Capítulo 7: A missão da Rainha

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Cause I know it's true
They say: All good boys go to heaven
But bad boys bring heaven to you






Aegon despertou com um leve incômodo, o som suave da janela se abrindo sozinha fez com que ele se erguesse da cama. O dia estava estranhamente quente para a estação, um calor abafado que parecia pesar no ar. Ele levantou-se, caminhando até a janela para fechá-la. Os seus olhos passaram pela figura adormecida na cama. Rhaenyra estava lá, dormindo profundamente, como se nada no mundo pudesse perturbá-la.

Ele aproximou-se, os seus passos leves e silenciosos. Havia uma beleza quase etérea naquela garota. Pequena, delicada, mas, ao mesmo tempo, carregando uma ameaça latente. A ideia de que alguém tão frágil poderia matá-lo era quase cômica, mas ele sabia que havia uma verdade ali. A noite anterior ainda estava fresca na sua memória - o calor dos corpos, as marcas que ela deixou na sua pele, uma mistura de prazer e dor que o fazia se sentir poderoso, quase invencível.

Ele sentia-se um rei, mas com o peso de um fardo que sabia que nunca poderia carregar. Rhaenyra dormia, alheia a tudo, e Aegon a observava. Ele não sabia ao certo o que sentia por ela. Amor? Desejo? Talvez uma mistura de ambos, ou algo que não conseguia nomear. Mas havia algo que o atraía, algo que o fazia querer tê-la ao seu lado, mesmo sabendo que ela o odiava. Ele queria possuí-la, queria que ela fosse dele, completamente.

Aproximou-se ainda mais, o seu olhar fixo nos lábios dela. Lábios pequenos e belos, que ele traçou suavemente com a ponta dos dedos. O toque era delicado, quase reverente. Ele não sabia se o que sentia era amor, mas sabia querer estar perto dela. Queria mais do que apenas as noites de sexo. Ele queria a sua alma, sua essência, tudo o que ela pudesse dar. "Roer os ossos, beijar a sua pele leve e beber da sua fonte", ele pensou, uma ideia que o enchia de um desejo.

As memórias de Rhaenyra eram poucas, sempre haviam sido mantidos afastados, e isso o incomodava. Foram feitos para se odiarem, para serem rivais, mas ele se perguntava o quanto disso era realmente verdadeiro. As palavras da bruxa não saiam da sua cabeça, mas ele sabia que não acreditava ou forçava não acreditar, Aegon decidiu que a próxima vez que a bruxa tentasse se intrometer no seu casamento, ele queimaria-a viva por falar qualquer coisa da sua esposa. Aegon queria ser um bom marido, mimá-la ao máximo, mostrar a ela que podia ser mais que o inimigo que todos diziam que ele era. Já havia mandado fazer vestidos para ela, adornados com ouro e rubis, vestidos vermelhos e pretos, as cores que ela amava, porque ele sabia que ela odiava o verde. Como ela o odiava.

A sua relação com Alicent e Otto estava desmoronando, uma discussão crescente que parecia prestes a explodir a qualquer momento. Com os seus irmãos, as coisas eram mais tranquilas, uma trégua silenciosa entre eles. Mas havia algo que ele queria mais do que qualquer outra coisa: um filho. Um filho que carregasse os cabelos brancos da sua linhagem, que fosse tão belo quanto Rhaenyra. Ele prometeu-se ser um bom pai, diferente de Viserys, e faria de tudo para que o seu filho fosse rei ao lado de Rhaenyra.

Aegon estava acordado, deitado ao lado de Rhaenyra, observando-a dormir. Os seus olhos percorriam suavemente o rosto dela, notando cada detalhe, desde os cílios que descansavam tranquilamente sobre as maçãs do rosto até a respiração leve e constante que se fazia audível na calma do quarto. Ele não conseguia evitar um sorriso leve ao ver como até no seu sono, Rhaenyra parecia serena e forte em simultâneo.

De repente, Rhaenyra começou a se mexer. Os seus olhos abriram-se lentamente, ainda pesados pelo sono. A primeira visão que teve foi a de Aegon, os seus olhos castanhos focados nela com uma expressão de curiosidade.

𝐎 𝐑𝐄𝐈 𝐏𝐄𝐑𝐕𝐄𝐑𝐒𝐎 ── 𝘙𝘩𝘢𝘦𝘨𝘰𝘯Histórias para pegar e não largar. Descubra agora