Lila Howard tinha uma vida perfeita com a sua família, até o acidente acontecer e as custas disso a família morreu e ela ficou doente. Para um novo recomeço a família walter acolhe a junto com a irmã Jackie.
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(Lila narrando)
Acordei ainda me sentido mal pela noite anterior. Os meus olhos abriram-se lentamente e, por um instante, quase me esqueci de onde estava. Mas então senti o calor do corpo do Isaac contra o meu, o seu braço envolvendo-me, segurando-me com uma ternura que me fez prender a respiração.
Lembrei-me de tudo o que tinha acontecido na noite anterior, e o meu estômago deu um nó. Não por causa de Isaac, mas por causa de mim. Sentia-me vazia, desfeita por dentro. Levantei uma mão trémula até à minha cabeça, onde antes havia cabelo longo e bonito. Agora, só restava a pele nua, fria e despida.
A dor bateu com força, como se tivesse acordado um pesadelo, e eu não consegui conter as lágrimas. Elas começaram a escorrer silenciosamente pelo meu rosto, e tentei encolher-me, afastar-me, sem acordar o Isaac, mas era impossível. O meu choro, por mais silencioso que fosse, deve ter o acordado. Senti-o mover-se ao meu lado e, de repente, ele estava a olhar para mim, preocupado.
"Loirinha, o que aconteceu?" A sua voz era suave, mas cheia de preocupação, e isso só me fez sentir ainda pior. Como é que ele ainda poderia olhar para mim e dizer aquilo.
As palavras saíram da minha boca antes que eu pudesse contê-las. "Olha para mim. Estou sem cabelo... Estou feia."
Os olhos dele, que estavam fixos nos meus, brilharam com uma mistura de surpresa e compreensão. Ele não disse nada por um momento, apenas levantou a mão para me tocar no rosto, os dedos acariciando a minha pele como se estivesse a tentar apagar a dor.
"Loirinha," ele começou, com a voz firme mas gentil, "tu não és feia. Não importa o que aconteceu ou como te vês agora. Eu vejo-te, a ti, a rapariga que que amo. E isso não vai mudar. O teu cabelo... ou a falta dele, não muda quem tu és para mim. Tu és linda, Lila, com ou sem cabelo."
Ele puxou-me para mais perto, os seus braços envolvendo-me com ainda mais força, como se quisesse proteger-me de todos os demónios que se escondiam na minha mente. "Não digas que és feia, por favor. Tu és a pessoa mais bonita que eu já conheci, e eu vou lembrar-te disso até acreditares também."
As suas palavras atravessaram a minha dor, e por um breve momento, senti-me vista, aceite, e... talvez até amada, de uma forma que eu achava que não era possível. As lágrimas continuaram a cairam mas eram mais de felicidade do que tristeza.
Isaac sorriu para mim, limpando as últimas lágrimas do meu rosto. "Hoje vamos sair," disse ele, com um brilho nos olhos que eu não via há algum tempo. "Tenho um presente especial para ti."
Antes que eu pudesse protestar ou perguntar mais alguma coisa, ele inclinou-se para me dar um beijo na testa. "Vai-te arranjar, e eu vejo-te lá em baixo."
Ele saiu do quarto, deixando-me sozinha com os meus pensamentos e com o eco das suas palavras. Um presente especial. Por mais que quisesse acreditar que aquilo podia animar-me, o vazio que sentia dentro de mim era difícil de ignorar.
Levantei-me devagar da cama, ainda a sentir me mal. Dirigi-me ao espelho, onde me forcei a olhar para a minha própria reflexão. E encarei a imagem de mim mesma, careca e frágil. Os meus olhos fixaram-se na pele nua da minha cabeça, e uma onda de insegurança passou por mim.
Respirei fundo e fui buscar o gorro que estava dobrado numa gaveta. Era um gorro simples, de lã, que eu costumava usar nos dias mais frios. Com cuidado, coloquei-o na cabeça, tentando cobrir a evidência da minha nova realidade. Ainda não era eu, mas talvez fosse o suficiente por agora. Esbocei um sorriso falso no espelho, na esperança de que, se fingisse que estava tudo bem, eventualmente estaria.
Desci as escadas devagar, a tentar ignorar o peso no meu peito. À medida que me aproximava da cozinha, comecei a ouvir as vozes, o som reconfortante de risos e conversas matinais.
Ao entrar na cozinha, o som dos risos cessou abruptamente. Todos os olhos voltaram-se para mim, e a alegria que preenchia o espaço transformou-se numa espécie de constrangimento. Percebi que eles sabiam. Tinham ouvido o meu choro na noite anterior, e agora não sabiam como agir.
Tentei não deixar que o desconforto se refletisse no meu rosto. Com um esforço enorme, forcei um sorriso e cumprimentei-os. "Bom dia."
"Bom dia, querida. Anda, senta-te aqui," disse ela com a sua voz suave, apontando para uma cadeira ao lado da mesa. "Eu fiz panquecas. Acabei agora mesmo de as tirar da frigideira. Estão fresquinhas."
Assenti e caminhei até à mesa, sentindo todos os olhares em mim enquanto me sentava. A atmosfera estava pesada, mas eu tentei ignorá-la, focando-me nas panquecas que Katherine tinha colocado no meu prato. Agradeci com um aceno de cabeça e comecei a cortar um pedaço, embora o apetite estivesse longe.
De repente, Jordan, que estava com a sua câmara como sempre disse, sem pensar duas vezes, "Ficas muito linda com o gorro!" O seu sorriso era genuíno, inocente, mas imediatamente notei os olhares de repreensão dos seus irmãos mais velhos, provavelmente para ele não tocar no assunto.
Sorri para o Jordan, tentando não deixar transparecer a dor que se formava no meu peito. "Obrigada" respondi com a voz mais suave que consegui reunir. "És muito querido."
Enquanto eu me forçava a comer as panquecas, o silêncio desconfortável da mesa foi interrompido pelo som da porta da frente a abrir-se. Jackie, que acabava de voltar da sua corrida matinal. O cabelo dela estava preso num rabo de cavalo desalinhado, e o rosto dela brilhava com uma mistura de suor e energia.
Ela entrou na cozinha, respirando fundo, e os seus olhos pousaram em mim imediatamente. O seu olhar era uma mistura de preocupação e carinho, algo que me fez sentir ainda mais exposta. "Lila, estás bem?" perguntou ela, a voz cheia de preocupação enquanto se aproximava.
Dei-lhe o meu melhor sorriso – ou pelo menos, o melhor que consegui reunir naquela manhã. "Sim, estou bem, Jackie," respondi, tentando soar convincente. Sabia que ela não acreditava totalmente, mas também sabia que não me pressionaria mais, pelo menos não na frente de todos.
Antes que a conversa pudesse aprofundar-se, Isaac entrou na cozinha com a mesma energia calma que sempre tinha. O seu olhar encontrou o meu, e ele sorriu, iluminando o ambiente com a sua presença. "Pronta para irmos?" perguntou ele, mais uma vez com aquele brilho misterioso nos olhos.
Sem esperar por uma resposta, ele aproximou-se e estendeu a mão para mim. "Vamos sair. Agora." Havia uma suavidade na sua voz, mas também uma firmeza que me dizia que ele tinha algo especial em mente. Sem discutir, peguei na sua mão e levantei-me, deixando o prato com as panquecas pela metade.
Os outros à mesa observaram-nos com sorrisos cúmplices, claramente a par do que estava prestes a acontecer. Havia um ar de expectativa no ar, algo que não conseguia entender completamente, mas que me fez sentir ligeiramente mais leve.
Enquanto Isaac me puxava para fora de casa, deixando a cozinha para trás, ouvi risos abafados e conversas sussurradas. Era evidente que a família Walter e a minha irmã já sabiam o que Isaac tinha planeado, e o pensamento de que eles estivessem a torcer por mim trouxe um pequeno calor ao meu coração. Talvez, apenas talvez, aquele dia não fosse tão mau quanto eu tinha imaginado.
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Oii amores, a fanfic está a chegar ao fim Espero que gostem e não se esqueçam de votar e comentar. Desculpem qualquer erro e beijinhos