Adrien a mantinha presa na cela, por mais que uma parte dele quisesse desesperadamente acabar com aquela linha invisível que os dividia. Ele se aproximava da grade, a tensão entre os dois ainda pulsante, mas seus olhos estavam sombrios, como se lutasse contra uma parte de si mesmo.
Marinette, por sua vez, continuava a provocá-lo, mesmo enclausurada. O sorriso malicioso não deixava seus lábios, e ela parecia se deliciar com o desconforto e o desejo que sabia que causava nele.
— E se eu engravidar? — Ela perguntou de repente, inclinando-se contra a parede com um sorriso travesso. — Eu vou dedurar que você é o pai, Adrien. O grande capitão, o herói militar... e pai de um filho de uma bruxa. — Seus olhos brilhavam com diversão.
Adrien parou por um instante, o coração acelerou enquanto tentava manter a calma. A ideia de um filho, de qualquer vínculo com ela além do que já haviam compartilhado, o deixava em um estado de conflito.
— Não brinque com isso, Marinette, — ele rosnou, seu maxilar tenso, tentando se controlar. — Você está tentando me irritar, e isso só vai te trazer problemas.
Ela riu suavemente, como se as palavras dele fossem exatamente o que ela esperava.
— Ah, mas é tão fácil te irritar... — Marinette disse, sua voz cheia de malícia. — E não minta pra mim, Adrien. Você gostou. Eu vi nos seus olhos. Você não é tão imune a mim quanto tenta fingir. Aliás... — Ela se aproximou das grades, a ponta dos dedos deslizando por uma das barras. — Você tem certeza que quer que eu fique aqui presa? Porque, se for assim... eu posso muito bem usar o tempo para pensar em outras maneiras de... incomodar você.
Adrien ficou em silêncio, os punhos cerrados ao lado do corpo, sentindo a raiva e o desejo se misturarem em uma tempestade dentro de si. Marinette sempre soube como pressionar os botões certos, e o fato de que ela estava presa não tornava isso menos difícil. Ele se inclinou para frente, seus olhos intensos nos dela.
— Você não sabe com quem está lidando, Marinette. — Ele sussurrou com uma voz sombria. — Eu sou capaz de te manter aqui por tanto tempo quanto for necessário, e você vai se arrepender de tentar me desafiar assim.
Ela riu, despreocupada, como se as palavras dele fossem uma piada.
— O que você vai fazer, Adrien? Me manter aqui para sempre? Até o dia em que eu dê à luz seu filho? Que piada seria essa, hein? O grande capitão que não consegue resistir a uma bruxa. — Marinette mordeu o lábio, provocando-o mais uma vez, sabendo que estava tirando o controle dele aos poucos.
Adrien a encarou, lutando contra a vontade de entrar na cela e acabar com aquela provocação do jeito que ela parecia desejar. Mas ele sabia que ceder só o colocaria ainda mais nas garras dela.
— Eu juro que você ainda vai se arrepender de cada palavra, Marinette. — Ele disse, sua voz baixa, cheia de uma fúria controlada, enquanto se afastava com passos firmes, tentando se convencer de que podia mantê-la à distância.
Mas no fundo, ele sabia que aquela linha invisível que os separava estava prestes a se romper.
No final daquela tarde, o som de passos firmes ecoou pelo convés do navio. O céu começava a tingir-se de laranja, mas havia algo no ar além da tranquilidade do crepúsculo. Um navio menor se aproximava, balançando suavemente nas águas, mas carregando uma presença ameaçadora.
Um homem, de porte imponente, desembarcou com facilidade e caminhou até o capitão André, que o esperava na entrada. Seus olhos, frios e atentos, se fixaram imediatamente no capitão e em seguida percorreram o navio com uma precisão quase sobrenatural.
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A Feiticeira da Ilha
FanfictionAdrien Agreste, um líder militar, se depara com Marinette Dupain Cheng, uma bruxa acusada de matar seu marido e fugir da prisão.
