31.

949 87 250
                                        

Bastou que Kurt entrasse no radar de novo para voltar a ser sondado

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

Bastou que Kurt entrasse no radar de novo para voltar a ser sondado. Dirigindo para fora do deserto, o carro do policial-sombra surgiu em seu retrovisor, seguindo. Kurt poderia ter reagido irritado, freado com tudo para assustar o sujeito, ou acelerado da forma que ele não conseguiria acompanhar. Mas descartando as duas possibilidades, Kurt decidiu tirar algo de útil daquela perseguição consentida.

No cruzamento com uma linha de trem, a luz do semáforo se acendeu em vermelho enquanto o aviso sonoro do sino tilintou no meio dos sons urbanos do tráfego. O Mustang e o carro azul e branco da polícia pararam ao mesmo tempo, na ponta da fila, seguido por outros carros. Enquanto os outros esperavam o trem passar, Kurt puxou a maçaneta e saiu, deixando o Mustang no comando de um piloto fantasma.

Ele foi até o veículo de trás e cruzou os braços ao lado do carro da polícia, esperando que a janela do motorista se abaixasse. Quase de imediato, o vidro manual deslizou, rangendo enquanto o homem do lado de dentro girava a alavanca na porta.

— Por que você destruiu a escuta? — O policial impaciente foi mais rápido em perguntar.

Mas foi como se ele não tivesse dito nada.

— Você precisa me dizer onde Nash... Nathan está. — A voz de Kurt se confundiu com o ruído das rodas de ferro correndo sobre os trilhos.

— Ele está no meio da operação.

Kurt rolou os olhos com a obviedade.

— Onde?

— A operação é restrita para agentes — o homem insistiu.

— Eu tenho certeza que você pode abrir uma exceção.

Um suspiro impaciente.

— Volte para o carro. — O policial ignorou.

O mundo ao redor, alheio à comoção, continuou em sua órbita. O trem passou, o sinal abriu, e logo os motoristas começaram a buzinar, protestando por passagem. O único movimento que Kurt fez foi o de cravar os pés para demonstrar que não sairia do lugar.

Onde? — Kurt chantageou.

O policial abriu a boca para xingar, mas sua ideia foi engolida pela onda de buzinas. Seus olhos estreitos espiaram sobre o ombro do banco e voltaram até Kurt, fuzilando.

— Você quer mesmo me fazer perder o emprego, né?

Indiferente, os ombros de Kurt subiram e desceram.

Quando aceleraram de novo, eles seguiram caminhos diferentes. Enquanto o policial atravessou a linha férrea, Kurt deu a volta com o Mustang e deu as costas para a cidade, tomando o caminho da rodovia. Ele seguiu direto para o exato lugar onde o policial informou que Nash estaria.

O lugar era discreto, um hotel de beira de estrada de aparência barata. Quando notaram qual era o carro, os policiais que vigiavam a entrada o deixaram entrar sem contestar. O prédio era simples, com dois andares desbotados, ladeados com varandas brancas. Formava um "C" quadrado em torno de um pátio grande, de vagas quase todas ocupadas por viaturas. Kurt deslizou para dentro e parou bem longe dos carros policiais, por puro instinto. Ele passou por agentes à paisana de cabeça baixa e subiu dois vãos da escada apertada.

Colisão [COMPLETO]Onde histórias criam vida. Descubra agora