Lila Howard tinha uma vida perfeita com a sua família, até o acidente acontecer e as custas disso a família morreu e ela ficou doente. Para um novo recomeço a família walter acolhe a junto com a irmã Jackie.
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(Isaac a narrar)
A minha tia a falar comigo pareciam facas a cravar-se no meu peito.
– Isaac, os médicos foram claros. – disse ela, com a voz embargada. – A Lila não vai sobreviver. Ela tem pouco tempo... muito pouco tempo.
Senti o chão desaparecer debaixo dos meus pés. A garganta fechou-se, o coração acelerou como se quisesse fugir do peito. Recusei-me a acreditar.
– Isso não pode ser verdade. – murmurei, a voz falhada, quase como um sussurro desesperado. – Eles estão enganados. Eles não sabem o que dizem.
– Isaac... – ela pousou a mão no meu ombro, com delicadeza, mas firmeza. – Eu queria que fosse mentira. Mas ela está a piorar todos os dias. Eles já tentaram tudo. Agora... só resta prepararmo-nos. Ela merece uma despedida com amor. Com paz.
Queria gritar. Queria fugir daquele corredor de hospital, daqueles cheiros, daquela verdade cruel que me esmagava. Mas as palavras dela estavam ali, cravadas na minha mente: ela vai morrer.
A porta ao fundo abriu-se, e os outros aproximaram-se. O George vinha à frente, com aquele ar sério que usava quando as coisas eram mesmo a sério. A Jackie seguia atrás, com os outros logo atrás dela, todos calados, rostos tensos, como se sentissem que algo estava errado.
– O que é que se passa? – perguntou o George, olhando da mãe da Lila para mim. – Ela está pior?
A Jackie apertou os lábios ao ouvir a pergunta e desviou o olhar. A Katherine respirou fundo.
– Os médicos disseram que... que a Lila não vai resistir. Que tem pouco tempo de vida.
O George empalideceu. O Lee deixou escapar um soluço involuntário, e o Cole levou as mãos à boca, num gesto automático de choque.
– Não... não pode ser... – disse o George, a tentar manter a compostura. – Ela... ela estava a lutar. Ela parecia estar bem. Ela até sorriu!
– Eles disseram que é questão de dias ... talvez horas. – completou a Katherine, com os olhos marejados. – Ela está fraca demais. O corpo está a ceder.
O Cole afastou-se para o fundo do corredor, virando costas, a tentar esconder as lágrimas. A Jackie foi ter com ele e abraçou-o em silêncio. O Lee ficou ali, parado, a olhar fixamente para o chão, como se quisesse destruir aquela realidade só com o olhar.
– Eu recuso-me a aceitar isso. – disse eu, finalmente, com raiva. – Ela merece mais do que isto. Ela merece viver.
Mas nenhum de nós podia mudar o que estava a acontecer.
(Lila a narrar)
Oiço tudo.
Cada palavra.
Oiço a voz da Katherine, a tentar ser forte. Oiço o Isaac a negar, a lutar com tudo o que tem. Oiço o George a tentar manter-se firme e a falhar. Oiço a Parker e a Jackie a chorar baixinho. Oiço o Cole a afastar-se porque não aguenta estar ali. E consigo sentir o resto dos meninos sem saber o que fazer.
Estou deitada, demasiado fraca para me levantar. Nem sequer consigo virar-me. O meu corpo já não me obedece como antes. Sinto-me cada vez mais longe de mim mesma, como se estivesse a dissolver-me lentamente dentro do lençol branco deste quarto.
As lágrimas caem silenciosas pela minha cara. Não faço barulho. Não quero que ninguém me oiça. Mas o peito dói, dói como nunca doeu. Não é só o cancro. É a dor de saber que estou a deixá-los. A deixá-lo.
Fecho os olhos e imagino o Isaac a correr para dentro do quarto, a dizer que os médicos estavam errados, que afinal havia esperança. Mas não o faz. Porque ele ouviu a mesma verdade que eu.
Estou a morrer.
E eles sabem.
E eu também.
Só não sei como é que se aprende a dizer adeus.
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Oii lindos, aqui está o penúltimo capitulo e isto está a deixar me mesmo triste tanto por acabar mas pelo o final que está a levar. Não se esqueçam de votar e comentar beijinhos.