Hugo não sabia demonstrar como se sentia após todos os ocorridos na Amazônia, não sabia dizer e nem teria coragem para falar como se sentia em relação a Mefisto admiração? Inspiração? Não. Não podia admirar o homem que quase matou um de seus amigos muito menos tê-lo como inspiração, era em momentos como esse que hugo tinha desgosto de si mesmo e tem todo aquele sentimento de importencia ao notar que no final Mefisto havia feito coisas arriscadas por ele, matou um homem por hugo.
Ainda sim teve compaixão com ele, lhe deu conforto e falou palavras acolhedoras enquanto hugo colapsava em sua frente. "Um fraco não teria enfrentado o que você enfrentou por outra pessoa", " você é um diamante, garoto. Um diamante bruto".
Ítalo dava voltas na sua mente, e hugo sabia que não merecia aquela amizade, os sorrisos gentis, os abraços e os conselhos. Saiu da cama devagar para não fazer barulho desde os acontecimentos recentes, hugo evitou voltar a dormir junto dos pixies no quarto de caimana, era como se ele fosse um demônio tentando entrar na igreja. Apesar de Mefisto e do professor Mont'Alvent terem colocado todos os seus ossos no lugar, ainda sentia uma dor fantasma nas regiões machucadas, suspirou cansado e saiu para fora de casa.
Era como se estivesse fora do eixo e não tivesse como se pôr de volta no lugar, se sentou perto da árvore e se permitiu relaxar, não aguentava fechar os olhos e dormir. Sempre que fechava os olhos aquelas coisas voltavam e não conseguia se manter calmo, como se ele fosse explodir de tanto medo.
— Sem sono? — ítalo perguntou baixinho e enquanto se aproximava de hugo, ele tentou disfarçar a dor que sentia ao andar e novamente hugo voltou a lamentável mentalmente, "ele é quem deve se lamentar de sentir dor e não eu". A pomada acabou dois dias
— Eu simplesmente não consigo e nem aguento dormir. — seus ombros agora se encostavam e hugo ouviu um suspiro baixinho vindo do outro garoto, como se todo e quaisquer movimento fosse sofrido e realmente era. — Não acha melhor voltar para o quarto? Eu te ajudo.
Ítalo riu, — Se não me quer por perto, é só falar.
— Não é isso...
Capí tentou não demonstrar como estava confuso sobre tudo, tentava ao máximo entender aquele caos todo que Hugo estava se deixando consumir, acabou se deixando envenenar pelas coisas ruins e não julgava ele nem um pouco. Já tinha deixado isso acontecer e ainda acontecia, respirou fundo e engoliu a dor, ficou mais perto possível dele e puxou para um abraço..
— Amanhã vou visitar meu pai. — falou como se fosse um segredo.
— Por que? — Hugo não entendia como capí conseguia manter contato com aquela matusalém da Korkovado, “ele é meu pai” bom, isso não significa nadica de nada para Hugo.
Capí suspirou e sorriu, sabia que tinha muito mais compaixão e respeito do que seu pai tinha por ele mesmo, — Não quer tentar dormir? Sabe, a gente já dividiu a cama antes.
Esse assunto repetitivo sobre a amazônia já estava deixando Hugo doente, é melhor deixar isso pra lá, agora estava mais focado em produzir mais daquela pomada. Isso significa: capí sem dor+dar uns pegas no capí e ele não sentir dor, estavam deitados virados um para o outro, a ponta do nariz encostava na do outro.
Dava uns selinhos aqui e acolá, isso era bom, Hugo precisava ficar bom e ter seus momentos de felicidades. Ele precisava se cuidar, vendo agora foi meio hipócrita da parte dele falar que Italo deveria deixar os outros cuidarem dele e que ele devia se cuidar, Hugo era exatamente quem para falar? Foi em um momento de fragilidade de capí e ele só precisava de cuidados. Quem precisa de cuidados agora é Hugo.
Foi um dia entediante e cheio de pessoas, aquele jantar então, foi para fechar com chave de ouro aquele climão fúnebre e olha que Hugo nem tinha se matado ainda.
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Minha lealdade é sua
FanfictionHugo tentou se declarar antes de ir para a amazônia Atualizações nos dias de sexta/sábado
