Capítulo 10

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De madrugada, por volta das duas e meia da manhã, Diego acordou em alerta com uma pequena mão conhecida o chacoalhando.

— O que foi amor? - Ele perguntou baixinho acendendo a luz do abajur e afastando o edredom que o cobria.

— Não consigo dormir. - Respondeu ele num bico choroso.

Diego o puxou do chão e o deitou no meio entre eles, o embalando em seus braços como sempre fazia. Ele desligou a luz e quando estava quase dormindo de novo o ouviu chamando de novo.

— Papai?

— Hm? - Ele murmurou em resposta.

— Faz um toddy quente? - Diego murmurou a contragosto, não queria levantar estava muito confortável e quentinho ali. Ele tentou se levantar, mas Julinho o agarrou mais forte reclamando choroso, queria ficar de grude.

— Amor - ele cutucou seu namorado e o ouviu reclamando, ele cutucou de novo e outra vez o ouviu reclamando, agora no entanto, mais desperto. Diego já tinha desistido de manter seus olhos abertos. — Meu bem, faz um toddy quente pra mim? - Sua voz saiu arrastada, carregada de sono.
Amaury abriu um olho só e percebeu o corpo pequeno entre eles com aqueles olhos grandes e rasos de lágrimas o encarando. Diego já tinha voltado a dormir, sua respiração serena o entregava.

— E ai carinha? - Ele disse entre bocejos antes de se levantar. — Não consegue dormir? - Julinho respondeu negando com a cabeça.

Ele caminhou pelo seu apartamento de forma automática e não muito depois já estava de volta no quarto, com o copo morno entre suas mãos grandes. Julinho esticou sua mão e Amaury ficou vigiando a criança lutar contra o sono enquanto tomava seu toddy quente, e enquanto o fazia, ficava enrolando os pelos da barba do ator nos dedos. Quando o copo já estava caindo da boca e a pequena mão pesar sobre o rosto barbado, Amaury pegou o copinho infantil e o deixou em cima da cômoda voltando a apagar o abajur e a se deitar.

Quando acordou pela manhã, quase caiu da cama. Diego estava com uma perna sobre as dele numa diagonal, não parecendo muito confortável, uma vez que seu tronco estava para cima e seu braço caído pro outro lado da cama. Julinho por sua vez dormia de barriga para cima, seus braços cada um para uma direção diferente, tal como suas pernas que estava cada uma sobre um corpo diferente. Amaury afastou o braço engessado de cima de seu peito, o garoto tinha seu corpo largado por toda a cama e sua boca estava ligeiramente aberta, quando notou o rastro de baba seca sobre o rosto pequeno começou a rir. Ele riu da forma como estavam, Julinho dormia igual a Diego. Ele ajeitou a criança deitando de lado e tirou a perna de Diego de cima da sua, puxou o braço dele o deitando direito também, antes de se espreguiçar saindo da beirada da cama, não correndo mais riscos de cair no chão, ele não ousou levantar.

 Ele ajeitou a criança deitando de lado e tirou a perna de Diego de cima da sua, puxou o braço dele o deitando direito também, antes de se espreguiçar saindo da beirada da cama, não correndo mais riscos de cair no chão, ele não ousou levantar

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