|72| - Eu sempre estarei ao seu lado, sempre

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Jane Hopper

Eu estava procurando o quarto onde Max estava, eu não sabia se ela estava bem nem se estava muito feriada, mas só pelo fato dela ter vindo para o hospital já é o bastante para me deixar em pânico.

Continuei passando por cada um dos quartos até que vi um enfermeiro preenchendo uma ficha.

— Ei — Eu o chamei vendo ele se virar para mim — O senhor por acaso viu uma garota ruiva que deu entrada neste hospital? —  Ele olhou para a ficha e então respondeu

— Maxine Mayfield?

— Isso, essa mesma

— Ela está em observação no primeiro quarto à direita

— Muito obrigado — Digo seguindo para o corredor da direita

Avistei o quarto que estava com a porta aberta e um enorme alívio percorreu meu corpo apenas por ver que ela estava acordada.

Bati na porta ainda aberta e esperei que ela respondesse.

— Pode entrar — Respondeu com um voz abatida, ela não sabia que era eu já que estava deitada virada para a parede do quarto

— Ainda bem que você está bem — Digo vendo ela se virar para mim

— Que bom que veio

— Onde está a Nancy?

— Na recepção, parece que tem algumas coisas que ela tem que resolver lá

— Você se machucou?

— Não muito, só o meu ombro

— O que aconteceu?

— Se não se importar, eu não quero falar sobre isso agora

— Tudo bem — Eu me sentei no sofá ao lado da cama onde ela estava — Estou feliz que esteja bem... Eu fiquei com medo de perder você

— Eu pensei que não iria mais te ver — Então uma lágrima escorreu sobre seu rosto e ela se encostou do outro lado da cama

— Você pode deitar comigo? — Eu sorri fraco e então me levantei do sofá para subir na cama de hospital

Ela aconchegou a cabeça em meu tórax então eu a abracei.

— Sabe que eu sempre vou estar com você, né?

— Pra sempre? — Ela perguntou — Eu não preciso de mais ninguém, só de você, promete que vai ficar comigo pra sempre?

— Eu juro — Respondi — Independente de tudo eu quero que se lembre que eu amo você Max — Então ela suspirou, escondeu o rosto no meu casaco e começou a soluçar baixinho — Eu estou aqui com você, está tudo bem agora — Eu dizia enquanto acariciava o cabelo dela

— Eu me sinto a pior pessoa do mundo — Ela disse com a voz um pouco abafada já que seu rosto estava em meu casaco — Me sinto ridícula por ter confiado nela, por pensar que ela tinha mudado, se ela não mudou em quatorze anos porque eu pensei que iria mudar agora?

— Antes de tudo ela é a sua mãe Max, é normal você amar ela e confiar nela mesmo depois de tudo o que ela fez

— E o pior de tudo é que eu ainda amo ela

— Max, isso é completamente normal — Digo ainda acariciando seus cabelos

— Você acha? — Ela finalmente levantou a cabeça para me encarar

— Eu sei disso, não sou muito apegada aos meus pais porque tive uma infância ótima tirando o câncer, meu pai e a Joyce sempre me deram a vida que qualquer criança deveria ter, a vida que você não teve, é por isso que é normal você amar ela mesmo depois de tudo, porque ela nunca te deu amor como uma mãe deve dar para uma filha

— E o que eu faço agora? — Eu suspirei

— Eu não sei, e sinceramente acho que você não deve pensar nisso agora, vamos apenas dormir está bem, você precisa descansar

— Você ainda vai estar aqui quando eu acordar?

— Eu não vou a lugar nenhum

[...]

— Ei, Jane — Eu ouvi alguém me chamar e quando abri os olhos vi que era Nancy

— O que foi? — Pergunto tentando manter meus olhos abertos já que a luz do hospital é extremamente forte

— Podemos conversar lá fora?

— Eu prometi pra Max que estaria aqui quando ela acordasse

— Não vai demorar muito — Eu suspirei e então desci da cama com cuidado para não acordar ela

Eu e Nancy saímos do hospital, ficamos na praça que tem na frente dele.

— Bom... — Disse Nancy assim que nos sentamos — Ainda bem que você ligou para mim ontem, eu não sei o que teria acontecido se eu não estivesse lá

— O que de fato aconteceu com a Max? — Perguntei esfregando as mãos já que aqui fora está muito frio a está hora da manhã

— Eu não vi bem, mas Susan segurava uma faca, Max disse para mim ir embora então eu saí da casa e fui pegar a minha pistola no porta-malas

— Você deixa a sua pistola no porta-malas?

— Isso não importa, quando eu voltei Max estava cheia de sangue que saia de seu ombro

— Então a Susan deu uma facada nela?

— E muito provavelmente não teria parado se eu não estivesse lá. Mas não é sobre isso que eu quero falar

— E sobre o que é?

— Eu posso adotar ela, mas...

— Mas o que?

— Eu vou para Stanford se lembra? E se eu fizesse isso ela teria que ir para San Francisco comigo — Eu mordo o lábio inferior e então suspiro

— Essa decisão não cabe a mim tomar, nós temos que saber o que Max acha

— Jane? — Alguém atrás de mim perguntou, então eu me virei para ver quem era

— Mike? — Pergunto me levantando e logo o abraçando

— Essa merda está no noticiário — Ele disse me soltando

— O que? — Nancy perguntou

— É, uma mulher que esfaqueou a filha está sendo procurada pela polícia

— Como eles colocaram isso no noticiário sem a sua permissão? — Perguntei para Nancy

— Se Susan está foragida é normal que eles passem isso nas notícias avisando que ela é perigosa

— Vamos voltar para dentro antes que Max acorde

Nós entramos no hospital e voltamos para o quarto onde ela estava.

Ela estava acordada e secou as lágrimas assim que nos viu.

— Onde estavam?

— Fomos buscar o Mike — Respondi — Ele também teve dificuldade para encontrar o quarto — Ele foi até ela e abraçou a garota que retribuiu o abraço

— Que bom que você está bem — Disse ele— Eu iria matar você se você me deixasse e eu tivesse que aguentar a Nancy sozinho — Nancy sorriu

Eu ameaçando terminar de postar essa história mds

𝗠𝘆 𝗣𝗿𝗶𝗻𝗰𝗲𝘀𝘀 | 𝗘𝗹𝗺𝗮𝘅Histórias para pegar e não largar. Descubra agora