Abri os olhos e percebi que Honor não estava mais ali, sentia minha cabeça doer muito, olhei pro lado e vi que faltava aproximadamente uma hora pra partir, notei que tinha uma carta, a peguei e li lentamente.
May
desculpa mais não posso ficar pra dizer adeus, eu não aguentaria, eu te amo amiga, muito, nos vemos em breve, se cuida.
O bilhete era curto ,mais significava muito. Me levantei o mais devagar possível, parecia que eu tinha passado a noite bebendo.
Entrei no banho e a água gelada penetrou em mim como ácido penetra em uma superfície fina, mais pelo contrário de me machucar, me ajudava a clarear a mente, era como um remédio. Peguei a primeira roupa que vi e coloquei, eu não me importava.
As batidas na porta fizeram com que eu arrumasse a mala sem dobrar nada, coloquei exatamente o que precisava e o que não precisava.
- filha tá na hora- chama minha mãe, depois de bater na porta.
- a hora do fim- digo suspirando, e colocando a mala no chão, seguindo pra fora do quarto, dando uma última olhada e dizendo adeus mentalmente.
-não diga assim May, é como o seu pai disse, é para o seu bem- ela abaixou os olhos, provavelmente aquilo causava dor nela.
- eu te amo - disse ela,quando estávamos chegando ao portão.- se cuida, e não invente de aprontar ok? aproveite para pensar na vida, fazer novos amigos.- eu apenas afirmei com a cabeça, quando olhei pra ela vi que seus olhos estavam completamente cheios de lágrimas.
- hey mãe, não chora, vem aqui- coloquei um sorriso amerelo no rosto,e dei um abraço nela, coisa que não fazia há muito tempo.
-tá na hora de você ir- diz meu pai se pondo ão lado de minha mãe. Eu apenas aceno com a cabeça, ainda sem vontade de falar com o mesmo.- se cuida diz ele
Caminho lentamente até o carro , entro e não olho pra trás, sei que tem dois par de olhos em cima de mim, mas não, não vou olhar, se eu olhar corre o risco de desabar ali mesmo.
- pode ir- digo ão motorista ,que liga o carro e da partida para minha prisão.
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Era mais ou menos uma hora de viagem, que passei olhando pros prédios, árvores, pessoas livres.Quando desço do carro fico encarando aquele lugar, onde agora sou obrigada a chamar de lar, respiro fundo até que sou tirada dos meus pensamentos quando alguém me chama.
- você tem que entrar moça.- fala o que provavelmente seria o porteiro
-meu Deus aqui é muito maior do que eu imaginei, eu vou me perder dentro disso-digo admirada com o tamanho da escola.
- vá a direita e dobre ali - diz ele fazendo gestos e mostrando o caminho, e em nenhum momento o sorriso saiu de sua boca- bem vinda
- obrigada, - digo, retribuindo seu sorriso
sigo o caminho que ele me mostrou e entro em uma sala,que estava escrito secretaria, onde está sentada uma mulher com cara de poucos amigos, ela estava olhando pra TV e assim continuou até eu falar algo
- olá, eu sou a novata e gostaria de saber qual o meu quarto - digo sendo o mais simpática possível
- sente alí, vou organizar sua papelada- diz ela, apontando pra uma cadeira, onde eu me sento e fico olhando pra ela.
- não, não pode mais acontecer isso entendeu Ian? - escuto de uma sala do lado, olho e vejo uma mulher com mais ou menos cinqüenta anos,falando com um menino loiro, forte, e aparentemente gato, fico escutando a conversa deles, até que o garoto parece sentir minha presença e olha diretamente pra mim através da janela de vidro, envergonhada viro a cara assim que a atendente chama minha atenção.
- aqui está mocinha- diz ela, me levanto e pego o formulário, quando estou preste a dizer que não entendi borra nenhuma, a porta se abre e o garoto sai da sala, nossos olhos se cruzam e sinto um arrepio correr por todo meu corpo, olho pros papéis, e a sensação acaba em poucos segundos.
- Ian , pode me fazer um favor?-fala a mulher com o suposto Ian.
- posso- diz ele , sinto que ele olha diretamente pra mim, levanto os olhos e um sorriso brota nos seus lábios.
- mostra o alojamento dela por favor, ela é a novata Bloom- diz a mulher sorrindo, Ian vem até mim, e tira os papeis de minha mão, olhando por um tempo ele fala:
- vem - ele começa a andar e eu tenho que correr pra acompanhar, se Honor tivesse aqui diria que ele é um grego de tão belo, ele é um pouco mais alto que eu.
- como é seu nome?- pergunta ele virando subitamente pra mim
- May Bloom.
- não que me dizer seu nome?
- você que não entendeu, meu nome é May
- então beleza May - ele olha pra mim,como se dissesse, eu sei que é mentira, mais que bosta, eu apenas reviro os olhos, me sentindo uma completa idiota-chegamos bella,quarto 43
- Bella?- pergunto me sentindo completamente confusa.
- sim, não acredito que seu nome seja May, e bella combina com você, você é muito bonita, tenho que ir ,nos vemos depois. -Eu suspiro, como pode esse garoto tirar onda com meu nome? Quando ia dizer alguma coisa ele já estava um pouco longe, decido girar a maçaneta do meu novo quarto.
Genteeeeee Ian, é esse que ta na mídia.
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The start
Novela Juvenil"ficar perto de você é como sangrar lentamente até a morte" o destino costuma nos enganar, brincando conosco da forma mais perversa, e estranha. Está sempre mudando o rumo da nossa história, mudando nossos sentimentos, a cada dia estamos diferentes...