, Califórnia
Os gritos do diretor William ecoavam por todos os corredores da nossa escola, a Stafford. Tudo era uma confusão de pessoas segurando umas as outras. O jogo de basquete contra os Foxes tinha encerrado, com uma vitória da nossa escola e o time adversário não ficou muito satisfeito, o que resultou em piadinhas pra cima dos garotos da nossa equipe e muito socos e palavrões.
Christian, capitão do time da nossa escola, o Stafford Team, foi o primeiro a dar um soco forte num garoto alto, magro, de cabelos loiros do outro time. Victor, seu melhor amigo e também jogador do time, foi o segundo a bater em um garoto de pele marrom e olhos verdes. E um por um, todos os garotos do nosso lado estavam socando os garotos do outro time.
Eu e minha melhor amiga, Victoria, assistíamos tudo em uma rodinha próximo a eles. O diretor William passou por nós, tirando Christian de cima do garoto loiro.
— JÁ CHEGA! ACABOU O SHOW, VÃO TODOS PRAS SUAS SALAS. — O diretor gritou com tanta fúria, que dava pra ver uma veia saltada em sua testa.
Aos poucos todos foram saindo e voltando pras suas salas, nós não estávamos mais em horário de aula, porém tenho certeza que ele faria questão de fazer um sermão demorado, sobre a importância de não agredir ninguém e blá blá blá, antes de nos liberar.
Caminhei até minha sala de aula no final do corredor, ao lado de Victoria e Noah, meu melhor amigo, que também faz parte do time de basquete e que tenho certeza que estava fodido, por ajudar a bater nos adversários.
Nos sentamos nas cadeiras de sempre, no fundo da sala e pouco tempo depois, o diretor William passou pela porta e se apoiou na mesa do professor, cruzando os braços na frente do corpo.
— Christian? Michael? Vão me explicar o motivo da agressão contra o time adversário de vocês? — o homem alto, de cabelos pretos com alguns fios brancos, começou perguntando ao seus dois filhos primeiro.
William Bennett é o diretor e dono da Stafford, então sempre cobra um bom exemplo vindo de seus filhos, Michael é o filho que obedece isso, quase nunca se mete em confusão ou é chamado atenção, já o babaca do Christian Bennett, é o completo oposto, praticamente nunca vi suas mãos sem hematomas, já que vive socando todos que tiram sua paciência por aí.
A sala permaneceu em silêncio.
— Noah? Victor? Peter? Só sairei daqui com uma explicação. — o diretor olhou pro seu relógio e intercalou seu olhar entre os garotos do time.
— Nós não começamos, pai. — Michael falou de cabeça baixa e William lhe encarou com um olhar de reprovação, por chamá-lo assim num momento formal. — Diretor William, nós estávamos comemorando nossa vitória, eles passaram por nós empurrando o Christian e derrubando nossas garrafas no chão, falando besteira. A gente não ia sentar e deixar passar, perdão, não queria gerar uma briga tão grande.
— Fale por você, por mim, os filhos da puta só sairiam daqui numa ambulância. — Christian fala com um tom de voz frio, brincando com um anel na sua mão esquerda, que ainda está suja de sangue e com cortes visíveis.
— Eu deveria suspender todos os jogos de basquete por pelo menos seis meses. Vocês são quase adultos, já irão se formar esse ano, ano que vem entrarão em uma faculdade, mas ainda agem feito crianças. Christian você sempre está em primeiro lugar em qualquer briga que ocorre nessa escola, sinceramente, o treinador deveria repensar seu título de capitão. Eu não vou tolerar esse tipo de atitude aqui dentro! — William fala com um tom de voz firme, ficando de pé.
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Impossible
Fiksi PenggemarBella Carter é uma adolescente de 17 anos, mora com seu pai e sua madrasta. Pratica ballet contemporâneo. Ama moto, carros e principalmente rachas. Christian Bennett, filho do diretor da escola Staford, ele também ama rachas e é conhecido como um do...
