ᶜᴬᴾ ᵛᴵᴺᵀᴱ ᴰᴼᴵˢ - 𝒜 𝑏𝑎𝑡𝑎𝑙ℎ𝑎.๋࣭ ⭑⚝

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NO DIA SEGUINTE, Amélie acordou com uma sensação estranha. Sentia uma angústia inexplicável e não sabia o que estava causando isso.

A ruiva saiu de sua tenda com os cabelos presos em uma única trança. Ela usava um vestido amarelo vivo, com lindas mangas bufantes.

Observou ao seu redor. Tudo parecia cinza e sem graça, como se tivesse perdido a vida. Estava realmente estranhando tudo. Até que Pedro veio correndo em direção a ela, parecendo abatido.

— Mel, Mel, Mel... — o loiro gritava de longe, até que finalmente a alcançou.

— O que houve? — perguntou a ruiva, embora não tivesse certeza se realmente queria saber.

— Aslan... Aslan está morto.

A ruiva arqueou as sobrancelhas antes de gargalhar. Pedro a olhava, sem entender o motivo da risada.

— Aslan morto? Fala sério, Pedro. O que realmente aconteceu?

— Amélie, me escute. — Ele se aproximou, colocando as mãos nos ombros dela. — Aslan está morto, ela o matou.

Foi então que Amélie percebeu que era verdade. Sentiu como se o chão se abrisse. Paralisou, sem conseguir dizer uma palavra sequer. Nem se mexia, apenas encarava os olhos do seu amado.

— Aslan está morto. Aslan está morto.

Pedro, cansado da situação, a puxou para um abraço apertado, mas a garota não tinha forças para retribuir. Ele entendia e sabia que isso a deixava abalada. Aproximou a boca do ouvido de Amélie e sussurrou:

— Iremos vingá-lo.

— Eu sei.

                                    🦁๋࣭ ⭑𐙚

Amélie estava se preparando para a batalha que se aproximava. A garota tinha fogo nos olhos e estava pronta para qualquer coisa.

Ela treinava com um centauro, segurando uma espada em suas mãos. E não pense que era algo leve, porque eu lhe garanto que realmente não era. Nem a garota sabia de onde havia tirado forças para manusear uma espada como aquela.

Os olhos da ruiva brilhavam como chamas ardentes, e ela fazia diversos ataques ou apenas se defendia às vezes.

De repente, quando o centauro aproximou a espada do pescoço da ruiva, ela o lançou para longe. Não usando suas mãos, mas sim, uma espécie de brilho vermelho que saiu delas.

Ninguém teve tempo de reagir. O centauro voou para longe e bateu as costas contra uma árvore. Amélie parecia ter ficado pálida. A garota tinha as duas mãos no rosto, enquanto outros centauros se aproximavam para verificar se ele estava bem.

Então tudo aconteceu de maneira demasiadamente rápida. Uma trombeta soou, e todo o exército de Pedro estava em posição de ataque, incluindo Amélie e os outros centauros.

Amélie estava no alto de um monte, junto aos outros arqueiros, mas, diferente deles, ela não tinha arco e flecha. Pedro estava um pouco mais abaixo, e Edmundo estava atrás dele. As garotas Pevensie haviam desaparecido, mas algo dizia à ruiva que elas estavam seguras.

Lá embaixo, estava a Feiticeira Branca e seu exército. Amélie sentiu nojo só de vê-la, mesmo de longe. A garota sentia raiva, sede de vingança.

Jadis se aproximava com seu enorme exército, composto pelas mais diversas criaturas. O exército de Pedro pareceu temer ao notar o quanto estavam desfavorecidos em número. Mas Amélie não sentiu medo, ela sequer se questionou se conseguiriam vencer a batalha. Talvez fosse tola demais, ou apenas tinha uma fé inabalável.

𝑶𝑺 𝑫𝑬𝑺𝑻𝑰𝑵𝑨𝑫𝑶𝑺. ᴬˢ ᶜᴿᴼ̂ᴺᴵᶜᴬˢ ᴰᴱ ᴺᴬ́ᴿᴺᴵᴬ Onde histórias criam vida. Descubra agora