O Destino. Um fio traçado antes mesmo do nascimento.
Mesmo que você não acredite ele continuará lá, marcado em você.
Assim como a lenda Japonesa do Akai ito afirmando que duas pessoas são ligadas por um fio vermelho, existe a lenda Grega.
Nessa lend...
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Viro a última panqueca desligando a música que tocava no meu celular. Guardo algumas para dividir com o Coelho mais tarde, já que ele está sendo gentil o suficiente pra me dar carona todos os dias.
Se bem que quem realmente está dando a carona para nós dois é Taehyung. Volto até a panela pegando mais algumas panquecas pra ele.
Confiro se a tatuagem está bem embalada no novo plástico e puxo a mochila que estava perto do sofá. Procuro no bolso da saia onde estavam minhas chaves e tranco a casa que vai ficar vazia por algumas horas.
Penso em colocar os fones mas tem um grande potencial que eu acabe sendo atropelada, então começo minha caminhada matinal até a escola.
Pelo menos era isso que pretendia até que vejo uma senhorinha levando caixas do carro até a casa da frente. A casa em questão estava vazia a vários meses pelo que me lembre.
Na minha adolescência era uma casa que ninguém nunca alugou ou comprou, se tornando alvo de histórias bizarras e ridículas como se ela fosse amaldiçoada ou algo do tipo.
Me aproximo tentando não parecer inconveniente ao perguntar se ela precisa de ajuda. Não se sabe quando uma idosa é legal ou apenas uma pessoa amargurada que viveu muito tempo.
- Com licença. - me aproximo. - A senhora precisa de ajuda?
De relance olho o carro dela, muitas caixas ainda estão por ser tiradas. Onde estão os familiares que deixam uma podre senhora fazer sua mudança sozinha?
- Oh! - ela tropeça e as pressas seguro seus braços com medo que caia no chão e quebre algum osso.
- Me desculpe. - curvo o corpo quase que em um ângulo de noventa graus. - Não queria assustar, mas parecia que precisava de ajuda...
- Que jovem educada. - ela sorri.
Que engraçado, seu sorriso é familiar.
- Já estou aqui a um tempo, mas as caixas não param de surgir. - fala meio cabisbaixa. Me contento para não tocar no assunto da falta de familiares na mudança.
- Posso ajudar. - sem ao menos esperar pego a caixa de suas mãos. Ela não parece ofendida.
Não diria que ela é uma pessoa de idade avançada, aparenta ter no máximo cinquenta anos. Talvez um pouco mais.
- Qual o nome da senhora? - questiono enquanto ela procura a chave correta em um molho.
- Kim Hayun. - a porta é aberta e uma grande quantidade de poeira sobe me fazendo espirrar. - Acho que essa casa realmente estava abandonada. - seu nariz enrruga com escárnio.
Coloco a caixa no chão com cuidado e penso em dar a volta para buscar outra, mas ela me para.
- E qual o seu nome? - os dentes brancos sorriem receptivos.