Uma semana se passou, e Adrien estava cada vez mais frustrado com Marinette. O enigma dela o perturbava, e sua curiosidade estava começando a ofuscar seu profissionalismo como líder militar. Decidido a manter alguma distância, ele optou por não visitar Marinette ou interrogá-la por um tempo.
No entanto, o dilema entre manter sua postura rígida e ceder à curiosidade sobre a mulher o consumia. Uma tarde, ele tomou uma decisão incomum. Sentia que precisava confrontar suas próprias emoções e, ao mesmo tempo, cumprir uma tarefa prática. Ele decidiu levar Marinette para um banho, algo que era considerado um privilégio para os prisioneiros, mas também um meio de observar mais de perto sua reação e comportamento.
Ao chegar à cela de Marinette, Adrien fez um esforço consciente para manter a calma, mesmo que sua mente estivesse repleta de conflitos internos. Ele não queria que ela percebesse o turbilhão de emoções que estava enfrentando.
— Marinette, — começou ele, com um tom firme, mas carregado de frustração, — você terá a oportunidade de se banhar. Vou te acompanhar para garantir que não haja problemas.
Marinette olhou para ele com um sorriso enigmático e levantou uma sobrancelha, como se estivesse avaliando cada nuance de sua expressão.
— Pensei que tinha se esquecido de mim, Adrien… — ela provocou, a voz suavemente melodiosa, mas com um toque de desafio. — Ou talvez tenha descoberto que eu sou mais interessante do que imaginou?
Adrien, mantendo o olhar fixo nela, sentiu a tensão crescer. A provocação de Marinette estava começando a ultrapassar seus limites de paciência.
— Não estou aqui para discutir sua importância — ele respondeu com um tom de frieza que tentava esconder a crescente irritação. — Estou apenas cumprindo uma formalidade.
Ele algemou as mãos de Marinette e a conduziu com firmeza para o local do banho. A cada passo, a provocação dela parecia afetá-lo mais, e ele fazia um esforço consciente para não demonstrar a frustração que estava se acumulando.
— Aproveite o banho — disse Adrien, tentando manter a compostura, enquanto observava de um canto. — Mas lembre-se, não estou aqui para ser seu confidente ou cúmplice em jogos mentais.
Marinette, indiferente ao seu desconforto, se acomodou no ambiente do banho, seu olhar malicioso nunca deixando o rosto de Adrien. A provocação dela era uma constante, e a irritação dele só aumentava à medida que ela parecia se divertir com a situação.
Enquanto Marinette se banhava, Adrien tentava desesperadamente manter a compostura. Cada sorriso dela, cada olhar desafiador, parecia desafiar seu controle, e ele se perguntava se estava realmente no controle da situação ou se estava se deixando levar por algo que não compreendia completamente.
— A água está uma delícia... obrigada, Adrien. — Marinette disse, sua voz carregada de satisfação enquanto se esfregava com a toalha. Ao remover a toalha que cobria seu corpo nu, Adrien ficou sem ar ao ver as costas dela marcadas por hematomas roxos.
Seu olhar se fixou involuntariamente nas marcas, e uma onda de preocupação e raiva o invadiu. Quem havia causado esses ferimentos? E por quê?
Marinette percebeu o olhar de Adrien e sorriu maliciosamente.
— Algo errado, Adrien? — ela perguntou, sua voz carregada de um tom desafiador e quase provocativo.
Adrien lutou contra o impulso de desviar o olhar, sua irritação crescendo. A visão das marcas no corpo de Marinette era perturbadora, e a forma como ela parecia se divertir com a situação o deixava ainda mais frustrado.
— Você acha que isso é engraçado? — ele perguntou, a voz carregada de frustração e uma pitada de preocupação que ele tentava esconder. — Acha que pode brincar com meus sentimentos e ainda me provocar?
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A Feiticeira da Ilha
FanfictionAdrien Agreste, um líder militar, se depara com Marinette Dupain Cheng, uma bruxa acusada de matar seu marido e fugir da prisão.
