No escritório imponente do Diretor Kaden, o ambiente estava silencioso até a porta se abrir, revelando Marcus, um homem de presença imponente, entrando na sala.
— Vim ver o primeiro passo do garoto Kai — disse Marcus, com uma voz firme.
O diretor Kaden virou-se da sua mesa com um leve sorriso no rosto.
— Que bom que está aqui, Marcus. Isso me dá uma boa oportunidade de conversarmos sobre Kai. Acabamos de descobrir que ele é primo de um dos nossos melhores alunos, que está prestes a se formar no próximo ano, no Último Grau: Marko Payton. Sabe, nem notei os sobrenomes iguais na ficha de Kai.
Marcus cruzou os braços, pensativo.
— Então o garoto vem de uma família influente e forte, hein?
Kaden assentiu e se voltou para uma lembrança.
— Lembra-se de quando recebemos nossos artefatos no Salão das Artes? — perguntou Kaden. — O instrutor Giggs ficou chocado quando meu artefato veio voando de fora para dentro da escola, em vez de estar dentro do salão como todos os outros.
Marcus sorriu, concordando.
— Sim, lembro. Às vezes, parece que foi ontem.
Kaden deu alguns passos em direção à janela, olhando para o campo de treinamento abaixo, onde os alunos do 1º Ano estavam prestes a iniciar suas lições práticas. Marcus se juntou a ele, observando a movimentação lá fora.
— Este ano, o 1º Ano está cheio de "gênios" — comentou Kaden, com um tom meio brincalhão, mas com uma seriedade subjacente. — Alunos interessantes, eu diria.
Havia um silêncio breve antes de Kaden continuar:
— Eu pesquisei o passado de Kai e descobri que ele não tem mãe. Ela foi assassinada alguns anos atrás. O pai e o irmão mais velho foram dados como desaparecidos... naquele mesmo ano do incidente na capital.
Marcus balançou a cabeça, lembrando.
— Foi um caos total... — disse ele, a voz carregada de lembranças amargas. — Eu tinha acabado de ser promovido a comandante na Artcorp quando tudo aconteceu.
Ambos ficaram em silêncio, olhando para os alunos lá embaixo, cientes de que a história de Kai era muito mais profunda e entrelaçada com os mistérios do reino do que a maioria poderia imaginar.
O professor Shade e a professora Lynn estavam de pé, de frente para os alunos, enquanto atrás deles se estendia o vasto campo de treinamento, conhecido como Campo Aberto 1. O clima estava cheio de expectativa, pois todos aguardavam ansiosos pela aula prática.
A professora Lynn começou a falar:
— Como mencionei anteriormente, existem três tipos principais de artefatos. Porém, tecnicamente falando, há uma exceção que chamamos de "Artefatos Gêmeos". Vocês devem estar se perguntando por que não incluímos esses artefatos na lista dos três tipos principais. A resposta é simples: os três tipos de artefatos que conhecemos foram criados pela vontade dos deuses e dos seres humanos, mas os Artefatos Gêmeos foram uma criação inteiramente humana, e isso os torna únicos.
Ela fez uma breve pausa, deixando os alunos curiosos.
— Vou contar uma breve história. Há mais de 22 séculos, os deuses viviam entre nós, em harmonia com os seres humanos. No entanto, com o passar do tempo, a maldade, o ódio e a ganância dos humanos cresceram, e muitos se rebelaram contra os deuses. Inicialmente, os artefatos foram criados pelos deuses e com a ajuda de seres mágicos para auxiliar os humanos. Mas, à medida que os humanos se tornaram mais poderosos e egoístas, eles desejaram desafiar os próprios deuses e tomar o seu lugar.
Os alunos escutavam atentamente enquanto a professora Lynn falava sobre a Guerra de 100 Anos.
— Um líder humano chamado Silver e seu aliado, um renomado cientista e engenheiro de artefatos da época chamado Brunel, foram figuras centrais nessa guerra. Muitos humanos eram contra o conflito, pois, sem a ajuda dos artefatos, não eram fisicamente fortes o suficiente para combater os deuses. Foi então que Brunel, em sua genialidade e determinação, criou os Artefatos Gêmeos. Utilizando uma forma desconhecida de magia e sua maestria em engenharia de artefatos, ele conseguiu algo que ninguém jamais havia feito antes.
Os alunos estavam completamente intrigados.
— O livro de Brunel fala sobre a criação desses artefatos, mas nunca explicou completamente como ele fez isso. Após a guerra, a Árvore de Mana, criada pelos deuses, continuou a produzir artefatos para o mundo, No entanto, ninguém sabe onde está essa árvore, nem como acessá-la.
Os deuses decidiram partir da terra, vivendo em seu novo mundo, dizem que eles ainda visitam a terra, mas nao sabe se isso é verdade.A professora Lynn concluiu sua explicação, deixando os alunos refletindo sobre a história dos artefatos e a conexão entre humanos e deuses. O professor Shade então deu um passo à frente, pronto para iniciar a parte prática da aula, enquanto os alunos ainda assimilavam a profundidade daquela revelação.
— Bom, agora que vocês têm esse conhecimento, é hora de aprenderem a lidar com seus próprios artefatos — disse Shade, preparando os alunos para o próximo desafio.
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Artifact Fighters (Light Novel)
FantasiEm um mundo onde existem artefatos mágicos que variam de nível comum a cósmico, os heróis são reconhecidos e classificados por seus feitos e habilidades, utilizando o mesmo sistema de ranques: Bronze, Prata, Safira, Lendário, Épico, Mítico, Estrelar...