Parte *10*

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- Para Dean. - Castiel sentou no sofá e empurrou levemente o loiro.

- Que foi? - perguntou Dean insatisfeito.

- Precisamos conversar. Digerir o que está acontecendo. - Dean pensou nas palavras do anjo e concordou.

- Bom... - Castiel começou a falar encarando os olhos verdes de Dean pertos dos seus. - Eu nunca me relacionei com ninguém Dean. E de repente sinto algo diferente. Por você.

- Cas. Eu entendo. Na verdade eu nem sei o que está havendo comigo. Não sei porquê estou aqui. Mas agora eu tenho medo de que algo aconteça com você. - Dean falou querendo dizer mais alguma coisa.

- Eu sei Dean. - Castiel sorriu ao lembrar de Dean irritado com a possibilidade deles se relacionarem. - Mas como vai ser agora? Vamos nos separar? Tentar seguir a vida como antes? - O moreno pensou um pouco e continuou - ou você vai ter coragem o suficiente para...

- Eu não vou assumir um relacionamento com você Castiel. - Dean interrompeu o moreno. Castiel sentiu seu coração se partindo. Mas no fundo sabia que Dean não estava levando seus sentimentos a sério. O loiro percebeu a aflição do anjo. - Não fica assim. Entenda. Sam nunca vai aceitar.

- Porque Sam tem que estar entre a gente?

- Ele é meu irmão apesar de tudo. Eu tenho um dever de cuidar dele. - Dean desabafou.

- Uhm. - Cas queria contar algo mais. Porém as palavras não saíram. Sua garganta estava dolorida e seus olhos avermelhados anunciando que lágrimas logo escorreriam. - É so por conta de Sam mesmo?

- Sim. - Dean ficou pensativo. Deu um selinho na boca de Cas e saiu.

Dean entrou no impala. Sam estava escondido atrás de um arbusto esperando exatamente esse momento. Castiel estava imóvel no sofá pensando nas palavras de Hannah. Depois em Dean. Talvez Hannah estivesse com razão.
Sam deixou que o impala se afastasse e entrou no cômodo. Estava ouvindo a conversa e entendia o fato de Castiel estar assim.

- Sam? O que está fazendo aqui? - Cas perguntou. Por um momento achou que iria apenas deitar e pensar nas palavras de Dean. No entanto sua noite parecia ser muito mais longa. O Winchester entrou sem cerimônia. Sentou na sua frente. Totalmente diferente do Sam que veio a sua casa da última vez.

- Vim primeiro me desculpar. - começou Sam - Você não entendeu porque fiz aquilo. Garanto que Dean te falou. Mas eu havia prometido ao Crowley que te mataria. - Castiel olhou Sam atentamente. - Não vou fazer isso. Nunca iria te matar Cas. E sobre o beijo que te dei. - O coração do anjo acelerou ao ouvir a menção sobre o beijo. - Eu queria fazer aquilo e não me arrependo. - Sam falou rapidamente. - era só isso. - Sam se levantou para ir embora. Mas Cas pediu que ele esperasse.

- Eu gosto do Dean, Sam. - falou Cas

- Eu sei. Ele também gosta de você. - Sam disse e caminhou novamente até a porta mas Cas mandou ele esperar. - O quê foi? - perguntou.

- Nós gostaríamos de que você nos apoiasse. - Castiel falou.

- Uhum.

- Uhum quer dizer sim? - Cas estava confuso.

- Não.

- Não... o quê? - agora ele não entendia onde o caçador queria chegar.

- Uhum quer dizer não. - finalizou Sam. Castiel se levantou irritado e foi até onde Sam estava. Em pé perto da porta.

- Você não se importa com os sentimentos do seu irmão enquanto ele morreria por você. -Castiel falou com a voz falhando.

- Eu me importo sim Cas. São vocês que não se importam com que eu sinto. Você não liga pro que eu sinto por você. - O Novak pensou no que acabou de ouvir. Sem saber o que dizer. - Não me olhe assim. - Sam falou e saiu para fora antes parando e gritando não muito alto. - Eu assumiria ao mundo que estou com você ao contrário do Dean. - Castiel teve certeza de que Sam ouviu a conversa. Fechou a porta da casa e deitou na sua cama. Novamente perdido em pensamento. Uma mistura de sentimentos invadia seu coração. Os Winchesters não saíam da sua cabeça. Lembrava do sorriso de Dean. Da maneira que o loiro agia. E lembrava da doçura que o Sam as vezes era.
O anjo se revirou na cama mantendo os olhos na parede do teto. Quando fechava os olhos sonhava com o beijo de Sam, com as carícias de Dean. E quando acordava se sentia pior, cada vez mais pior. Dessa vez a pilha de sentimentos mútuos foi a causa da sua insônia.










Sentimentos mútuosOnde histórias criam vida. Descubra agora