capítulo 8

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"Cauda"

A comida na minha visão parecia ser normal

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A comida na minha visão parecia ser normal.

— é que graças ao pedido de Michael, eu pude lançar um feitiço de ilusão sobre eles. — disse o Wickid de pelagem branca.

— se você visse a aparência real dessa comida, poderia perder o apetite. — disse o Wickid de pelagem escura.

— por que vocês estão aqui de novo? Vão embora daqui! — disse Mammon, irritado.

— você quer uma mordida, Sophie? — Leviathan me oferece uma boa dose de maldade no garfo.

— sim, obrigada!

Eu me aproximo com a boca aberta e ele me alimenta.

Nunca imaginei que a comida do Reino demoníaco pudesse ser tão boa.

Satan então chega, se sentando ao meu lado.

Eu quero começar uma conversa, mas parece que ele vai ficar chateado a qualquer momento.

— sorria vai! — falei com um sorriso alegre, fazendo o mesmo estremecer, desviando o olhar, corando em confusão.

— eu não sou bom em sorrir.

Suas orelhas ficaram vermelhas ou eu estou vendo coisas?

Ao olhar para os Senhores Demônios da mesa, comer parece um tanto opressor. Talvez seja porque já faz muito tempo que eu comi acompanhada de alguém.

Estando separado do mundo por uma maldição, o meu único amigo era o oculto. Talvez seja por isso que estou conectada à esses demônios.

Estava perdida em pensamentos, quando de repente algo aparece ao meu lado.

— é bom, não é? Estar com esses caras não é tão desconfortável, talvez seja porque você é um deles. — disse o Wickid de pelagem branca.

— ah! — por causa da aparição repentina de Wickid, me levanto da cadeira desajeitadamente, indo pra trás.

Mas sinto algo envolver a minha cintura, me segurando.

Olhei para o lado, é isso... A cauda de Satanás?

Sem pensar muito nisso, minha mão desce para a cauda do demônio, a acariciando. Podia sentir algo estranho passar por ela.

É uma sensação reconfortante, a sensação de quando eu fundi o poder com Asmodeus.

— guarda, talvez você queira tirar a mão dele agora mesmo. — disse o demônio da cobiça, incomodado.

— não. Eu quero sentir mais... — hipnotizada com aquela energia que nos unia, continuei a acariciar a cauda de Satanás.

— h-hum... Coisinha astuta... — o demônio murmura com um leve gemido, corado. Guiando a cauda para debaixo da mesa.

As pontas dos dentes de sua cauda se entregam contra a minha coxa, causando uma onda de sensações, fazendo as minhas pernas estremecerem com o seu toque.

Quando nos tocávamos, uma onda de calor subia em nossos corpos, sentindo o nosso poder se fundir aos poucos.

— Satanás, você não está tramando nada de baixo da mesa não, né? — Mammon perguntou, arqueando a sombrancelha, ao ver a minha expressão corada.

— não diga besteiras, não sou como você. — debateu.

Nós então começamos a comer tranquilamente, sem interrupção.

Kiss In HellOnde histórias criam vida. Descubra agora