encontrando um jeito

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Eu sei que não devia, mas comecei a procurar coisas. Assuntos em livros que pudessem me dar já resposta. Algo que não nos mostram no cotidiano.

Não farei meu juramento, isso está bem óbvio. E minha mãe vai assistir tudo.

Minha história, nossa história... sumir?

Preciso encontrar um jeito.

La estava eu. Na biblioteca. Procurando...

-ei. O que é isso?

No fundo da prateleira, bem escondido. Um livro. Grande e mofento. A capa dizia "dia do amor eterno".

Não. Não é isso que estou procurando. Mas talvez a Cupido goste dele. Com certeza. Coloquei um livro em um local estratégico, onde ela encontrará com facilidade, e continuei minha busca. Fui para uma das mesas, e estava cheio de livros.

No fim da tarde, desisti da tentativa. Havia lido uns doze livros e nenhum tinha o que eu queria.

-melhor desistir dessa bobagem. As coisas são do jeito que são. -desabafei triste.

-aí que você se engana. -Dexter falou.

Quando olhei naqueles olhos azuis que se escondiam atrás dos óculos de grau, minhas pernas se enrigeceram. Não consegui me levantar.

-posso me sentar?

-pode. -respondi.

Filha da rainha má. Repeti. Alguma coisa você tem que herdar. Seja pelo menos segura dos seus sentimentos.

-sobre o que esses livros falam?

-sobre... -não conte. -nada, pra falar a verdade

Era uma meia-verdade, mas continua sendo.

-então deixa eu ler esse nada. -ele pegou um livro.

-não. -peguei o livro da mão dele e abracei-o. -já ta tarde e é tudo perda de tempo. Eu tenho que colocar eles de volta no lugar. -peguei a pilha de livros e carreguei. -até mais, Dexter.

-er... até, Raven.

Saí apressada e devolvi os livros aos seus respectivos lugares. Não há nada de muito importante escrito. Ninguém pode me dizer, exatamente o que acontece se eu não fizer meu juramento, se não assinar o livro das lendas.

-argh! -grunhi.

No meio do corredor.

Todos ao meu redor e encararam. Estou ficando maluca, e nem tenho tanto tempo para decidir o que fazer, sem tempo para escolher...

Onde encontra um jeito pra isso?

Voltei para meu quarto. Olhei bem pela janela do quarto. Tinha uma vista boa de la de cima.

Olhei para a parte-cidade da escola; a floresta; e por fim vi a varanda do terceiro andar. Era ali o meu lugar de consolo. Quase ninguém ia pra lá, então era perfeito para refletir.

Não preciso disso, por que, desde que coloquei os pés pra fora da carruagem, eu tinha certeza do que iria escolher.

-encontrei você! -Apple entrou no quarto.

-ah, Apple, não quero discutir. -falei tristinha.

-nem eu. -ela parecia triste,

-então você entende que eu não vou... -deixei as palavras soltas.

-não. Ainda não entendo. -ela mordeu os lábios.

Mordi meu lábio inferior também. Olhei ela devagar.

-Apple, não posso fazer isso. -tentei argumentar.

-mas é uma vida toda planejada. Nossas vidas estão escritas. Tem que ser assim. Uma Rebel sendo Rebel, e uma Royal sendo Royal, não se muda certas coisas. -ela discursou.

-mas nós podemos ser outras coisas. Podemos mudar nossos destinos. -segurei a mão dela, tentando encoraja-la.

Apple soltou minhas mãos

-eu gosto do meu destino!

E saiu do quarto. Espero que não esteja chorando, por que isso parte meu coração.

Droga!

Por que eu não posso ser má?

Ever After HighOnde histórias criam vida. Descubra agora