"𝐒𝐞𝐮 𝐜𝐨𝐫𝐩𝐨 𝐞́ 𝐨 𝐦𝐚𝐫 𝐩𝐨𝐫 𝐨𝐧𝐝𝐞 𝐪𝐮𝐞𝐫𝐨 𝐬𝐮𝐫𝐟𝐚𝐫"
Kelen recém formada em moda decide volta para o seu país de origem por um tempo, mal sabia ela que sua apaixonite pelo surfista bonitão continuava ali após anos e ele estaria...
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Kelen Vianna 🥥 | Pov
Olho pra morena a minha frente que ria boba pra tela do telefone.
— O que tanto ri pra esse celular hein? — chego mais perto tentando ver algo, o que foi faliu já que a arquiteta tratou logo de desligar o aparelho.
— Nada! — da um sorriso falso.
— Achei que a gente não escondia nada uma da outra — faço um beicinho.
— Era só o Lucas me contando um pouco da viagem dele — ela bufa dando por vencida.
Esses dois não pararam de conversar um dia sequer desde a resenha que teve na casa do Gabriel, era estranha ver Carine assim, o negócio dela era mais pega e some mas estava gostando de ver esse outro lado dela.
— Amiga — a morena já me olha com cara de cachorro pidão — Lucas tá na casa do Medina, vamos lá? ele me chamou para mostrar alguns desings que ele viu na viagem — nego.
— É só ele te mandar fotos — ela revira os olhos.
— Deixa de ser chata, vamos — ela pega no meu braço me puxando para fora do quarto.
E aqui estava eu na casa do surfista, Carine e Lucas falaram que já voltavam e já tinha minutos que eu olhava pro nada dessa sala.
— Kelen — uma voz masculina pronuncia meu nome, e eu conhecia bastante aquela voz.
— Oi — falo sem olhar pro moreno, eu provavelmente ficaria com vergonha.
Sinto o lado sofá afundar e o cheiro do surfista entra pelas minhas narinas.
— Oi — Gabriel da um enorme sorriso enquanto segurava meu rosto pra que eu o olhasse — Você tá bem? — concordo com a cabeça tirando sua mão do meu rosto.
— Veio fazer o que aqui?
— Vim junto com a Carine o Lucas tinha a chamado, mas já estou indo embora — me levanto e no mesmo instante o moreno agarra meu braço me fazendo sentar novamente.
— Calma, foi só uma pergunta.
— Eu tô muito calma, Gabriel — tento me levantar de novo o que foi e vão.
— Por que você tá assim? Nem olhar no meu rosto você olha — Medina novamente coloca a mão no meu rosto fazendo eu o olhar.
— Eu tô normal — respiro fundo.
— Isso tem a ver com o que rolou aquele dia? Se for a gente pode esquecer tá bom?!
— Você quer esquecer?
— Não mas sempre que rola algo entre a gente você fica estranha, isso me irrita.
— Ok, a gente pode esquecer — falo, Gabriel passar a mão no rosto estressado.
— A questão não é esquecer porque sei muito bem que você também não quer — ele fala com convicção. — Só não quero que você fique assim comigo.
— Você não entende é estranho isso tudo.
— Entranho a gente ter transado? — o surfista pergunta rindo, ele sabia que eu ficaria com vergonha.
— Que ódio de você, Gabriel — pego uma almofada e tampo meu rosto, escuto sua risada.
— Já te disse que tu fica linda assim? E eu me amarro — o mais velho diz retirando a almofada do meu rosto.
— Para — faço beicinho e novamente ele da risada antes de depositar um beijo no canto da minha boca.
— Tá rolando algo entre eles né?! — Medina passa seu nariz em torno do meu pescoço, meu corpo todo se arrepia.
— Acho que sim — me afasto — Eles seriam lindinhos juntos — ele concorda.
— Lucas passou a viagem toda falando dela — revira os olhos, dou uma risada.
— Ciúmes? — pergunto rindo o mesmo joga de leve a almofada na minha cara.
— Tá com fome? — Gabriel pergunta se levantando, nego.
— Não tô com fome, Gabriel — ele me guiava até a cozinha.
— É só um pedacinho, Dora não vai ficar feliz se você recusar a torta dela.
— Toma — o surfista vem com um garfo com um pedaço de torta pro meu lado, me apoiava na bancada.
— Você sabe que eu sei comer sozinha né?! — falo com ele que mantinha o garfo perto da minha boca, ele murmura algo me dando um selinho antes que eu comesse.
— Bom — sorrio pro homem a minha frente.
— Eu disse, quer mais? — nego — Não te entendo você gosta da comida mas não come direito.
— Você não precisa entender só respeitar — falo um pouco rude odiava quando tentava me forçar a algo ainda mais comida.
— Desculpa — ele coloca o garfo na pia e retorna pra perto de mim. — Você tem algum problema com isso? — pergunta se referindo a comida no geral.
— Não quero falar sobre — abaixo a cabeça.
— Tá de boa — me abraça — Se um dia você sentir que pode me contar estarei de prontidão pra te escutar — seu abraço fica mais forte.
Por que ele tinha que ser tão fofo, cheiroso e o principal tão gostoso, aqueles braços quase me engoliam. Cheiro seu cangote e sinto o mesmo se arrepiar, dou risadinha por saber o que eu causava nele.
— Não faz isso, linda — sua mão adentra na minha blusa e um leve carinho começa nas minhas costas — Ou a gente vai ter que subir pro meu quarto — dou uma gargalhada pela sua cara de pau.
Me afasto do seu toque quando escuto barulhos na escada, olho pra frente vendo Carine e Lucas vindo na nossa direção.
— Até que enfim né casal — solto e a morena me olha brava dando o dedo do meio enquanto o homem ao seu lado apenas ria.
— Deixa de ser besta, Kelen.
— Eu? — me faço de desentendida me segurando pra não ri com a feição que ela me olhava.
— Vamos? — a morena fala.
— Tchau meninos — me despeço dos dois homens sem olhar muito pro surfista e saímos daquela casa.
— E tava fazendo o que sozinha com o Medina? — Carine me olha com os olhos semicerrados enquanto caminhávamos pra minha casa.
— Nada! Ao contrário de você e o Lucas — olho para ela com uma cara de pervertida ela ri me empurrando.
— Só rolou beijo tá bom?! — a garota solta se dando por vencida.
— Ainda bem né, imagina escutar vocês gemendo — faço um som de vomito.