Capítulo Quatro

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REVELAÇÃO DO CAPÍTULO:


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Bᴏᴍ Eɴᴛᴇɴᴅᴇᴅᴏʀ
Chapter Four

— Não vou mentir. — Comentou, sem ao menos cumprimentá-lo. — Fiquei surpreso ao ver que estava me ligando. — Sorriu de lado, observando atentamente as pessoas que passavam em frente à cafeteria. — Poderia saber o motivo especial, ou pretende me deixar ansioso?

— Eu não sou tão malvado assim, маленький Кузнечик — Retrucou, ouvindo um breve riso. — Agora eu me sinto culpado, ao perceber que eu ligo apenas para falar de problemas.
(Pequeno gafanhoto)

— Não precisa se preocupar, Rurik. — Negou. — Os seus problemas até animam meu dia. — Acenou para chamar a atenção da garçonete. — Apesar que me ligar para sumir com um corpo, é algo quase rotineiro. — Segurou a alça da xícara pequena e branca. — Meu trabalho me traz grandes aventuras. — Disse antes de tomar um gole do líquido amargo.

— Não duvido. — Disse. — Porém, na sua nova diversão não haverá corpos deformados ou pessoas que precisem morrer. — Assegurou. — Pelo menos não ainda. — O homem sorriu levemente. — Preciso apenas que faça algo para mim. Resolva algumas questões que eu estou impedido de resolver.

— E o que seria? — Questionou, curioso. — Принесите мне счет, пожалуйста? — Indagou em um sussurro para a mulher que assentiu.
(Traga-me a conta, por favor?)

— Bem... — Começou o homem, ponderando suas palavras. — Preciso que procure alguém para mim, Markov. — Iniciou. — Vá até o centro de Kazan, e procure uma loja de nome Variedades Sharapova.

O outro inclinou a cabeça, ouvindo atentamente.

— Entendi. E o quê, exatamente, você quer que eu faça? — Indagou, mantendo-se atento à solicitação. Em seguida, direcionou sua atenção para a máquina branca que a mulher havia trazido.

O homem rapidamente passou o pequeno cartão e fez o pagamento.

— Quero que encontre Daniil Sharapova. — Informou. — Ele é mais ou menos da sua idade e é o proprietário do lugar. — Explicou. — Preciso que lhe diga que estou ciente de tudo. E o informe que Humberto está morto.

A curiosidade aumentou.

— Okay. Isso não será difícil. — Disse com desdém. — Спасибо! — Agradeceu à garçonete antes de se levantar. — Poderia me dar mais detalhes? Sabe que eu não gosto de trabalhar no escuro. — Recordou enquanto abria a porta da cafeteria.
(Obrigado!)

— Guarde a sua curiosidade para outra hora, Valeriy. — O homem revirou os olhos. — Isso é tudo o que posso dizer.

— Acha que esse Daniil confiaria em alguém que aparenta ser inexperiente no assunto? — Olhou para os lados, enquanto atravessava a rua.

𝐒𝐔𝐒𝐏𝐄𝐈𝐓𝐎𝐒Onde histórias criam vida. Descubra agora