vinte e quatro

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(Lila a narrar)

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(Lila a narrar)

O silêncio que se seguiu às palavras de Isaac foi esmagador. Eu sabia que ele não podia prometer-me aquilo. Sabia que, por mais que o quisesse acreditar, o futuro estava fora do nosso controlo. Mas, ao ouvi-lo dizer que não me deixaria morrer, uma leve esperança começou a nascer dentro de mim, uma esperança frágil, como uma chama prestes a ser apagada pelo vento.

Olhei para a sua mão, ainda entrelaçada na minha, e pela primeira vez em muito tempo, senti calor no meu corpo frio. O peso da doença que me consumia parecia diminuir, como se, de alguma forma, a força dele estivesse a ajudar, mesmo que soubesse que era impossível parar o inevitável.

Eu sei que não queres... - a minha voz saiu rouca, quase inaudível, mas senti a necessidade de lhe dizer aquilo. Mesmo sabendo que ele já estava a sofrer tanto quanto eu. - Eu não quero também, Isaac...

Ele inclinou-se para a frente, os olhos fixos nos meus, e pude ver a dor estampada no seu rosto. O olhar dele estava vazio, como se todas as forças que o faziam ser o Isaac alegre que eu tanto amava tivessem desaparecido. Ele não dizia nada, mas o seu olhar estava cheio de coisas que eu não queria ouvir , que a minha doença, a morte, estavam a afastá-lo de mim.

Lila... – Isaac finalmente disse, a voz embargada, quase a sussurrar, como se tivesse medo das próprias palavras. - Não te vou deixar... Não vou deixar que te vás embora, não vou deixar que morras.

As palavras dele ficaram no ar, penduradas entre nós, mas não as acreditava. Eu sabia que ele queria que eu acreditasse nelas. Ele queria, com todas as forças, que as palavras dele tivessem poder. Mas, no fundo, sabíamos que não havia nada que pudesse mudar aquilo que estava prestes a acontecer.

De repente, senti uma dor aguda no peito, como se o próprio coração estivesse a tentar lutar contra a doença. A respiração ficou mais difícil e, por um segundo, pensei que fosse ali, naquele instante, que tudo ia acabar. Mas Isaac estava ali, e isso era tudo o que ainda me dava força.

Isaac, eu... - tentei falar, mas a voz falhou-me. As lágrimas começaram a cair, uma após a outra. - Eu... não sei como lidar com isso. Não sei como...

Ele não hesitou. A sua mão apertou a minha com força, e ele aproximou-se mais, colocando a testa na minha, como se tentasse absorver toda a dor que eu sentia.

Eu sei, Lila. – Ele sussurrou, a voz cheia de tristeza. – Mas nós vamos passar por isto, juntos. Não te vou deixar. Não me importo com o que o médico diz, com o que dizem os outros. Eu...

Ele não terminou a frase. Não precisava. Eu sabia o que ele queria dizer. Ele ia ficar comigo, até ao fim. Mas o fim já estava muito próximo.

Nesse momento, a porta do quarto abriu-se lentamente, e a Kath apareceu à entrada. Vi o olhar preocupado dela ao ver o nosso estado. Ela não disse nada, mas a sua presença fez com que a angústia aumentasse. Sabia que ela estava a viver o mesmo pesadelo que eu.

Lila... - Ela disse, a voz trémula, mas firme. - Isaac, preciso de falar contigo, só um momento.

Isaac levantou-se lentamente, sem me largar a mão. Olhou para mim uma última vez, e vi no seu olhar a dor e o desespero. Sabia que ele não queria ir, mas também sabia que precisava falar com ela. Com um último aperto, ele saiu da sala, deixando-me sozinha com os meus pensamentos.

Eu olhei para o teto do quarto, sentindo as lágrimas a escorrerem pela minha cara. O hospital, com o seu cheiro e a frieza das paredes, parecia estar a engolir-me aos poucos. A luta estava a acabar, e eu estava a perder.

Mas, enquanto ele estivesse ali, ao meu lado, a dor não era tão insuportável. Eu sabia que ele me amava, e isso ainda me dava um pouco de força para continuar, mesmo sabendo que a minha jornada estava quase a terminar.

 Eu sabia que ele me amava, e isso ainda me dava um pouco de força para continuar, mesmo sabendo que a minha jornada estava quase a terminar

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Amores demorei mas está aqui e se tudo correr bem acabo a fanfic hoje infelizmente. Espero que estejam a gostar dos últimos capítulos e não se esqueçam de votar e comentar.

Lover-Isaac GarciaOnde histórias criam vida. Descubra agora