Vinte e seis

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(lila a narrar)

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(lila a narrar)

O tempo parece suspenso.

O sol já deve ter nascido lá fora, mas o quarto permanece igual com aquela luz suave que entra pelas persianas meio fechadas, e o silêncio que só os hospitais conhecem. Cada segundo parece ecoar dentro de mim como um adeus sussurrado.

Estou cansada.

O corpo pesa, os pensamentos são vagos, mas ainda há algo que me prende aqui. Ainda não fui embora. Ainda não consegui ir embora. E é por ele. Pelo Isaac.

A porta abre-se com cuidado, e só pelo som dos passos sei que é ele. O meu coração reconhece-o antes dos meus olhos. Sento o cheiro dele, a presença dele, aquele calor que sempre me envolveu mesmo nos dias mais escuros.

– Loirinha... – ele sussurra, a voz entre o alívio e o desespero.

– Olá... – digo, com um esforço que me rouba quase todo o ar, mas que vale cada gota de energia só por vê-lo sorrir, mesmo que com lágrimas nos olhos.

Ele aproxima-se da cama, agarra-me a mão com tanto cuidado como se eu fosse feita de vidro. Mas naquele toque há tudo: amor, medo, promessas.

– Estou aqui, amor. Até ao fim. E mesmo depois disso.

Os meus olhos enchem-se de lágrimas. Não de tristeza. De amor.

– Sabes... – começo, devagar. – Eu não tenho medo de morrer. Mas dói... dói saber que te vou deixar, e deixar as outras pessoas que tanto amo.

– Não vais. – diz ele, com a voz firme. – Vais estar em tudo o que eu fizer. Vais estar nos meus dias, nos meus sonhos, nos meus silêncios. Vais ser a minha luz quando escurecer.

Eu sorrio. Fraco, mas sincero.

– Obrigada por me amares. Mesmo quando eu já não conseguia amar-me a mim.

Ele pousa os lábios na minha testa, e o mundo inteiro desaparece. Não há dor, nem máquinas, nem tempo. Só nós dois.

A porta abre-se de novo. A Jackie entra primeiro, com os olhos vermelhos mas um sorriso calmo. Depois o George, a Parker, o Cole, o Lee, a Katherine. Todos entram devagar, em silêncio. Como se soubessem que aquele momento era sagrado.

Fico a olhar para eles. A minha família. A que escolhi. A que me escolheu.

-O Richard mandou dizer te que ele ama-te muito mas que o voo dele não vai chegar a tempo.

Eu solto um sorriso fraco entendendo a situação e digo para ela o dizer que o amo muito e para agradecer tudo o que fez por mim.

– Amo-vos a todos. – digo, com voz trémula. – Obrigada por não me deixarem sozinha.

A Parker aproxima-se e segura na minha outra mão.

- Tu és a melhor irmã que eu podia ter, Lila.

– Tem que me prometer-me uma coisa? – pergunto, olhando para todos, mas pousando o olhar no Isaac. – Vão viver. A sério. Sem medo. Sem se esconderem do que sentem. O amor vale sempre a pena. Sempre.

Todos acenam. E eu fecho os olhos por um instante, sentindo-me em paz.

Conseguia ouvir o choro de todos eles, principalmente o da minha irmã. Mas eu sabia que ela iria ficar bem com eles.

O Isaac deita-se ao meu lado na cama, com cuidado, e envolve-me nos braços. Eu encosto a cabeça ao peito dele e ouço o coração a bater. O som mais bonito que alguma vez conheci.

Ali, nos braços dele, rodeada por quem me ama, deixo-me ir.

Sem dor.

Sem medo.

Com amor.

Até ao fim.

(E depois, talvez... só talvez... eu encontre o meu lugar entre as estrelas.)

Olá meus amores, aqui está o ultimo capitulo, desculpem a demora mas eu pensava que já o tinha publicado, só agora quando fui rever é que vi

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Olá meus amores, aqui está o ultimo capitulo, desculpem a demora mas eu pensava que já o tinha publicado, só agora quando fui rever é que vi.

Não se esqueçam de votar e comentar, deixo agora uma mensagem da Lila para vocês, beijinhos.

Obrigada por lerem até aqui. Lover não é apenas uma história sobre o fim. É sobre amar com tudo, mesmo quando o tempo é pouco. É sobre viver, mesmo que por um instante, com o coração inteiro. — Lila

Lover-Isaac GarciaOnde histórias criam vida. Descubra agora