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Lilian esperou que fosse saber a sensação de estar morta, porém tudo que sentiu foi a brisa e o cheiro de grama molhada

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Lilian esperou que fosse saber a sensação de estar morta, porém tudo que sentiu foi a brisa e o cheiro de grama molhada. Estava jogada no chão no meio de uma floresta que não reconhecia.

O ar estava fresco e úmido, carregado com o aroma terroso e revitalizante da natureza. O silêncio era quase absoluto, quebrado apenas pelo sussurro das folhas ao vento e pelos cantos distantes de pássaros escondidos entre os galhos. Lilian se levantou rapidamente e balançou suas roupas para tirar qualquer sujeira que continha.

Havia uma beleza selvagem e intocada, como se eu tivesse sido transportada para um mundo antigo, longe da civilização. Senti um friozinho na espinha, não de medo, porém como se eu precisasse estar aqui.

A ruiva começou a caminhar observando atentamente cada detalhe das árvores, do céu e do lugar em si, não esperou que fosse encontrar alguém, já que não escutava nenhum som além dos animais.

Lilian passou um tempo andando conhecendo o lugar até escutar o som de borracha de pneu arrastando no asfalto. Correu rapidamente se sentindo ansiosa. Quando então o que encontrou foi uma viatura da polícia, que continha um policial que aparentava ter uns 40 poucos anos. Ele estava assustado com a aparição repentina da jovem.

Saiu da viatura rapidamente, e foi de encontro com a ruiva. — olá, você está bem? Sou o xerife Charlie Swan, nunca a vi por aqui e você parece perdida. – O senhor tinha um olhar bondoso em direção dela. Seus cabelos pretos estavam um pouco grisalhos, e sua barba que ele fazia "carinho" e o uniforme da polícia que caia como luva no corpo dele. Ela sentia que podia confiar nele.

— olá, eu sou Lilian Malcom, eu não me lembro... do que aconteceu. – Lilian tinha um rosto confuso quanto aos acontecimentos recentes.

— pode me acompanhar pra te levar até a delegacia? – Charlie perguntou, ainda observando-a com uma mistura de preocupação e curiosidade. 

Charlie foi educado e a seguiu e abriu a porta do carro para a ruiva que se sentou e aguardou o homem que estava do lado de fora, coçando a cabeça adentrar o carro e dirigir.

A vista até a delegacia de forks depois de muitas árvores foi tomada por lojas e pequenos restaurantes. Até parar na delegacia e a garota sair.

O tempo que ela passou na delegacia foi angustiante. Teve que usar suas habilidades de persuasão em alguns policiais e depois de algumas horas conseguiu ser liberada.

— bom, é aqui que nos despedimos, Lilian. – Charlie falava com um rosto sereno.

— sim, muito obrigado, senhor Swan! Caso o senhor conheça alguém que esteja vendendo ou alugando alguma casa eu serei grata. – lilian o agradeceu e perguntou com um olhar de duvida. Charlie parou pra reparar na jovem.

— dificilmente você vai encontrar uma casa a venda nessa época, mas você pode ficar na minha casa até conseguir comprar, minha filha vai adorar ter companhia! – Charlie disse com a boca torcida. A ruiva se sentia preocupada, porém não havia nenhum tipo de estranheza que sentia vindo dele.

— não irei atrapalhar o senhor? – ele negou com a cabeça e pediu pra ela o seguir.

Entraram novamente na viatura e seguiram até a casa do velho Swan.

Era uma construção modesta, de dois andares, de cor azul,  com uma fachada de madeira que lembrava as cabanas tradicionais da região. As janelas tinham cortinas de renda branca, conferindo um toque de delicadeza à residência.

Charlie a ajudou sair do carro e abriu a porta de casa.

— pode entrar. – o sorriso reconfortante de Charlie a fez lembrar de seu falecido pai.

Ao entrar, o ambiente era acolhedor e familiar. A sala de estar era pequena, mas confortável, com um sofá gasto, porém macio, em frente a uma lareira que aquecia.
Paredes revestidas de painéis de madeira exibiam fotografias familiares e quadros com paisagens, adicionando um toque pessoal à decoração.
Lilian dava uma volta observando cada detalhe da casa.

— sinto muito em dizer que o único lugar vago é o sótão, mas amanhã eu estarei de folga e posso te ajudar a limpar. – Charlie disse.

— senhor, você já fez o suficiente só de me deixar ficar na sua casa, eu não poderia pedir por outras coisas, ficarei te devendo um grande favor. –

Charlie fez um tour rápido pela casa, mostrando os cômodos aconchegantes da Swan house. Lilian se ofereceu pra passar um café e charlie aceitou.

Como se já se conhecessem há anos. A conversa entre eles era natural, mesmo charlie sendo meio tímido. Ele observava a jovem e sabia o que a deixava incomodada para conversar e o que não. Foi dessa forma até a filha dele chegar.

Lilian sentia um cheiro incomum vindo do lado de fora da casa. Um aroma estranhamente adocicado e talvez enjoativo. Charlie olhava curioso pra lilian que parecia ter um rosto franzido.

— tchau, Edward, até amanhã! – escutou a voz baixa da filha do senhor swan vindo da porta enquanto ela se abria.

Ao adentrar a casa, Bella olhou curiosa para lilian e logo depois para seu pai, franzindo sua testa e torcendo um pouco o pescoço.

— filha, essa é Lilian ela vai ficar aqui por um tempo até conseguir uma casa pra morar. – Charlie se levantou rapidamente de onde estava e foi cumprimentar sua filha com um aperto no ombro.

— ah sim... oi, Lilian. – a Morena parecia distante e pensativa. Deu um sorriso e se aproximou um pouco mais de lilian.

— prazer te conhecer, Bella né? – Lilian a cumprimentou com um sorriso sem mostrar os dentes e bella concordou a cumprimentando também.

— eu vou ir pro meu quarto, tenho umas atividades pra fazer. – bella subiu as escadas correndo porém no meio do caminho tropeçou, olhou pra trás tímida e viu os olhares de Lilian e de charlie pra si e continuo indo pro quarto.

Charlie estava meio envergonhado enquanto coçava a nuca e lilian dava risadas.

— vocês são parecidos. – Lilian comentou.

Com o passar do dia, Charlie disse que lilian iria precisar dormir no sofá e no outro dia arrumaram o sótão pra ruiva. Charlie usou uma cama que estava guardada, pegou algumas coisas que estavam na garagem e usou para decoração e sem esquecer os pequenos detalhes. Ele a fez se sentir em casa.

• dêem uma forcinha, sei que eu demoro a atualizar, mas é que eu tenho dificuldade em escrever, olha que tenho vários capítulos já com enrendo.

• estava pensando em criar uma fic com um plot que eu vi no ttk bem parecido com "you" talvez eu faça.

Beyond time | Jasper HaleOnde histórias criam vida. Descubra agora