Fissure

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Esse capítulo tem como base o episódio 13 da temporada 5. Entretanto, alguns personagens não estão, alem de muitas falas e acontecimentos que foram modificados para encaixar na história. Está bem longo, repleto de diálogos e muitos sentimentos envolvidos

Espero que gostem, não esqueçam de comentar e votar, me motiva a continuar escrevendo.

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   Havia passado alguns dias desde o primeiro encontro nos laboratórios da L-Corp, e Kara sentia-se sob um estresse absurdo. Estava sendo difícil lidar com a frieza e as palavras rudes de Lena, não apenas ela, mas a ruiva que as acompanhava, fazendo questão de expor a linda e afetuosa relação que estava construindo com Lena, a palavra “Ciúmes” vez ou outra rondava sua cabeça, mas a loira fazia questão de mandá-la embora, acreditando fielmente que estava apenas nostálgica e com inveja de como Lena a tratava com carinho.

   No entanto, por mais que invejasse a ruiva, podia entender plenamente os sentimentos de Lena para com ela. A ruiva era dona de uma genialidade única, tinha um humor, que, por diversas vezes, lhe arrancou sorrisos sinceros naqueles dias, além de ser uma figura que chamava atenção mesmo não intencionalmente, a seriedade e formalidade parecia apenas uma característica incomum de sua álter ego vigilante, nos laboratórios, ela era apenas Bárbara Gordon, extrovertida,  engraçada e extremamente inteligente. A kryptoniana poderia até mesmo admitir simpatizar com a ruiva quando a mesma não estava trocando afeto em forma de flerte com a CEO da L-Corp.

    Já no ponto de vista da empresária, estava sendo extremamente desgastante ter, novamente, a presença da loira, e, por muitas vezes, em tempo integral. Era conflituoso ter que lidar com aquela nova Kara, tão diferente da repórter que costumava ser sua melhor amiga e ainda mais diferente da heroína de National City, a qual possuía uma certa rivalidade. A kryptoniana parecia se sentir confortável em apenas ser o que seu interior mais implorava, uma nerd de hábitos mundanos, a loira conseguia flutuar entre ser uma mulher extremamente inteligente e dona de um conhecimento inegável, e ser apenas uma kryptoniana que adorava as simplicidades humanas. Por vezes, Lena a viu se entreter com coisas tão pequenas como assistir um simples inseto se alimentando, ou se distrair desenhando nos vários papéis de pesquisa que a empresária usava, no começo, ela até tentou reclamar com a loira, mas parecia inevitável, bastava um lápis ou caneta na mão da kryptoniana que lá estava ela, rabiscando qualquer pedaço de papel que encontrasse.

   Foram incontáveis as vezes em que se amaldiçoou por achar gracioso os gestos e atitudes da heroína, havia um conflito enorme que lhe fazia querer arrancar os cabelos, era difícil estar tão perto mas tão longe de Kara. Seu rancor predominava, as dores e ferimentos dos recentes acontecimentos ainda não haviam cicatrizado, mas havia um sentimento que crescia a cada gesto simples, mas gracioso, que a loira fazia, que lhe aquecia o peito e queimava em sua garganta, parecia fazer seu sangue borbulhar e suas pupilas dilatarem.
 
   A empresária se forçava a acreditar que eram efeitos do silício, afinal, acreditar naquilo a mantinha sã. E, claro, não podia esquecer da ruiva, que conseguia minimizar, em alguns porcento, o estresse que era dividir laboratório com a loira, ela era o alívio cômico e a quebra de tensão entre as duas, não se lembrava quantas vezes a vigilante quebrou o clima pesado com alguma piada ou simplesmente mudando o assunto quando a empresária não conseguia conter-se em alfinetar a kryptoniana.

   Já Kara, ainda se lamentava pela amizade abalada das duas, que se dependesse de Lena, nunca mais teria de volta. E era isso que pensava todas as noites quando retornava ao seu apartamento, principalmente naquela noite em questão, que compartilhava da companhia de sua irmã.

Echoes Of A Destiny Shared - SupercorpHistórias para pegar e não largar. Descubra agora