continuação

197 35 1
                                        

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

Duas semanas depois…	Estava sendo muito mais do que caótico, não estava funcionando nos horários

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

Duas semanas depois…

Estava sendo muito mais do que caótico, não estava funcionando nos horários. Lívia sempre se atrasava para buscar o Julinho na escolinha de teatro, eu me atrasava no futebol, então decidimos nos reorganizar.

— Nossa! - Ouvi o garoto bufando no banco de trás.

— O que foi amor?

— Esse professor é um palhaço.

— Julinho! - O repreendi o encarando brevemente pelo retrovisor.

— O pai, cê não tá entendendo, ele fica pedindo umas coisas sem pé nem cabeça. A gente tem que ficar andando que nem galinha, ridículo.

— Tenho certeza que não é nada ridículo.

— Então porque você não vai lá comigo? Vai lá, aí tu vai ver, o pai eu não quero ir, não quero. - Sabia que se continuasse naquele ritmo, a birra ia vir então só respirei fundo.

— Julinho a gente já conversou sobre isso, vai ser legal, vai te fazer bem.

— Mas eu detesto! Odeio!

— Olha, vou ver se eu posso ficar lá com você hoje tá bom? - Ele murmurou e cruzou os braços emburrado. — Tá bom assim?

— Detesto ele, detesto! - Ele não deu o braço a torcer, mas logo deu de ombros. — Mas tá né?! Fazer o que.

— A gente vai se divertir, prometo.

Eu poderia esperar qualquer coisa dessa escolinha, mas puta que pariu que lugar imenso. Estávamos um pouco atrasados e Julinho corria na frente me apressando, já completamente familiarizado com o lugar, eu ia correndo atrás com a mochilinha e a lancheira.

Realmente não sei o momento certo que Julinho se virou para me apressar outra vez, e acabou colidindo com um homem alto que prontamente o segurou para que não caísse no chão. Ele segurou Julinho pelo torço o carregando tal como se carregava um saco de batatas. Senti meu sangue gelar e paralisei bem ali.

— O que você tá fazendo aqui fora Julio?

Meu filho colocou a mão no queixo como se estivesse pensando. — To só apreciando a vista. Até que tá um dia bonito.

— Tá atrasado de novo!

— Meu pai que me trouxe hoje, olha ele ali. - Ele apontou e então aqueles olhos se conectaram ao meu… PUTA QUE PARIU NÃO PODE SER.

RidículoOnde histórias criam vida. Descubra agora