then she gone, i can still hear her voice loom
but she only exists in the dark of my room
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1995.
Três horas antes do assassinato de Maureen Prescott.
BILLY'S POINT OF VIEW
Olhava para a casa de Sidney através da janela do carro de Stuart, que estava escondido dentre as árvores que tinham ali perto. Seu amigo devorava um sorvete de iogurte que possuía um cheiro muito enjoativo. Na verdade, talvez estivesse enjoado pela ideia de assassinar a mãe de sua namorada. Não era como se não quisesse mais estripar a vagabunda que acabou com sua família, ou como se estivesse com medo. Talvez estivesse um pouco nervoso. Bem, obviamente estava. Mas jamais deixaria aquilo transparecer, ao menos não propositalmente. A ansiedade parecia se misturar com o odor enjoativo e chiclete daquele maldito doce, criando um desconforto estranho em sua barriga. Tentava ignorar, contudo, abriu a janela do carro.
— Aí, porra, que troço nojento! Como consegue comer uma merda dessas? – Resmunguei.
— Não é tão ruim assim. – Stu deu de ombros, de forma despreocupada.
Revirei meus olhos e me calei, fitei por mais alguns segundos o sobrado onde Sidney morava. Entraria ali em alguns minutos para adquirir um álibi sólido. Poderia ter escolhido assistir televisão com Stuart e Tatum, mas não ia muito com a cara daquela garota e seria mais suspeito ficar com eles do que aparecer de surpresa na casa da minha própria namorada. Afinal, eu fazia isso com uma certa frequência.
Minha boca estava seca, talvez pela ansiedade. Uma tensão se formava e aos poucos meu peito se apertava, tentava deixar minha cabeça fria mas de algum jeito, milhões de pensamentos começavam a invadir minha mente. Cruzei meus braços e suspirei pesado, desviei o olhar e acabei encontrando o de meu amigo já em mim. Lhe encarei por alguns segundos, não era um carro grande e nem muito novo, talvez por isso eu tenha conseguido notar com clareza cada detalhe da sua pele. Seus olhos eram azuis pra cacete, nunca havia notado aquilo. Talvez nunca houvesse se quer notado que eles eram azuis de fato.
Curioso com aquela ideia, acabei descendo meu olhar até suas bochechas e o resto de seu rosto. E por um momento, tudo ficou em silêncio. Não que estivéssemos conversando antes, afinal não estávamos. Mas durante aqueles instantes onde eu lhe encarava, todos aqueles pensamentos invasivos pareceram cessar. Eu me senti melhor, era como se ele tivesse acabado com toda aquela insegurança apenas estando ali ao meu lado. A tensão, no entanto, não havia acabado. E só percebi estar encarando quase fixamente seus lábios quando Stuart chamou minha atenção, me fazendo olhar para ele e depois rapidamente desviar o olhar.
— Billy?
Suspirei baixo, pensando agora no que caralhos aquilo queria dizer.
De forma repentina, meu coração começou a bater forte e aquele embrulho estranho se fez presente de novo na minha barriga, juntamente de todos aqueles pensamentos sinistros.
Billy não sabia, mas Stuart sorriu quando notou o olhar em cima de si. Havia desviado o rosto também, coçava a nuca de forma envergonhada. Mas ambos pareciam ter resolvido fingir que nada havia acontecido, talvez para evitar mais constrangimento.
— Ei. – Macher disse, esperando que eu fosse fazer contato visual consigo.
— Uhm. – Abri o porta luvas para pegar um chiclete de menta. Sabia onde o amigo deixava as coisas, talvez melhor que ele próprio já que sempre fora bem mais avoado que si.
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Me And The Devil
Fanfiction[✅] Onde quando chapados, Stuart vê a oportunidade de dar em cima de Billy após não notar nenhuma hesitação alheia pelas provocações que fazia. Ou onde Billy, na noite onde assassinava a mãe de sua namorada, percebeu que seu melhor amigo era extrema...
