Em meados do século XIX, em algum lugar entre o paraíso e o inferno, Oliver e Delilah se encontram - quando o mundo ainda parecia simples, e o amor, possível.
O que nasce entre eles é intenso, proibido... incontrolável.
Mas a vida tem seus próprios...
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Oliver
Certo, foi muito atrevimento da minha parte dizer aquilo para ela, ainda mais em um momento como aquele. Mas fico desapontado por Delilah pensar que estava querendo me aproveitar da situação. Mesmo antes de todo o caos acontecer, passou pela minha cabeça, pelo menos umas dez vezes, convidá-la para o jardim e beijá-la até ficar sem ar.
Nunca quis tanto alguém na vida. Nunca desejei tanto uma mulher que estivesse devidamente vestida.
No entanto, aquela dama tem algo especial que me encantou de uma forma que nem sei explicar ou sequer entender. Tudo nela é cativante.
Além de ter uma beleza capaz de hipnotizar, seu cheiro é o melhor, sua voz é a mais doce e estar com ela fez com que o tempo passasse voando por nós. Por dois segundos inteiros, um pensamento passou pela minha mente antes que o espantasse: Se eu fosse me casar um dia, seria com alguém como ela.
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Chego até a casa de Charlotte e Peter, que fica do outro lado do complexo, onde está o restante da minha família — exceto Elodie e os anfitriões. Antes da confusão, ficou combinado que seríamos seus hóspedes durante o final de semana.
Meu pai, sentado no sofá de tecido vermelho-escuro, parece tenso. Ele treme a perna, um hábito que raramente se vê nele, a não ser quando as meninas aprontam alguma coisa.
— Pai? O que houve?
— Aquele insolente! Foi isso o que houve! — Bufa e leva a mão até a testa. — Acredita que ele teve a coragem de vir até aqui para justificar seus atos?
Eu não estou entendendo nada. Sei que Dante não teve a atitude mais sábia de todas ao beijar uma dama no meio do noivado dela com seu irmão. Entretanto, sempre soubemos sobre o amor platônico dos dois, então por que meu pai está tão irritado? Não deveria ficar feliz por Elodie se livrar do idiota do Henry? Entre um imbecil e outro... o visconde é a melhor escolha.
— Não entendo. Não era o que queríamos? Meu pai me encara, e seus olhos poderiam incinerar minhas roupas se quisessem.
— Digamos que... você perdeu uma parte muito, muito importante, Oliver. — Minha mãe toca em meu ombro.
— Aaaargh! Nem me fale! Nem me fale! — papai exclama com a voz alterada, esfregando o rosto vermelho e levantando-se, exasperado.
— O que foi que aconteceu? — Eles se entreolham ao suspirar. — Vamos, digam...
— Dante fez o favor de anunciar aos quatro ventos que ele e Elodie dormiram juntos.
Mal acredito nas palavras cruas de Andrew e demoro um tempo para absorver a informação.
— O quê?! — exalo uma risada pelo nariz. — Vocês estão brincando, não é?