POV S/N
O ar estava pesado na floresta. A cada passo, o som de galhos quebrando ecoava alto no silêncio. Meu coração batia acelerado, quase ofuscando qualquer outro som ao redor. Bill e eu corríamos pela trilha estreita, tentando nos afastar o máximo possível da loucura que Maddy havia desencadeado.
A adrenalina pulsava nas minhas veias, e o medo de ser pega se misturava com uma sensação de déjà vu. Bill estava mais sério do que nunca, seus olhos fixos à frente.
- Bill, aonde a gente tá indo?
Perguntei, tentando manter minha voz firme apesar do pânico crescente.
Bill: A gente precisa sair da floresta e encontrar um lugar seguro. Maddy não vai desistir tão rápido.
Ele respondeu, seu tom sombrio e resoluto.
Meu estômago revirou. O que quer que Bill tivesse planejado, não estava funcionando. Maddy estava mais próxima do que nunca, e com ela, mais uma pessoa estava junto com ela, porque quando ela parou o carro, outro carro estacionou ao lado dela e uma pessoa ficou parado ao lado da Maddy.
O som de pneus cantando na terra nos trouxe de volta à realidade. Olhei para Bill, que estava visivelmente tenso. Ele sabia que estavam no nosso alcance. Eu podia sentir a mudança em seu comportamento, como se ele estivesse pronto para uma batalha iminente.
Bill: Eles estão perto. A gente precisa se esconder.
Ele disse, sussurrando.
Ele me puxou para trás de um tronco grosso, tentando nos manter fora da vista. Eu conseguia ouvir as vozes de Maddy e da outra pessoa se aproximando.
Maddy: Eles não podem ter ido muito longe. Felipe, você conhece essa floresta melhor do que ninguém. Onde eles poderiam estar?
Felipe: Se eu fosse o Bill... tentaria encontrar uma rota de fuga rápida. Ele sempre foi esperto, mas nós somos mais.
Felipe?
Felipe, da escola?
Não é possível.
- Puta merd..
Bill tampou minha boca com a mão.
Ouvir Felipe falar de Bill daquele jeito, com tanto desprezo e quase admiração perversa, me fez estremecer. Algo não estava certo.
E então, de repente, a memória voltou: o olhar de Felipe durante as aulas de Bill, aquela admiração que era muito mais intensa do que o normal. Felipe era obcecado por Bill... mas de um jeito estranho e distorcido. Ele queria ser como ele, ou talvez estar no lugar dele.
POV BILL
Minha mente trabalhava rápido. Felipe estava aqui, e isso mudava tudo. Ele não era apenas um problema qualquer, ele era um problema que conhecia meus métodos, minhas rotas de fuga, até minhas fraquezas. Eu sabia que Felipe tinha um lado sombrio, mas nunca imaginei que ele acabaria ao lado de alguém como Maddy.
Felipe sempre me olhou com uma mistura de respeito e desafio. Como se estivesse me testando, esperando por um sinal de fraqueza que ele pudesse explorar. E agora, ele tinha encontrado seu motivo.
Me odiar por algo que ele não entendia, algo que ele jamais aceitaria. E Maddy? Ela estava fora de controle, alimentada pela sua própria raiva e ciúmes, pronta para fazer qualquer coisa para nos alcançar.
- Bill, o que a gente faz agora?
S/N sussurrou, os olhos arregalados de medo.
Bill: Vamos nos separar. Você vai para o norte, pela trilha. Eu vou desviar a atenção deles para o sul.
Ela balançou a cabeça, claramente relutante em me deixar.
- Não, não vou deixar você sozinho.
Bill: Confie em mim, S/N. Eu sei o que estou fazendo.
Antes que ela pudesse argumentar, eu a puxei para um beijo rápido, sentindo o calor de seu corpo contra o meu. Precisávamos sair dessa, de alguma forma. E eu faria qualquer coisa para garantir que ela ficasse a salvo, mesmo que isso significasse enfrentar Felipe e Maddy sozinho.
Bill: Quando eu disser "agora", você corre. Entendeu?
Ela assentiu, olhos brilhando com lágrimas não derramadas. Eu queria dizer algo, algo que pudesse aliviar o terror que via em seu rosto, mas não havia tempo.
Felipe: Bill! Eu sei que você está aí. Não adianta se esconder!
Ele gritou.
Meu sangue gelou por um momento, mas então, algo em mim se acendeu. Um instinto. Uma necessidade de proteger.
Bill: Agora!
Eu sussurrei, empurrando ela na direção oposta.
POV S/N
Eu corri o mais rápido que pude, o som de folhas secas e galhos quebrando sob meus pés. Meu coração batia tão forte que parecia que iria explodir a qualquer momento. Eu podia ouvir Felipe gritando ao longe, mas não olhei para trás. Tudo o que importava era seguir em frente, sair dali.
Mas, de repente, senti uma mão agarrar meu braço com força, me puxando de volta. Eu gritei e caí no chão. Ele me segurou pelos ombros e subiu encima de mim, fazendo eu ficar imóvel e a poucos centímetros do meu.
Felipe: Finalmente te encontrei.
Ele sussurrou, seu olhar frio e perturbador.
Felipe: Sempre soube que você era especial. E agora, você vai me ajudar a conseguir o que eu quero.
- Felipe, o que você está fazendo? Isso é loucura!
Eu gritei, tentando me soltar.
Felipe: Não, não é loucura. É justiça. É o que eu mereço. Bill sempre teve tudo, a posição, o respeito... e você.
Ele me pegou e me puxou em direção ao carro, onde Maddy nos esperava, um sorriso cruel no rosto. Eles planejaram isso.
POV BILL
Eu ouvi o grito de S/N e meu coração quase parou. Não, isso não poderia estar acontecendo. Felipe a pegou. Eu sabia que precisava agir rápido.
Eu me virei para correr na direção do som quando senti algo pesado me atingir na cabeça.
[...]
Tudo ficou escuro por um momento. Quando recuperei a consciência, eu estava amarrado, minhas mãos presas atrás das costas, em uma cadeira velha de madeira. Felipe estava de pé à minha frente, com um sorriso satisfeito no rosto.
Felipe: Sempre achei que esse momento chegaria, Bill. O momento em que eu superaria o mestre.
Bill: O que você quer, Felipe?
Eu perguntei, tentando manter minha voz calma, mas firme.
Felipe: Quero o que é meu por direito. Quero tudo o que você tem.
Maddy apareceu ao lado dele, segurando S/N, que estava com as mãos amarradas e um olhar de pânico no rosto.
Maddy: Agora, Bill, vamos ver o quanto você realmente se importa com ela. Porque eu e Felipe temos planos... grandes planos para você e para a S/N.
Ela sorriu, um sorriso doentio que fez meu sangue gelar. Eu precisava encontrar uma maneira de sair disso, de salvar S/N. Mas, pela primeira vez em muito tempo, eu não sabia se poderia.
Felipe: Vamos começar o jogo, Bill. E desta vez, você não tem como ganhar.
Autora
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socorro
votem e comentem, não sejam fantasmas
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Meu Professor | Bill Kaulitz
Fiksi PenggemarCONCLUÍDA S/N, uma garota de 17 anos estava no 2° ano do ensino médio e acabou de se mudar para a Alemanha. Ela não tinha muitos amigos na escola, apenas Maddy. No seu primeiro dia de aula, a garota estava perdida, quando o professor mais falado en...
