Conundrum

1.1K 93 794
                                        

Uau... demorei um pouco? Sim... valeu a pena? Vocês que vão me dizer.

Quase 20.000 palavras para esse capítulo. Então eu espero no mínimo 500 comentários. Se vocês baterem a meta, eu volto com uma revelação dos meus planos para EOADS!

Confesso que o capítulo está bem denso, então leiam com carinho, paciência e aproveitem bem.

Boa leitura! <3

=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=

 

   O pânico a atingiu como um choque de alta voltagem, fazendo o ar sumir completamente de seus pulmões. Para Kara, os segundos que Lena havia levado para respondê-la pareceram horas de tortura, e mesmo após ver o breve alívio em seu rosto, ainda conseguia ver o rastro brilhante em suas bochechas. — Por Rao... o que havia feito?! — sua mente frenética tentando recordar-se dos acontecimentos anteriores, temendo ter machucado-a ainda mais. — Por que está chorando? Eu fiz algo que... — a loira disparou, já sentindo seus lábios tremerem em puro desespero e ansiedade.

— Eu estou bem, Kara — a cientista garantiu, endireitando a postura e limpando os últimos resquícios de lágrimas em seu rosto. Finalmente um pouco de alívio tomou conta das feições de Kara, mesmo que brevemente, a fazendo soltar o ar que nem percebeu estar prendendo.

— Graças a Rao... — Kara murmurou, fechando os olhos com força, como se expulsasse os piores cenários que sua mente havia criado. — Eu sinto muito, Lena... você não merecia passar por nada disso — ela tornou a abrir os olhos, esses agora marejados, transbordando uma culpa que, não necessariamente, lhe pertencia.

— Está tudo bem — Lena a cortou imediatamente, balançando a cabeça de forma branda. — Você está bem? — a loira ofereceu um sorriso fraco, sentindo seus lábios pálidos e ressecados, denunciando o desgaste físico pelo qual seu corpo havia passado naquelas últimas horas, como sua garganta, que sentia arranhar como se estivesse inflamada.

— Apenas com sede... pode me dar um pouco d’água? — a empresária assentiu veemente, virando-se com uma certa pressa para concluir seu pedido.

   Enquanto Lena virava-se e caminhava até sua cozinha, Kara permitiu-se respirar de verdade, deixando o peso de sua cabeça pender um pouco para trás. Ela se sentia suja, violada por seus próprios genes e completamente devastada com toda aquela situação, mas ver Lena sã e salva, lhe trazia um pouco de paz, seus últimos momentos no controle de seu próprio corpo haviam sido angustiantes e, por um momento, duvidou que seu plano pudesse dar certo.

   Lena não demorou, quando retornou, não trazia apenas o copo de vidro com água, mas também um frasco de álcool e alguns chumaços de algodão. Com toda aquela sucessão de acontecimentos, Kara havia esquecido completamente do corte em sua cabeça, que parecendo agir em reflexo, começou a incomodá-la. A cientista parou ao seu lado, erguendo o copo frente ao seu rosto e o inclinando, cuidadosamente, até seus lábios. Kara bebeu com uma certa avidez, sentindo a queimação em sua garganta aliviar em uma sensação etérea e, assim que finalizou, Lena afastou o vidro, o colocando sobre a mesa ao lado.

— Obrigada... — agradeceu em um murmúrio, observando atentamente a cientista organizar o algodão e destampar o frasco de álcool.

— Desculpa por isso, acho que bati muito forte — Lena comentou, apontando sutilmente com a cabeça para o rastro de sangue agora seco sobre sua têmpora.

Echoes Of A Destiny Shared - SupercorpHistórias para pegar e não largar. Descubra agora