Na manhã seguinte, Madame Pomfrey realizava uma série de exames e exercícios de recuperação com a menina, que ansiava pela liberdade.
— Tudo parece estar em perfeita ordem, Senhorita Seraphim. Está liberada! — anunciou, seu rosto enrugado suavizado por um sorriso de satisfação, enquanto abria a porta.
Celeste, com um suspiro de alívio, atravessou o limiar da enfermaria. Cedrico a aguardava do lado de fora, encostado na parede de pedra, um sorriso caloroso iluminando seu rosto ao vê-la. Juntos, caminharam pelo corredor repleto de retratos falantes que os observavam passar, dirigindo-se à sala comunal.
No quarto, viu que Susana arrumara suas coisas e a cama. Ela sorriu, agradecida, e decidiu que agradeceria mais tarde. Por enquanto, se jogou na cama e dormiu. Diferentemente dos cochilos na enfermaria, ali, em sua cama, ela encontrou o verdadeiro conforto que seu corpo e mente tanto necessitavam.
O Grande Salão de Hogwarts estava imerso em um silêncio expectante, todos os olhares fixos no palco onde o Diretor Dumbledore se preparava para falar. Com um sorriso e os olhos brilhando de orgulho, ele começou:
— Caros alunos e professores, ao longo deste ano letivo, testemunhamos uma competição acirrada pela Taça das Casas. Cada casa com suas virtudes, cada aluno com sua bravura, todos vocês contribuíram para o legado de Hogwarts.
Ele fez uma pausa, permitindo que as palavras ecoassem pelo salão adornado com as cores das quatro casas.
— Mas hoje — continuou — É um dia para celebrarmos não apenas a competição, mas o espírito de comunidade e a coragem que nos une. Antes de proceder com o anúncio da casa vencedora, gostaria de fazer um reconhecimento especial.
Ele olhou ao redor.
— Uma aluna, em particular, demonstrou uma bravura e coragem que merecem ser exaltadas. Celeste, da casa da Lufa-Lufa, enfrentou desafios que muitos considerariam intransponíveis, e o fez com uma determinação que inspira a todos nós. Por isso, é com grande honra que adiciono pontos significativos à Lufa-Lufa por sua bravura excepcional.
Um murmúrio de surpresa e admiração varreu o salão. Celeste sentiu suas bochechas aquecerem com o rubor da atenção inesperada.
— Com isso — retomou, com um olhar significativo em direção a Celeste — É com imenso prazer que anuncio que a Taça das Casas deste ano é concedida à nobre casa da Lufa-Lufa!
O salão explodiu em aplausos e vivas, enquanto os alunos da Lufa-Lufa se levantavam, inundados por uma onda de alegria e orgulho. No centro de tudo, Celeste foi cercada por seus colegas de casa, cada um expressando sua gratidão e admiração. Ela olhou para Draco e Luna, que estavam aplaudindo com os outros. Fred e George gritavam e jogavam os chapéus para cima, enquanto Hermione, Ron e Harry tinham sorrisos nos rostos, batendo palmas em uníssono.
Celeste sentiu seu coração transbordar de felicidade. Ela havia ajudado a trazer a taça para sua casa, e agora, o reconhecimento de Dumbledore era a confirmação de sua coragem e determinação.
A noite seguiu com uma celebração vibrante, e a Lufa-Lufa, muitas vezes subestimada, brilhou sob os holofotes da vitória, provando que a lealdade e a perseverança são, de fato, formas de grandeza.
Após a cerimônia de premiação, uma onda de euforia tomou conta do Grande Salão. Os alunos da Lufa-Lufa, agora campeões, foram o centro das atenções, recebendo cumprimentos e abraços calorosos de todos os cantos. A festa continuou pela noite adentro. Celeste, a heroína da noite, foi levantada nos ombros de seus colegas em um momento de pura celebração.
Enquanto os professores observavam com sorrisos orgulhosos, os fantasmas de Hogwarts flutuavam entre os alunos, participando da alegria coletiva. Até Pirraça, parecia estar de bom humor, lançando confetes mágicos que brilhavam como pequenas estrelas cadentes.
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É com muita alegria que encerro a primeira temporada de Let The Light In! 🩷