Logan
Não dei ouvidos a Megan, sendo sincero nenhuma palavra dita nos últimos segundos faziam sentido para mim, eu só conseguia escutar um desgraçado zumbido em minha mente que estava me deixando cada vez mais perturbado. Enquanto subia o lance de degraus daquela imensa escada de entrada da mansão, eu só conseguia sentir raiva, ódio, vontade de estrangular o homem que por tanto tempo considerei meu pai e tive a gentileza de ainda considerá-lo. Ele não merecia esse título, não merecia que eu nem se quer o olhasse em seus olhos, tudo que ele fez só prova o qual desgraçado ele ainda era.
― Edgar! ― entrei naquela porra daquele saguão gritando aos quatro ventos seu nome, e a distância que ainda me restava para chegar finalmente na sala que acontecia aquela grande festa era irritante.
Eu só queria trombar com aquele infeliz naquele mesmo instante e fazer com que, na frente de todos, ele perdesse aquele papel de pai excelente que ele vinha tentando criar após pegar minha guarda. Ele não era e estava longe de ser, e eu não mediria esforços e acabar com toda aquela encenação com aquela plateia bem ali.
Todos a minha volta me encaravam, achando estranho a atitude de alguém sair gritando aos berros em uma festa cheia de classe, onde alguém tocava Chopin no piano. Mas sinceramente, eu não me encaixava ali e nem fazia questão de que me apreciassem. Eu só acabaria com aquela farsa e iria embora para sempre.
― Edgar ― gritei mais uma vez, com uma sede de sangue absurda só de vociferar aquele nome desgraçado, nome que eu passei a minha vida toda odiando.
Morar com ele apenas escondia a vontade absurda que eu tinha de mata-lo, não diminuía, por esses três anos eu acreditei que o problema estava em mim, em não conseguir aceitar que a vida tinha sido como foi, não por culpa de Edgar, mas por obra do destino, tentava jogar a culpa em Edgar pela morte da minha mãe mesmo sabendo lá no fundo, que ninguém poderia curá-la. Ela já tinha seus dias contados, nem eu, nem Edgar muito menos qualquer médico conseguiria reverter aquela situação.
Mas aí entrava todos os anos de solidão, crescendo sem um pai, incialmente sem nem saber quem era. Apenas recebia a mísera pensão que ele pagava por obrigação, se não iria preso, e vez ou outra eu escutava seu nome nas rádios, televisão, ou via em qualquer revista famosa na rua. Mas o conhecer pessoalmente, apenas depois de alguns longos anos, quando eu passei a me interessar ir na sua casa.
Carente por atenção, esperando que ele fosse me da satisfação do por que tantos anos sem me procurar, sem querer saber do seu próprio filho, e nunca obtive uma resposta concreta sobre isso. Apenas de seu serviçal Charles, negando todas as vezes que ele estava em casa, eram idas e vindas de decepção por não encontrar até um dia desistir.
Edgar teve mais contato comigo, quando supostamente descobriu que minha mãe estava internada com seus dias declarados, se ofereceu para custear os gastos do hospital até que ela partisse e o velório também ficou por conta dele. Claro, não me parecia ser um gesto além da sua generosidade, tendo em vista que ele me devia isso. Que monstro deixaria a mãe do seu filho morrer sem ajudar?
Ele.
― Seu filho da puta ― parti da cima dele quando cheguei na sala principal, e o vi todo requintado, ao lado da sua digníssima namorada.
Ele conversava com mais dois homens e parecia feliz, sorrindo para os ventos como se não carregasse um histórico de da nojo em sua bagagem. Eu não tinha receio de partir para cima do homem que alegava ser meu pai, por que a partir dali ele passaria a ser apenas um genitor de merda que eu nao considerava mais.
Seus olhos carregados de confusão, me encontraram no minuto em que o grito ecoou pela sala, então com a testa franzida ele abriu sua boca para tentar se comunicar comigo, mas sem ao menos deixar que ele fizesse isso, levantei minha mão com toda força que poderia criar naquele momento de irá e acertei um soco em cheio no seu rosto. Isso era por todos os anos sofrendo calado, desejando ter um pai presente e recebendo apenas migalhas do poderoso Green.
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Não provoque
Fiksi Penggemar+16 | Estranho seria se eu não me apaixonasse por você.
