continuação⁴

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Quatro meses depois a vida deles se assemelhava a um caos generalizado no planeta

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Quatro meses depois a vida deles se assemelhava a um caos generalizado no planeta. A organização do casamento, junto com o processo da habilitação na adoção definitiva e não no apadrinhamento, reuniões com a assistente social, a mudança de volta para o Rio de Janeiro, novos trabalhos que surgiram no meio do caminho, as férias da escola de Julinho e o constante questionamento de quando a irmã ia chegar, a nova casa que ainda estavam procurando, os dias pareciam passar num piscar de olhos e sentiam que mal tinham tempo de respirar direito.

E pra piorar ainda não tinham uma data.

— Por que isso tem que demorar tanto? - Diego reclamou assoprando o liquido quente em sua xicara. — Eu sei que você disse que iria demorar, mas sendo sincero não achei que fosse tanto. Não aguento mais ir nessas reuniões.

— Amor tem casais que esperam por anos, nós iniciamos o processo agora, é normal demorar. - Diego fez bico.

— Mas eu quero agora. - Amaury riu e se levantou indo o acolher com um abraço.

— Você tá parecendo o Julinho. - Eles riram pois era verdade.

Quando foram contar a novidade, Julinho perguntava quando ela ia chegar a cada cinco minutos.

~~ Semanas atrás

Diego roía a unha do seu dedo indicador encarando a porta do apartamento, estava ansioso esperando Amaury chegar com Julinho. Tinham decidido que iriam contar a novidade a ele naquela noite e estava ansioso com a reação do filho em saber que teria uma irmã.

Assim que chegaram, deixou que ele se acomodasse e foi só na hora de dormir que eles tocaram no assunto.

— Meu amor, a gente queria te contar uma coisa. - Diego começou fechando o livro que Julinho tinha entregado antes de subir na cama.

— Que coisa? - Ele perguntou curioso.

Diego desviou o olhar para Amaury, mas logo voltou a atenção para o filho.

— Você se lembra quando o papai falou sobre a possibilidade de você ter um irmãozinho ou irmãzinha algum dia? - Julinho o encarou confuso e então arregalou os olhos, surpreso.

— Não acredito! A gente vai ter um bebê?! - Ele se sentou num salto. Ele olhou para a barriga de Diego, depois para a de Amaury e levantou a camisa do pai que estava mais próximo, mas logo ficou confuso. — Mas... ué? Quem que vai ter o bebê? Vocês dois são meninos! É na barriga da mamãe que tá o neném?

Amaury soltou uma risada baixinha e Diego, se segurando para não rir também da inocência do filho, deu um tapa em seu noivo.

— Não é assim amor, não é um bebê, ela já é grandinha. - Diego explicou pegando as mãozinhas do filho. — Mas sim, ela vai ser sua irmãzinha e não, a mamãe não ta gravida.

Julinho piscou algumas vezes, tentando entender.

— Não tá? Então como que eu vou ter uma irmã grande? Da onde ela vem? Quem ela é?

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