Capítulo 02

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Silas Harvey

Estou a mais de uma hora observando ela dançar.

A tensão paira no ar enquanto observo Aryane, seus movimentos hipnotizantes prendendo minha atenção.

Seu corpo envolto em um vestido preto destaca cada curva, e seu quadril estreito balança sensualmente, me deixando completamente fascinado.

Eu sei que poderia me aproximar dela, mas algo dentro de mim ainda me impede.

— Você sabe que pode se aproximar dela, né?

Demolidor me repreende, trazendo-me de volta à realidade por um breve momento.

Desvio o olhar por um instante, e é o suficiente para sentir meu coração saltar pela boca.

Já sinto falta dela.

Aryane Campbell é meu paraíso particular e também meu próprio nêmesis.

Desde que ela pisou na universidade, se tornou o centro do meu mundo, mesmo que ela ainda não saiba.

Talvez ela pense que foi coincidência, mas paguei uma generosa quantia para um dos meninos do time de futebol, que eu sabia que estava ficando com a Emily, entregar a pulseira VIP do subsolo.

Encostado no balcão do bar, ignoro meu amigo e volto a fitá-la.

Seus cachos estão pulando em volta de seu rosto.

Perfeita é pouco para defini-la.

Seguro um suspiro apreciativo quando, sem ajuda nenhuma, ela dispensa o quarto cara da noite.

Minha garota, caramba!

Pareço um louco possessivo, mas na verdade, é que nesses dois anos, eu nunca tive coragem de me aproximar dela.

Tenho 23 anos e devo ser o único cara virgem da Universidade.

Não que isso seja algum sacrifício para mim, porém, fui ensinado a valorizar as mulheres e não sinto necessidade de sair, como meus amigos falam, "comendo por aí".

Não sentia nenhum desejo pelo sexo em si, não até ela... Catzo!

Vejo-a se abaixar rebolando e empinando a bunda, bem na minha direção, como se sentisse que eu a estava observando.

Mesmo eu sabendo que isso era impossível.

Seus movimentos são hipnóticos, e não consigo desviar o olhar enquanto ela dança. Cada gesto, cada rebolado, parece feito apenas para mim, como se ela soubesse que estou ali, observando-a.

Mas isso é impossível, não é?

Aryane não tem ideia de que eu existo, muito menos de que eu a observo como um stalker há tanto tempo.

Engulo em seco, sentindo a tensão se acumular dentro de mim.

Devo me aproximar dela? Devo finalmente tentar conversar, ou isso seria estranho demais?

Antes que eu possa decidir, Aryane se vira na minha direção, e nossos olhares se encontram por um instante.

Meu coração dispara, e um arrepio percorre minha espinha.

Ela sorri de forma despretensiosa e volta a se mover no ritmo da música, mas aquele sorriso...

Minha mente está em turbilhão, tentando processar todas essas emoções conflitantes.

Por um lado, estou ansioso para finalmente me aproximar dela, para conhecê-la de verdade. Mas por outro lado, o medo da rejeição me paralisa.

Respiro fundo, tentando reunir coragem suficiente para dar o primeiro passo. Talvez hoje seja o dia em que finalmente me arrisco, em que finalmente me permito tentar algo novo.

Com determinação renovada, deixo o balcão do bar para trás e me aproximo lentamente de Aryane.

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